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O antigo chanceler da Alemanha entre 1998 e 2005, Gerhard Schröder, foi uma das pessoas que compareceram à cerimónia organizada para celebrar o 74.º aniversário do Presidente russo, Vladimir Putin.

O Kremlin confirmou a presença do antigo chanceler na celebração. Numa nota no Telegram, a presidência russa indicou que Vladimir Putin, cujo aniversário foi na quarta-feira, soube pelas “notícias que Gerhard Schröder estava em Moscovo” numa “viagem de negócios”.

Depois, “o Presidente convidou o seu velho amigo para a sua casa. Gerhard Schröder esteve com Vladimir Putin quando o chefe de Estado celebrou o seu aniversário”, afirmou o Kremlin, que divulgou a imagem dos dois homens a fazer um aperto de mão na casa de Vladimir Putin.

Gerhard Schröder mantém atualmente negócios na Rússia. Lidera atualmente o conselho fiscal da cadeia de supermercados russa Hyperglobus. O antigo chanceler nunca escondeu, aliás, as suas ligações ao regime russo e sempre se manteve próximo de Vladimir Putin.

Na Alemanha, a presença de Gerhard Schröder na festa de aniversário do Presidente russo motivou várias críticas. A secretária-geral da CDU (partido do atual chanceler Friedrich Merz), Franziska Hoppermann, lembrou no X que há “crianças a morrer na Ucrânia”, enquanto o antigo líder germânico “celebra com Putin”. “Vergonhoso já nem é uma palavra para descrever o que aconteceu.”

Katrin Göring-Eckardt, dos Verdes, descreveu no X o sucedido como uma “desgraça para a Alemanha e uma traição da Europa”. Ao jornal Tagesspiegel, Heidi Reichinnek, do partido de esquerda Die Linke, critica a “homenagem que Schröder prestou” a Vladimir Putin, um “criminoso de guerra”: “Demonstra mais uma vez a sua falta de carácter político e moral”.

Por sua vez, o Partido Social-Democrata (SPD), a força política de centro-esquerda que governa a Alemanha juntamente com a CDU e à qual Gerhard Schröder pertence, manteve-se na defensiva. O deputado social-democrata Ralf Stegner lembrou que o antigo chanceler “não é um político no ativo”. E sublinhou que é um dos poucos alemães “que têm acesso a Putin” e que pode facilitar, “nem que seja um milímetro”, um “cessar-fogo na Ucrânia”.

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