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Justin Sullivan

Justin Sullivan

Agosto, o mês em que tudo acontece

Desengane-se quem achar que agosto é sinónimo de silly season. No mês das férias, o mundo não pára. Pelo contrário.

Agosto. Sinónimo de férias, de praia e de descanso. É a época em que os noticiários parecem perder o interesse, já que, aparentemente, não acontece nada. Ou o que acontece simplesmente não chama a atenção. Diz-se que é a silly season por excelência. No dicionário silly season significa época de estagnação. Mas apesar de o parecer, será que agosto é mesmo o mês em que nada acontece e o mundo pára?

Já diz o ditado, “nem tudo o que parece é”. Em agosto, o mundo continua a girar: desde escândalos políticos (recorda-se das “viagens-fantasma” de Luís Filipe Menezes?), a acidente internacionais que se tornariam presença constante nas capas dos jornais durante que todo o mês (foi o caso do submarino russo Kursk que se afundou com toda a tripulação no seu interior). Lá fora, conforme os anos, ocorrem os campeonatos europeus ou mundiais de atletismo. Cá dentro, os festivais de música ocupam o país de norte a sul e, num registo menos feliz, as imagens dos incêndios são as aberturas dos telejornais. O Observador olhou para os agostos dos últimos 20 anos e, de facto, comprovou-se que agosto é tudo menos parado. Veja se se recorda de alguns destes acontecimentos.

O que aconteceu lá fora?

Em 1995, agosto foi agitado. Registaram-se explosões um pouco por todo o mundo. No dia 17, uma bomba em La Rioja, Espanha, faz 40 feridos e, em Paris, um engenho colocado num caixote do lixo, perto do Arco do Triunfo, provoca 17 feridos e o pânico na cidade. Mais tarde, um atentado bombista em Jerusalém faz cinco mortos e 100 feridos. No final do mês, o presidente da Geórgia Eduard Chevardnadze escapa a um atentado à bomba. Em 1997 agosto também não trouxe grande descanso. O clima foi instável em Portugal graças ao fenómeno meteorológico El Niño, um fenómeno capaz de provocar secas, inundações e tempestades. Lá fora, no último dia do mês, milhares de pessoas choraram a morte da Princesa Diana. A “Princesa do Povo” morreu num acidente de automóvel em Paris.

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Em 1999, Boris Ieltsin, o primeiro líder russo a ser eleito democraticamente, surpreendeu o mundo ao anunciar a sua demissão da presidência da Rússia. “Vou sair. Vou sair mais cedo do que o previsto”, disse na altura. Em direto, na televisão, Ieltsin anunciou também que Vladimir Putin, então primeiro-ministro, iria ocupar o seu cargo até ao próximo ato eleitoral. Dias mais tarde, seria notícia o facto de Ieltsin estar a ser investigado por corrupção dentro do Kremlin, sede do governo russo.

Sérgio Vieira de Mello morre num atentado no Iraque, Ieltsin entrega o poder a Putin na Rússia e acontece a tragédia do submarino Kursk. Às vezes, as férias não têm lugar.

 

Um ano mais tarde a Rússia estaria novamente nos holofotes, graças ao submarino Kursk, que se afundou no mar de Barents com a tripulação de 118 membros a bordo. Quatro dias depois do naufrágio, Moscovo decidiu organizar uma missão de salvamento e deixou de lado a relutância em aceitar ajuda internacional para tentar resgatar ainda com vida a tripulação do submarino. Tal não aconteceu. “As nossas piores expectativas confirmaram-se”, disse um general russo ao país através de uma emissão televisiva especial.

Em 2001, é a vez de o Brasil ocupar um lugar de destaque, mas não pelas melhores razões. A 6 de agosto a Baía e o resto do mundo pararam com a morte de Jorge Amado, um dos grandes nomes da literatura brasileira, e autor de “Capitães da Areia”, “Gabriela Cravo e Canela”, “Dona Flor e os Seus Dois Maridos”, entre outros. A dias de completar 89 anos, o autor não resistiu a uma paragem cardio-respiratória.

