A Associação de Socorros Mútuos dos Artistas de Bragança (ASMAB) está a construir uma creche social, com horário alargado e capacidade para 42 bebés, que abrirá no início do próximo ano, revelou esta terça-feira o presidente desta instituição.

Em declarações à Lusa, Luís Martins explicou que o aumento de imigrantes em Bragança fez aumentar a procura deste serviço, prevendo que “entre 40 a 60 famílias venham a necessitar” dele.

A creche está a ser criada no rés-do-chão da sede da ASMAB, na Praça Camões, onde existia um supermercado, e terá capacidade para 42 crianças, dos zero aos três anos.

As obras estão praticamente concluídas, prevendo-se que no início do próximo ano este serviço já esteja em funcionamento para colmatar a falta de soluções para pais que trabalham até mais tarde e não têm onde deixar os filhos, explicou.

Segundo o presidente desta Instituição Particular de Solidariedade Social (IPSS), a creche terá um horário de funcionamento alargado, de segunda a sexta-feira, das 8h00 às 19h00, podendo ainda abrir ao sábado.

“Ao sábado, só ao sábado, e o horário poderá ser, evidentemente, estipulado de acordo com as necessidades que a gente vier a encontrar porque também não sabemos quem é que vai necessitar ou não da creche e se estiver a trabalhar, quais as suas funções e onde trabalha”, esclareceu.

Por se tratar de uma creche social, o custo da mensalidade será determinado consoante os rendimentos e escalões do IRS (Imposto sobre o Rendimento das Pessoas Singulares) de cada família.

“Há de haver até mães e pais que não paguem absolutamente nada porque o seu rendimento é impossível e nós, mais do que estarmos abertos para fazer negócio, estamos abertos para ajudar os mais necessitados”, frisou.

A instituição terá ainda uma comparticipação da Segurança Social, que ronda os 500 euros mensais por cada criança, mas Luís Martins garantiu que “não é suficiente”.

A ASMAB já teve uma “creche familiar”, aquilo que é designado como serviço de amas e cada uma das suas seis amas cuidava de seis crianças, totalizando 36.

No entanto, referiu, devido à Segurança Social “não ver com bons olhos” este serviço e às dificuldades financeiras e técnicas, a IPSS fechou a valência e as amas vão ser alocadas à nova creche.