A TAP vai aplicar uma sobretaxa entre 25 e 100 euros aos voos realizados nos períodos de Natal e Ano Novo cujos bilhetes sejam comprados depois de 06 de dezembro, confirmou a empresa, justificando com a “forte procura” desta época.

“A sobretaxa só é aplicável a quem ainda não fez reservas e não tem bilhetes emitidos. Todos os que tenham reservas desde que paguem até 6 de dezembro não têm qualquer taxa”, disse à Lusa fonte oficial da companhia aérea, acrescentando que esta medida foi tomada devido à “forte procura” e aos poucos lugares já disponíveis.

Esta notícia tinha sido avançada na segunda-feira pelo jornal digital PressTUR e, segundo fonte oficial da TAP, as taxas aplicam-se por percurso, sendo de 25 euros nos voos dentro da Europa, incluindo para ilhas como Madeira e Açores, de 50 euros nas ligações para África, Atlântico Médio (Venezuela) e América do Sul (como Brasil) e 100 euros para a América do Norte.

Os valores serão pagos por percurso, ou seja, um voo do Continente para a Madeira implica 25 euros de sobretaxa na ida e mais 25 euros no regresso.

As taxas aplicam-se em dias específicos da época natalícia, dependendo do destino. Novamente usando o exemplo da Madeira serão cobradas entre os dias 18 e 23 de dezembro e 27 e 30 de dezembro na ida para o arquipélago e nos voos de regresso entre 01 e 06 de janeiro.

PUB • CONTINUE A LER A SEGUIR

A Secretaria Regional da Economia, Turismo e Cultura da Madeira já tinha repudiou na quarta-feira a decisão da TAP de introduzir “uma taxa de agravamento de custos para as viagens” e solicitou “um pedido de esclarecimento à Autoridade Nacional da Aviação Civil (ANAC), entidade da qual aguarda uma tomada de posição sobre a matéria”.

A secretaria regional referiu, citada pela Lusa, que a “alteração, que é injustificada e inédita por parte desta companhia, revela uma atitude prepotente, oportunista e inqualificável, que considera inaceitável, na medida em que, para além de desvirtuar o mercado e quebrar a confiança dos consumidores, abre um precedente que pode vir a ter um impacto altamente gravoso para a Região, no futuro”.

A secretaria considera, contudo, que, “para já, e considerando o período em que esta taxa deverá ser aplicada, não existirão grandes reflexos para a Madeira, uma vez que grande parte das viagens já foram devidamente adquiridas”.