Jorge Amado morreu aos 88 anos

AFP/Getty Images

No final do mês, descobriu-se, por fim, qual foi o destino dos seis empresários portugueses que estavam desaparecidos desde dia 11: foram assassinados, os corpos foram encontrados em Fortaleza. Dentro do grupo dos assassinos, incluía-se Luís Miguel Guerreiro, um emigrante português suspeito de atrair os empresários para uma “cilada”.

Ainda em 2001, saliente-se o fabrico das primeiras notas do euro, que entrou em circulação em 2002. “De uma maneira geral, não se espera que os banqueiros dos bancos centrais expressem emoções ou tenham sonhos, é suposto que eles pensem e falem sobre números. Perdoem-me se eu abrir hoje uma exceção”, comentou, emocionado, o presidente do Banco Central Europeu, Wim Duisenberg.

341 palestinianos foram libertados em agosto de 2003, um ato que Israel descreveu como uma importante medida de boa vontade e de impulso ao “roteiro para a paz”, algo que os palestinianos consideraram “insuficiente”. O Hamas e a Jihad Islâmica festejaram na rua as libertações como uma vitória. Mas as celebrações duraram pouco tempo. Quase no fim do mês, um dos principais líderes do Hamas Ismail Abu Shanab foi assassinado durante um raide israelita, colocando em causa o “roteiro da paz”.

Noutro ponto do globo, nos Estados Unidos da América, registou-se o caos depois de um apagão ter deixado às escuras 50 milhões de pessoas, em plena hora de ponta. O maior blackout da história norte-americana começou no Ohio e teve na sua origem uma falha no sistema de eletricidade.

Ainda neste ano, um atentado em Bagdad matou Sérgio Vieira de Mello, o representante das Nações Unidas no Iraque. Um camião-bomba explodiu em frente ao Canal Hotel, quartel-general da ONU desde os anos 90. O atentado tinha como alvo a Missão de Assistência das Nações Unidas para o Iraque, criada dias antes. “O mundo civilizado não se deixará intimidar e estes assassinos não determinarão o futuro do Iraque”, declarou o presidente dos EUA, George W. Bush, na altura.

O atentado que vitimou Sérgio Vieira de Mello

AFP/Getty Images

Em 2005, o governo israelita liderado por Ariel Sharon decidiu avançar em definitivo para a retirada dos seus colonatos da Faixa de Gaza. A decisão provocou a demissão do ministro israelita das Finanças, Benjamin Netanyahu, que nunca concordou com este projeto. “Há um modo de conseguir paz e segurança, mas uma retirada unilateral sob fogo e sem nada em troca não é certamente a maneira de o conseguir”, disse Netanyahu.

Este ano o Brasil volta a ganhar um lugar de destaque e, novamente, não pelos melhores motivos. O agravamento do Mensalão, o escândalo de corrupção da compra de votos parlamentares no Congresso Nacional do Brasil, obrigou o presidente Lula da Silva a fazer uma comunicação ao país, pedindo desculpas ao Brasil e afirmando que se sente “traído por práticas inaceitáveis”. “Eu não mudei e tenho a certeza que a mesma indignação que sinto hoje é compartilhada por todos os que nos acompanharam nesta trajetória. Quero que o meu país saiba que, se estivesse ao meu alcance, já teria punido todos os responsáveis por esta situação”, disse.

Nova Orleães, nos EUA, é atingida pelo furacão Katrina, que deixa a cidade numa “total falência estrutural”, na expressão das autoridades. O furacão proveniente das águas do golfo do México, com ventos de 216 km/hora, alcançou a categoria 4 da escala Saffir-Simpson, cujo máximo é 5.

