1230,3kWh poupados 1230,3 kWh poupados com a
i

A opção Dark Mode permite-lhe poupar até 30% de bateria.

Reduza a sua pegada ecológica.
Saiba mais

10 anos de Vacas Felizes: uma homenagem aos produtores

Na celebração de uma década de Vacas Felizes, a Bel Portugal associa-se a Ponta Delgada – Capital Portuguesa da Cultura 2026, com uma homenagem aos produtores de leite açorianos.

Uma década de Vacas Felizes é uma década de cuidado com o planeta, com o bem-estar animal, com o solo, com os produtores e as comunidades locais. Tudo isto resulta num leite de qualidade, premiado, que cuida também de quem o consome.

É um leite que espelha o lugar de onde vem – os Açores. Eduardo Vasconcelos, diretor de compras da BEL e responsável pelo Programa Leite de Vacas Felizes nos Açores, considera que estas ilhas mágicas “merecem um tipo de agricultura que trabalhe com a natureza e potencie a sua regeneração, que promova menos utilização de produtos sintéticos, que acabam em boa parte nas lagoas, cursos de água e mar, que reduza a erosão dos solos e incentive a correta integração dos animais”.

É verdade que para os solos terem a produtividade desejada, é preciso alguns anos para restaurar a estrutura e a vida dos solos, havendo um custo de transição. Mas o nosso objetivo não pode ser o amanhã, mas podermos continuar a usar os nossos solos e os nossos recursos hídricos por muitos anos. E esta é a melhor herança que podemos deixar aos nossos filhos e netos.
Eduardo Vasconcelos, diretor de compras da BEL e responsável pelo Programa Leite de Vacas Felizes nos Açores

Um futuro feliz passa por um solo feliz

A 5 de dezembro comemora-se o Dia Mundial do Solo, mas para a BEL Portugal, todos os dias são dias de cuidar da terra que nos sustenta. Daí a mais recente aposta da Bel Portugal em práticas de agricultura regenerativa, uma agricultura que se preocupa com a saúde dos solos. De uma forma simplista, é a agricultura do tempo dos nossos avós, com a tecnologia e a inovação dos dias de hoje. Passa por criar espaço para a regeneração, abrir caminhos, para que a água e os nutrientes possam penetrar e movimentar-se no solo, devolver vida, tanto à superfície, como debaixo da terra.

O projeto-piloto de agricultura regenerativa começou em São Miguel, nos Açores, com quatro produtores. Hoje, há já 19 produtores de leite que, com o apoio da Bel, estão a implementar novas técnicas de preservação e regeneração dos solos. Aqui, além do subsolo, importa também implementar novos métodos de pastoreio, evitando o pisoteio excessivo da terra.

Os resultados das práticas implementadas falam por si: solos mais equilibrados e menos compactos, mais biodiversidade e um maior valor nutricional, maior recuperação das pastagens com práticas de pastoreio planificado. Tudo isto leva ainda a uma redução de custos com fertilizantes e maquinaria e a uma maior capacidade de absorção de CO2 pelas pastagens permanentes.

O processo é longo, e a metodologia incerta. Vai-se apalpando terreno, adaptando aos resultados. Aqui, só se vai por tentativa/erro.

Mesmo com erros, os três anos de implementação de práticas de regeneração de solos já trazem resultados positivos. Henrique Cordeiro, produtor de leite Terra Nostra, tem “um terreno cascalhudo, nas terras altas”. Conta que, em dois anos, já se vê vida onde antes havia cascalho. “Se alguém me dissesse que podia fazer isso, dizia que era mentira”.

Em 2024, quando a região passava por uma seca agrícola, “aquele foi o único pasto em que, de quatro em quatro semanas, as vacas tinham erva para comer”.

A aprendizagem é contínua, e há ainda problemas a resolver, mas já há quase dois anos que não compra um único fertilizante de nitratos. Num dos seus campos, teve “o melhor campo de milho dos últimos 5 anos”. Noutros, “as coisas não correram tão bem”, mas vai “continuar a trabalhar”. Recorde-se que é preciso paciência.

