Os moradores de um prédio em Matosinhos vão ter que abandonar as suas casas após um estudo mostrar que aquele apresenta “ameaça de ruína iminente” e de ter sido ordenada a sua “desocupação imediata”, confirmou esta quinta-feira à Lusa a autarquia.
Trata-se de um prédio privado no número 625 da rua das Farrapas, em Perafita, que é composto por seis habitações e o município está disponível para, “se necessário”, avaliar uma resposta social.
À Lusa, fonte da Câmara de Matosinhos indicou que a necessidade de “desocupação imediata” foi comunicada aos proprietários a 2 de novembro e que a autarquia determinou ainda “a manutenção permanente de acompanhamento” do prédio, a realização urgente de uma “avaliação estrutural das condições de segurança e estabilidade estrutural dos imóveis por parte dos proprietários” e advertiu os mesmos “para a adoção de medidas que considerem adequadas”.
A mesma fonte contextualizou que os prédios com os números 625, 635 e 649 desta rua já têm sido alvo de acompanhamento da Comissão de Vistorias desde 2018, quando os seus moradores chamaram a Proteção Civil relativamente a “questões de fissuras”.
“Apesar de não ser uma competência da Câmara Municipal, em 2023, atendendo à natureza e à complexidade das patologias então identificadas, reconheceu-se a necessidade de uma avaliação técnica especializada e independente”, acrescentou a mesma fonte, que explicou que se verificou que “as três entradas apresentavam sinais de degradação e anomalias, com incidência particular no edifício localizado no extremo poente, de nº 625, nomeadamente fissuração em elementos estruturais, destacamentos de revestimentos e indícios de possíveis movimentos diferenciais”, entre outros problemas.
O estudo encomendado demonstrou que o número 625 “apresenta ameaça de ruína iminente (com risco para as infraestruturas de abastecimento de água, drenagem residual, elétrica e gás), oferece perigo para a segurança das pessoas e para a via pública”.
O PSD de Matosinhos afirmou estar “altamente preocupado” e exige que “sejam apuradas responsabilidades e que sejam acautelados a segurança, o bem-estar e assegurar habitação provisória para todas as famílias que habitam no edifício”.
Em comunicado, o partido considerou ser “absolutamente inaceitável” que o município “tenha conhecimento desta situação desde 2018” e que “pouco” tenha feito para corrigir o problema.