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O Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, admitiu que se sente “traído” por Donald Trump, mas que o sentimento não depende do líder ucraniano, mas sim do apoio que Kiev necessita no momento “para sobreviver”. As declarações foram feitas no âmbito da visita do líder ucraniano ao Reino Unido, onde se encontrou com o rei Carlos III e com o primeiro-ministro, Andy Burnham.
“Realmente sim [sinto-me traído]”, afirmou numa entrevista ao jornalista britânico Piers Morgan. Zelensky admite ainda que a Ucrânia está a perder o apoio dos Estados Unidos, mas que tal não se deve a Kiev, mas à necessidade de sobrevivência do país.
“É uma pena que estejamos a perder um parceiro forte”, lamentou. “Não é por nossa causa. Não podemos ser fracos, senão não sobreviveremos. Não vamos vender o nosso país”, acrescentou, acusando ainda o seu homólogo norte-americano, Donald Trump, de pretender ter uma posição moderada em relação ao conflito na Ucrânia, mas que acaba por ficar “no lado errado”.
Zelensky confirmou também as preocupações relacionadas com o sistema de telecomunicações Starlink e com a partilha de informação por parte dos Estados Unidos, de que falou na noite de terça-feira. De acordo com o conselheiro presidencial ucraniano, Serhii Beskrestnov, a SpaceX de Elon Musk, que opera os satélites, implementou “um limite de velocidade nos terminais da Starlink” de 100 quilómetros por hora, e acusou a decisão de estar relacionada com o aumento das tensões entre a Ucrânia e os Estados Unidos.
“Hoje sofremos ataques em grande escala e é realmente lamentável que tenhamos tido algumas dificuldades que gostaria de discutir com o [primeiro-ministro britânico] Andy [Burnham] sobre a Starlink e sobre informações”, disse, durante declarações iniciais à chegada a Downing Street.
Zelensky mostrou-se frustrado com “muitas surpresas diferentes com as quais não se deve contar quando se tem uma verdadeira parceria”. Os ataques com mísseis balísticos e drones na terça-feira mataram pelo menos cinco pessoas e feriram 36, segundo a polícia ucraniana. “É claro que não se trata de um cessar-fogo no plano energético; pelo contrário, parece ser, sem dúvida, uma escalada por parte da Rússia”, acusou Zelensky.
Nas declarações aos jornalistas, transmitidas pela BBC, o chefe de Estado reiterou estar preparado “para qualquer tipo de cessar-fogo”. “Temos repetido e recordado ao Presidente Trump e a todos os países que, desde o início, mesmo desde o início da ocupação russa, se mostraram dispostos a pôr fim a esta guerra, a sentar-se à mesa e a dialogar”, acrescentou. “Fica, mais uma vez, claro para o mundo quem é o agressor neste conflito”, denunciou.
Na mesma declaração, Burnham anunciou a aceleração da entrega de sistemas de defesa aérea fabricados no Reino Unido à Ucrânia, garantindo que serão colocados no terreno “o mais rapidamente possível”.
[Annie conhece o ministro do Interior de Cuba há muito tempo, mas a paixão que os une é relativamente recente. É justamente nessa altura que Zé Manel, como ela lhe chama, vai ser implicado num dos maiores escândalos da liderança de Fidel Castro. O “Caso Ochoa” envolve droga, fuzilamento, prisão e o narcotraficante mais conhecido do mundo: Pablo Escobar. Já pode ouvir o quinto episódio de “Os Escândalos de uma Revolucionária”, o novo Podcast Plus do Observador. Está disponível no site do Observador, na Apple Podcasts, no Spotify e no Youtube.]