Para Eduardo Vasconcelos, “o mais importante são os resultados”.

Não somos fundamentalistas, mas queremos trilhar um caminho que garanta o rendimento do produtor de leite e que, ao mesmo tempo, proteja o solo e os recursos naturais, pois o solo saudável e a água de qualidade deverá ser a prioridade de todos nós, assegurando a rentabilidade da atividade.
Eduardo Vasconcelos, diretor de compras da BEL e responsável pelo Programa Leite de Vacas Felizes nos Açores

Práticas de sustentabilidade premiadas

Mostrar Esconder
  • 2022 Prémio Nacional da Agricultura, na categoria Agricultura Sustentável
  • 2025 Prémio Regional Sustentabilidade, pelos 10 anos do Programa Leite de Vacas Felizes

Cuidar do solo é cuidar dos produtores

Este caminho não se faz sem os produtores. Daí a aposta da Bel na sensibilização e formação contínuas. Os produtores da Bel nos Açores foram os primeiros parceiros do Programa Leite de Vacas Felizes, acompanhados com ações de formação, sensibilização e demonstração. A certificação permite que os produtores tenham rendimento bonificado pelo leite. Hoje em dia, mais de 150 produtores Terra Nostra são certificados e recompensados por essa certificação.

Mas o foco na formação permite também o desenvolvimento de competências que melhoram a gestão das explorações. E para que esses conhecimentos se regenerem, a Bel Portugal atribuiu bolsas de estudo no valor total de 7.500 euros a filhos de produtores certificados para estudarem e desenvolverem conhecimentos na área agrícola.

A justa homenagem aos produtores

10 anos de Vacas Felizes são 10 anos de uma produção que respira, que se regenera, que comunga com a natureza. É nesse “equilíbrio entre natureza e humanidade” que a artista Cristina Ataíde se inspira para a escultura que homenageia os produtores de leite açorianos. A peça é revelada em março do próximo ano, no âmbito da programação de Ponta Delgada – Capital Portuguesa da Cultura 2026, em parceria com a Bel Portugal.

Há na proposta apresentada por Cristina Ataíde uma “força poética” que eleva a homenagem aos agricultores açorianos e que “liga cultura, sustentabilidade e reconhecimento”, realça Paula Amaral, responsável de sustentabilidade e comunicação corporativa da Bel Portugal.

A escultura foi a obra selecionada pelo júri, que integrou representantes da PDL26, do Arquipélago – Centro de Artes Contemporâneas e da Bel Portugal, num concurso de ideias, com curadoria de José Maçãs de Carvalho.

Cristina Ataíde, artista responsável pela homenagem

Mostrar Esconder

Cristina Ataíde (Viseu, 1951) é licenciada em Escultura pela ESBAL, Lisboa e frequentou o curso de Design de Equipamento da mesma faculdade. Foi diretora de produção de Escultura e Design da Madein, Alenquer de 1987 a 1996, onde trabalhou com Anish Kapoor, Michelangelo Pistoletto, Keit Sonnier, Matt Mullican, entre outros. Foi professora convidada da Universidade Lusófona entre 1997 e 2012.

Expõe com regularidade desde 1984, com enfâse nas grandes instalações e o site-specific. As preocupações com a natureza e a sua preservação são constantes no seu trabalho e pesquisa.

É representada por várias galerias, e a sua obra está representada em coleções como a Coleção de Arte Moderna da Fundação Calouste Gulbenkian, a Coleção da Caixa Geral de Depósitos, Culturgest, a Coleção António Cachola, a Coleção da Fundação da PLMJ, a Coleção Fundação Carmona e Costa, a Coleção do Museo de Arte Contemporáneo Unión Fenosa, Coleção do Centre d’Art Contemporain d’Essaouira, Coleção da Maison de l’Art Contemporain, Asilah, e na Biblioteca do Vaticano.

A homenagem aos agricultores açorianos é mais do que justa. Sem eles, não há vacas felizes. E já são mais de 150 produtores certificados.