Matasha Kampusch esteve quase nove anos em cativeiro

AFP/Getty Images

Em 2006, seria a vez de a Áustria estar nas bocas do mundo. Natascha Kampusch, a rapariga que foi sequestrada quando ia a caminho da escola, em 1998 (tinha 10 anos), conseguiu escapar do cativeiro do seu raptor, Wolfgang Priklopil. A jovem foi mantida, durante oito anos e meio, numa cave de uma casa situada na cidade de Strasshof, nos subúrbios de Viena. Priklopil suicidou-se horas depois de a jovem se ter conseguido libertar.

Em 2007, um terramoto no Perú, um abalo de magnitude 8 na escala de Richter, provocou 437 mortos, 1350 feridos e 80 mil pessoas sem abrigo, luz ou meios de comunicação. “A terra moveu-se durante dois minutos e meio, tínhamos a sensação de que o chão havia se transformado em ondas, foi uma coisa impressionante”, contou ao Público um funcionário da secção consular da embaixada de Portugal em Lima, capital do país.

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O desmoronamento de uma mina a norte de Santiago do Chile, em 2010, deixou um grupo de 33 homens soterrados a cerca de 700 metros de profundidade. Conseguiram dar sinal de vida alguns dias após o desmoronamento e foram alimentados por comprimidos de hidratação, glicose e oxigénio, fornecidos através de um buraco feito nas rochas.

Foi em pleno mês de agosto que os rebeldes conquistaram Tripoli e em que a Primavera Árabe na Líbia conheceu novos avanços. Nos EUA, Steve Jobs renunciava ao poderoso cargo de presidente executivo da Apple.

 

Em 2011, o verão foi bastante agitado. Em Londres, mais precisamente na zona de Tottenham, a morte de um homem de 29 anos pela polícia desencadeou uma onda de motins na capital inglesa. Como resultados dos tumultos, cinco pessoas morreram e, pelo menos, 16 civis e quase 200 polícias ficaram feridos. Foram detidas quase duas mil pessoas nos primeiros dias dos motins. Centenas de lojas foram pilhadas e dezenas de edifícios incendiados. O primeiro-ministro britânico, David Cameron, prometeu que o seu Governo terá “tolerância zero” com a violência nas ruas inglesas.

Na Líbia, em plena Primavera Árabe, os rebeldes contra o regime de Muammar Khadafi conseguem conquistar Trípoli, a capital do país. Dias mais tarde, os rebeldes conseguem entrar no quartel-general de Khadafi, o que representa uma vítoria sobre os ícones do poder do ditador. “A transição começa imediatamente. Vamos construir uma nova Líbia, com todos os líbios, como irmãos, por uma nação unida, civil e democrática”, explicou Mahmoud Jibril, membro do Conselho Nacional de Transição, uma organização formada por opositores ao regime.

Nos EUA, Steve Jobs anunciou a sua renúncia ao cargo de presidente-executivo da Apple, cedendo a liderança da empresa a Tim Cook. “Sempre disse que se chegasse o dia em que não conseguisse cumprir com as minhas funções e expectativas como presidente executivo da Apple, seria o primeiro a informar-vos. Infelizmente, esse dia chegou”, explicou Jobs na sua carta de demissão.

Julian Assange em 2012

AFP/Getty Images

Em 2012, o fundador do Wikileaks, Julian Assange, consegue “asilo diplomático” no Equador, desafiando o Reino Unido a entregar-lhe os documentos necessários para que possa sair da embaixada de Quito em Londres, onde está refugiado desde junho. O ministro britânico dos Negócios Estrangeiros respondeu que não reconhece esta conceção de asilo “característica da América Latina” nem garantirá “passagem segura” para Assange sair do país.

E por cá?

