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A banda de rock alemã Scorpions era a cabeça de cartaz no primeiro dia da 10ª edição do Rock in Rio Lisboa
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A banda de rock alemã Scorpions era a cabeça de cartaz no primeiro dia da 10ª edição do Rock in Rio Lisboa

DIOGO VENTURA/OBSERVADOR

A banda de rock alemã Scorpions era a cabeça de cartaz no primeiro dia da 10ª edição do Rock in Rio Lisboa

DIOGO VENTURA/OBSERVADOR

Ao primeiro dia de Rock in Rio, os Scorpions garantem: o rock está de boa saúde

Festival arrancou com a velha guarda do rock: Scorpions, Europe e Extreme, com lotação esgotada. Uma banda de covers proporcionou o improvável fim de noite.

Que o rock continua a mover multidões era coisa que já sabíamos, pois o primeiro dia da 10ª edição do Rock in Rio Lisboa, dedicado sobretudo ao género de música que dá nome ao festival, arrancou esgotado. Foram 80 mil pessoas as que passaram pelo Parque Tejo, em Lisboa, para ver Scorpions, Europe ou Extreme.

O que não sabíamos é que, além de canções na ponta da língua e indumentária a rigor, o rock estaria de boa saúde. Soubemo-lo assim que Xutos & Pontapés inauguraram o Palco Mundo e confirmámo-lo quando Scorpions se entregaram por inteiro a um público que os aguardava, destruindo qualquer hipótese de envelhecimento. Ninguém diria que no próximo ano a banda de rock alemã que fez o Rock in Rio gritar Still Loving You completa 60 anos de carreira.

A nova localização do festival foi um tema devisivo entre o público. A polémica pala, utilizada durante as jornadas da juventude, serviu para albergar um espaço dedicado aos jovens

DIOGO VENTURA/OBSERVADOR

Cedo começou a perceber-se que a noite seria dos Scorpions: durante a tarde, eram já muitas as t-shirts alusivas à banda que se viam pelo recinto do Rock in Rio Lisboa, que este ano acontece numa nova casa, deixando para trás o Parque da Bela Vista, que acolheu o festival em todas as edições anteriores (10, já que o evento sucede a cada dois anos). O festival mudou-se pela primeira vez para o Parque Tejo, fruto de um convite de Carlos Moedas, presidente da Câmara Municipal de Lisboa, com ganas de dinamizar o espaço cujo investimento avultado para a Jornada Mundial da Juventude, em 2023, muita tinta fez correr.

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Ao início da tarde, enquanto o público se espraiava sobre a relva ou descobria o que do certame extravasa a programação musical (como o slide ou na roda gigante), Xutos, veteranos no festival, tinham honras de abertura no Palco Mundo, às quatro da tarde, com um concerto em que se faziam acompanhar pela Orquestra Filarmónica Portuguesa.

Os Xutos & Pontapés tiveram honras de abertura no Palco Mundo, o palco principal do Rock in Rio Lisboa, que em 2024 acontece no Parque Tejo, em Lisboa, pela primeira vez em 20 anos de festival

DIOGO VENTURA/OBSERVADOR

Mais uma vez, cantou-se a alto e bom som êxitos como À Minha Maneira, Casinha, Contentores, Circo de Feras ou Homem do Leme. Se é certo que o Rock in Rio pode ter saído do seu lugar de sempre, há coisas que não mudam, e uma delas é Tim, vocalista e baixista, de óculos escuros arredondados, t-shirt branca e bandana vermelha ao pescoço, que com desarmante surpresa acabaria por soltar: “Estávamos à espera de meia dúzia de casais, mas está um mar de gente até ao fundo”. A banda, que esteve há 20 anos no cartaz do 1.º festival no Parque da Bela Vista, não falhou nenhuma das edições subsequentes.

Era, de facto, um mar de gente a que ocupava o relvado próximo da Ponte Vasco da Gama, com uma vista desafogada sobre o Rio Tejo e uma vontade de ouvir rock. O menu nacional serviu como entradas Pluto de Manuel Cruz e Blind Zero, antecessores do prato principal que estava reservado para mais tarde: Extreme.

