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Centenas de polícias da PSP e guardas da GNR estão esta quinta-feira concentrados no Largo de Camões, em Lisboa, num protesto nacional para exigir melhores salários, revisão das carreiras e melhores condições de trabalho.

Numa organização da Associação Sindical dos Profissionais da Polícia (ASPP/PSP) e da Associação dos Profissionais da Guarda (APG/GNR), os elementos da PSP e da GNR seguem depois para a residência do primeiro-ministro, onde vão entregar um documento com as principais reivindicações.

O desfile com destino a São Bento começa a partir das 19h30 para, segundo os organizadores, ser cumprida a lei da manifestação, que durante os dias úteis apenas permite desfiles a partir daquela hora.

Com bandeiras da ASPP e da APG e ao som de apitos, alguns manifestantes vestem camisolas pretas com mensagem a exigir “respeito” e para que se “cumpra” o acordo assinado com o Governo em 2024.

O presidente da APG, César Nogueira, disse à Lusa que os guardas da GNR exigem aumentos dos salários “já em 2027” e a revisão do estatuto remuneratório, lembrando que desde 2009 não é alterado o que deixa os militares desmotivados e a “perder dezenas de euros”.

Atualmente está a decorrer um processo de negociação com o Governo, que César Nogueira classificou de “pseudonegociação”, uma vez que não foi apresentado nada em concreto.

Também o presidente da ASPP, Paulo Santos, disse à Lusa que a manifestação desta quinta-feira “faz todo o sentido”, uma vez que “o Governo ainda não teve capacidade de apresentar propostas concretas”.

Paulo Santos frisou que o protesto tem como objetivo pressionar o Governo a responder às principais reivindicações dos elementos da PSP e da GNR, como aumentos salariais, revisão das carreiras e dos suplementos, valorização da profissão e por uma “melhor segurança pública”.

O presidente da ASPP explicou que o destino da manifestação é a residência do primeiro-ministro porque Luís Montenegro “é o responsável pelo acordo”.