Em 1993 e 1994, a Madeira esteve no centro das atenções. Em particular, Alberto João Jardim, que entra em guerra com o ministro da República, Rodrigues Consolado, por este ter chumbado quatro diplomas regionais. Jardim acusa Consolado de “fazer perigar a solidariedade nacional”. Consolado responde que “Portugal é um Estado de direito democrático em que o poder está sujeito a princípios e normas jurídicas”. Mas enquanto decorre esta guerra o presidente do Governo Regional da Madeira decide apontar a mira ao interior do seu próprio partido, expulsando dirigentes do Machico por discordarem das listas para as autárquicas. De acordo com Jardim, os dirigentes queriam facilitar “a implantação comunista” na Madeira. Em 1994, a pérola do oceano volta a ser notícia. Desta vez porque o presidente da Câmara do Funchal se demitiu e acusou o seu amigo Alberto João Jardim de o ter enganado em sete milhões de contos.

Luís Filipe Menezes

Rui Oliveira

Em 1999, o verão em Portugal ficou marcado pelo escândalo das “viagens-fantasma”, que teve como um dos protagonistas Luís Filipe Menezes, acusado de “ter uma conta-corrente numa agência de viagens, alimentada com as verbas que a Assembleia da República lhe pagava a título de despesas de deslocação”, lia-se na edição de 11 de setembro de 1999 do Expresso. As viagens requisitadas acabavam por não se realizar e a conta-corrente serviu para pagar despesas particulares – entre as quais, “uma viagem da sua mulher em Paris, estadas em hotéis em Vilamoura e na Madeira, e ainda entradas no Casino Estoril”. Na altura, o escândalo foi tal que Menezes acabaria por retirar a sua candidatura a deputado pelo PSD, tendo sido substituído por Vieira de Carvalho. Foi acusado de “burla” pelo Ministério Público (MP), “forneceu às autoridades uma morada inexistente, comprometeu-se a comparecer no MP para prestar declarações, mas faltou”. Apresentou um atestado médico e ausentou-se para Paris. O MP concluiu que Menezes estava “objetivamente obstaculizando o célere andamento” da justiça. O processo acabaria por prescrever.

Em 2001, João Vale e Azevedo, antigo presidente do Benfica, é acusado pelo Ministério Público de 14 crimes de peculato e um de branqueamento. A acusação foi o resultado de investigações sobre o destino de um milhão de dólares que não entraram nos cofres do Benfica, na sequência da transferência de Sergey Ovchinnikov, que viria a defender a baliza dos encarnados. A quantia em questão foi transferida para uma empresa situado no paraíso fiscal de Gibraltar, a que estava ligado Vale e Azevedo, e daria suporte parcial ao negócio da compra do seu iate Lucky Me.

João Vale e Azevedo nos anos 90

Arquivo T&Q

19 dirigentes da Organização Regional de Lisboa (ORL) do PCP apresentaram, em 2002, a sua demissão como forma de protesto pela aplicação de sanções a três militantes. No documento onde formalizam a demissão, os dirigentes não pouparam palavras à direção nacional comunista que procurou “boicotar” a atividade da ORL. Os dirigentes demissionários consideraram que, dentro da direção comunista, haveria um grupo “fraccional” de dirigentes que “domina a direção do partido”, que age “insidiosamente” e que procura “denegrir camaradas e perseguir organizações”.

O Agosto mais quente na política portuguesa foi, sem dúvida, o de 2009 por causa da
polémica das escutas em Belém. Cavaco Silva suspeita que está sob vigilância e as suspeitas recaem sobre o Governo socialista de José Sócrates.

Em 2004, o protagonismo vai para o caso Casa Pia. Foram roubadas cassetes com mais de 50 horas de diálogos entre um jornalista do Correio da Manhã, investigadores, juristas, advogados, o diretor nacional da Polícia Judiciária (PJ), a assessora de imprensa da Procuradoria Geral da República e outras personalidades relacionadas com o caso. O conteúdo das cassetes mostravam graves falhas e ilegalidades na forma como foram processadas as fugas de informação que resultaram na violação do segredo de justiça ao longo do caso Casa Pia. Este furto acabaria por fazer com que Adelino Salvado, diretor nacional da PJ, se demitisse.