Os Extreme, grupo norte-americano fundado no final dos anos 80 e que inclui o guitarrista português Nuno Bettencourt (à direita). O açoriano radicado nos EUA fartou-se de elogiar o seu país de origem

DIOGO VENTURA/OBSERVADOR

Muitos sabiam de cor os versos de More Than Words, balada e êxito maior do grupo norte-americano que se celebrizou no início dos anos 1990, e que passa agora por uma nova fase de popularidade após Play With Me, tema de 1989, ter sido incluído na banda-sonora da quarta temporada da série da Netflix Stranger Things. Mas para ouvi-la e cantá-la seria preciso esperar até ao final do concerto, num espetáculo marcado pelas múltiplas declarações de amor do guitarrista Nuno Bettencourt a Portugal. O açoriano radicado nos Estados Unidos mostrou-se visivelmente orgulhoso pela pátria, ao ponto de interpretar A Portuguesa à guitarra, levantando um coro generalizado. Portugal “continua a ser o meu sítio feliz”, disse por fim o guitarrista, que desde 2009 também acompanha a cantora Rihanna nos seus concertos.

Amy Lee, vocalista dos Evanescence, e a última da formação original da banda norte-americana autora de temas como "My Immortal" e "Bring Me to Life"

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Amy Lee e os seus Evanescence tornaram ao Rock in Rio. Ela que permanece como único elemento da formação original da banda, guiou-nos com a sua voz angelical, entoando canções de sucesso como Going Under, My  Immortal, Bring me Back to Life, ou My Heart is Broken, ao piano. Em palco, Amy surgiu de sorriso no rosto, botas Doc Martens e um discurso de empoderamento feminino. “Não deixem que falem por vocês, que vos façam sentir que o que pensam não interessa”, disse a vocalista. “O amor é poderoso. Usem o vosso fogo para algo bom. Usem a vossa voz”.

Foi com o fim do concerto de Evanescence, no Palco Mundo, e o início de Europe, no Palco Galp, que o Parque Tejo revelou os pontos a melhorar: o recinto ficou intransitável, com gente a acumular-se nas imediações da área VIP, que separa os palcos referidos. Nessa transição entre palcos ficaria também evidente que o palco Galp era manifestamente pequeno para receber os suecos Europe, esperados por muito público, que se viu encurralado entre palcos. A hora foi longa para quem somente esperava por The Final Coutdown, — quem no recinto saberia mencionar outra canção dos Europe? A esperada chegou, literalmente, apenas no final.

Os Scorpions souberam lidar com a responsabilidade de ser cabeça de cartaz e deram um concerto irrepreensível. Em 2025, fazem 60 anos de carreiro

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Por fim, os Scorpions, cabeças-de-cartaz, trouxeram da Alemanha cinco décadas de um rock inesgotável, sem sinal de cansaço aparente, como um longo solo do baterista Mikkey Dee pôde provar. Clássicos como Big City Nights desfilaram pelo Parque Tejo, mas nenhum outro fez o público vibrar como Still Loving You, balada de 1984.

O grupo liderado pelo guitarrista e fundador Rudolf Schenker, impecavelmente vestido e ornamentado, tal qual os seus companheiros de palco, passou em revista a discografia: de Coming Home a Gas in the Tank ou Rock Believer. Guiado pelo vocalista Klaus Mein, com 76 anos acabados de fazer, o público foi respondendo aos apelos para participar e compensar a voz por vezes frágil do mestre de cerimónias. O concerto fechou com chave de ouro com Rock You like a Hurricane.

Depois disso, muitos rumaram até ao Palco Galp, onde as canções de Linkin Park foram soletradas uma atrás da outra. Tratava-se de Hybrid Theory, a banda portuguesa de tributo a Linkin Park. Não deixa de ser invulgar o espaço conquistado por uma banda de tributo num festival de primeira linha, mas certo é que o público responsivo rapidamente provou a sua pertinência.

Os Linkin Park têm-se mantido parados desde a morte do vocalista, Chester Bennington, em 2017, tendo lançado algumas canções avulsas desde então. Certo é que os Hybrid Theory – nome do álbum de estreia dos Linkin Park, editado em 2000 – encontraram o seu espaço, como se provou este sábado, capitalizando no reconhecimento das canções (que a banda de Lagos com mérito interpreta), e na semelhança física evidente entre vocalistas. No Rock in Rio, aproveitaram para anunciar um concerto na MEO Arena, em Lisboa, para um espetáculo especial de homenagem a Bennington e Linkin Park, a ter lugar no dia 22 de março de 2025.

 
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