É por isso que, para Cristina Ataíde, “é uma enorme honra poder criar uma obra que nasce da terra e fala sobre ela, sobre quem a trabalha e sobre o equilíbrio entre natureza e humanidade”.

“Quero que esta peça pertença ao lugar, que seja um convite à contemplação e à comunhão com o território açoriano”, prossegue a artista.

Vacas e produtores felizes em terras felizes dão produtos felizes

O leite de pastagem é um resultado do Programa Leite de Vacas Felizes da Terra Nostra. Um leite que vem de vacas que vivem ao ar livre e em comunidade, com acompanhamento veterinário dedicado. Têm uma alimentação natural, à base de erva fresca, 365 dias por ano. Assim se faz uma vaca feliz.

Esta aposta nos Açores, permite hoje à Bel recolher cerca de 78 milhões de litros de leite de vacas felizes que depois é transformado em lacticínios de pastagem Terra Nostra (leite, queijo, manteiga). O lançamento deste novo segmento – Pastagem reflete-se numa valorização do mercado de leite em 13MEur* index preço 118 vs leite mainstream (MAT2025, WK 44) – Dados ACNielsen. *excepto Pingo Doce

O leite de pastagem, que se diferencia pela possibilidade de 365 dias de pastagem por ano, é de elevada qualidade comprovada através dos mais mais de 25 testes entre a ordenha e o transporte do leite.

Tudo isto é feito de forma a salvaguardar os recursos naturais dos Açores para as próximas gerações, através do incentivo à utilização de fontes de energia renováveis, de uma correta utilização dos solos e proteção dos recursos hídricos.

Afinal, tudo começa (e acaba) no respeito pela natureza e pelas gerações vindouras. Mas sem esquecer os pioneiros deste passo gigante para a sustentabilidade das explorações agrícolas açorianas. Esses, os produtores, recebem agora a merecida homenagem, pelas mãos da artista Cristina Ataíde.

O Programa Leite de Vacas Felizes em números

15 M€

Valor investido nas operações a nível fabril para os lacticínios de pastagem Terra Nostra

365

Dias de pastagem ao ar livre por ano

-32 %

Emissões de carbono nas explorações (vs explorações regime intensivo, em estábulos)

25

Testes entre a ordenha e o transporte do leite garantem rigorosos critérios de qualidade

78 M

Litros de leite de vacas felizes transformados em lacticínios de pastagem (leite, queijo, manteiga)

1,5 M€

Valor investido anualmente no bónus aos produtores certificados no programa leite de vacas felizes

Equipa dedicada exclusivamente ao apoio aos produtores para a sua sustentabilidade e resiliência

Compromisso 2030: 100% do leite recolhido virá de agricultores com práticas de agricultura regenerativa

Ofereça este artigo a um amigo

Enquanto assinante, tem para partilhar este mês.

A enviar artigo...

Artigo oferecido com sucesso

Ainda tem para partilhar este mês.

O seu amigo vai receber, nos próximos minutos, um e-mail com uma ligação para ler este artigo gratuitamente.

O seu plano não inclui a oferta de artigos

Para poder oferecer artigos aos seus amigos, faça upgrade para um plano de subscrição superior.

Ofereça até artigos por mês ao ser assinante do Observador

Partilhe os seus artigos preferidos com os seus amigos.
Quem recebe só precisa de iniciar a sessão na conta Observador e poderá ler o artigo, mesmo que não seja assinante.

Este artigo foi-lhe oferecido pelo nosso assinante . Assine o Observador hoje, e tenha acesso ilimitado a todo o nosso conteúdo. Veja aqui as suas opções.

Atingiu o limite de artigos que pode oferecer

Já ofereceu artigos este mês.
A partir de 1 de poderá oferecer mais artigos aos seus amigos.

Aconteceu um erro

Por favor tente mais tarde.

Atenção

Para ler este artigo grátis, registe-se gratuitamente no Observador com o mesmo email com o qual recebeu esta oferta.

Caso já tenha uma conta, faça login aqui.