Este ano ficaria também marcado pela chegada do Barco do Aborto a Portugal. O navio Women on Waves chegou no final do mês mas foi impedida a sua entrada em águas territoriais. Na altura, o Governo considerou que a vinda do navio foi um “golpe publicitário”, tendo sido Paulo Portas, ministro de Estado, da Defesa Nacional e dos Assuntos do Mar, o principal defensor da interdição do navio, uma decisão que surpreendeu PSD e CDS.

Isaltino Morais

Manuel Almeida/LUSA

Em 2005 e 2009, seria Isaltino Morais o protagonista de agosto. No dia 8 de agosto de 2005, o ex-ministro das Cidades formalizou a sua candidatura como independente à Câmara Municipal de Oeiras e anunciou ao então presidente do PSD, Marques Guedes, a sua cessação na militância do partido. “Só regresso ao partido quando este mudar de líder. Quando o partido voltar a ter uma liderança que una os seus militantes em vez de os afastar, regressarei no momento”, disse Morais. Marques Guedes manteve-se em silêncio. Quatro anos mais tarde, e já como presidente da Câmara de Oeiras, Isaltino foi condenado a sete anos de prisão efetiva e perda de mandato pelo Tribunal de Sintra, que o considerou culpado de crimes de fraude fiscal, abuso de poder, corrupção passiva e branqueamento de capital. A decisão ficou suspensa, na altura, já que o seu advogado interpôs recurso, permitindo ao autarca continuar em funções.

2009 seria um verão quente para a política nacional também pela polémica das escutas em Belém. “Está o Palácio de Belém sob escuta ou sob vigilância?”, questionou o Público na altura. As acusações surgiram após os dirigentes socialistas José Junqueiro e Vitalino Canas terem denunciado que havia assessores de Cavaco Silva a participarem na elaboração do programa eleitoral do PSD. “Como é que os dirigentes do PS sabem o que fazem ou não os assessores do Presidente?”, inquiriu um membro da Casa Civil do Presidente.

Em 2010, seis anos depois de ser assinado o contrato com a Alemanha, o submarino Tridente chega a Portugal de forma discreta. Uma compra do Estado português marcada por dois processos judiciais em Portugal, derrapagens financeiras e falhas na execução do contrato de contrapartidas.

Rui Machete na Assembleia da República

Em 2013, a polémica foi em torno de Rui Machete, ministro de Estado e dos Negócios Estrangeiros, cargo do qual Paulo Portas se demitiu de maneira “irrevogável”. No início dos anos 90 Machete adquiriu cerca de 25,5 mil títulos da SLN, dona do BPN, a um euro cada, que viriam a ser alienados nos anos seguintes ao grupo liderado por Oliveira e Costa, mas a um preço mais elevado: dois euros e meio por ação. Um negócio com um timing semelhante à compra e venda de ações da SLN/BPN por Cavaco Silva, que resultou num ganho de 350 mil euros para a sua família. “Confirmo que na minha carteira de investimentos constaram, efetivamente, as ações da SLN no montante referido e que as adquiri ao valor nominal e as vendi nas datas referidas (até 2006) ao BPN por 2,5 euros cada”, confirmou Rui Machete na altura.

Nelson Évora conquistou o ouro em Pequim

AFP/Getty Images

No desporto, a primeira década de 2000 trouxe algumas vitórias a Portugal. Em 2003, Carlos Lopes ganhou o ouro na prova de 400 metros para cegos totais nos Mundiais de Atletismo, em Paris. Em 2008, nos Jogos Olímpicos em Pequim, Nelson Évora conquistou uma medalha de ouro ao vencer a prova do triplo salto.

É caso para dizer que o mundo não pára mesmo em agosto.

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