Um homem de 76 anos foi detido pela Polícia Judiciária (PJ) na quarta-feira, em flagrante delito, pela autoria de um incêndio florestal em Guilhafonso, na Guarda.

Através de uma nota de imprensa, a PJ esclareceu que o “homem pretendia a limpeza dos seus terrenos, ateando o fogo em dois locais distintos, através da utilização de chama direta por isqueiro, sem que tenha comunicado e solicitado as devidas autorizações”.

“Acabou por perder o controlo do fogo, por violação do dever de cuidado que deveria ter tido, e este começou a propagar-se rapidamente, colocando em risco zonas de povoamento vegetal, uma mancha de pinheiro bravo e carvalhos, assim como habitações”, sintetizou a polícia criminal.

Ainda de acordo com a mesma nota de imprensa, “a propagação foi contida por populares no local, inspetores desta Polícia e por elementos da Equipa do Grupo de Trabalho para a Redução de Ignições em Espaço Rural – Centro Interior, que se encontravam nas proximidades a realizar diligências em outras investigações por crimes semelhantes”.

“Os Bombeiros Voluntários da Guarda e de Vila Franca das Naves, após ser dado o alerta pela PJ, rapidamente extinguiram o incêndio, que teve o seu curso próximo de um castanheiro, cuja idade calculada ultrapassa os 500 anos, sendo considerado um símbolo da região”.

A PJ explicou que, “para a determinação das causas e pontos de início do incêndio, contou-se com a colaboração do Núcleo de Proteção do Ambiente (NPA) da GNR da Guarda”.

O detido irá ser presente a primeiro interrogatório judicial para aplicação das medidas de coação. O inquérito é titulado pelo Departamento de Investigação e Ação Penal (DIAP) da Guarda.