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“Tive de me debater com os da minha idade de igual forma, tentar lutar pelos melhores resultados, mas o xadrez sempre foi visto como um desporto masculino, não sei porquê”, diz ao Observador Sara Monteiro, de 37 anos, xadrezista olímpica

“Tive de me debater com os da minha idade de igual forma, tentar lutar pelos melhores resultados, mas o xadrez sempre foi visto como um desporto masculino, não sei porquê”, diz ao Observador Sara Monteiro, de 37 anos, xadrezista olímpica

As jogadas, os vícios e os campeões: o que está certo e o que está errado em "Gambito de Dama"? /premium

Falámos com três experientes jogadores portugueses para perceber onde estão as falhas e os méritos de uma das séries mais populares do momento. E todos estão de acordo: talvez o xadrez fique a ganhar.

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Há poucos dias, numa conta espanhola de Twitter, um utilizador daquela rede social assinou algumas publicações apontando vários erros em jogadas que figuram na mini-série “Gambito de Dama”, sucesso recente da Netflix que conta a história de Elizabeth Harmon, órfã problemática e viciada em comprimidos que se transforma num prodígio do xadrez entre as décadas de 50/60 nos EUA, que vai conquistando o seu lugar num desporto que chegou mesmo a intrometer-se na Guerra Fria. Essas publicações expressavam uma opinião contrária à legião de fãs (e de elogios) que a produção tem despertado um pouco por todo o mundo.

Num dos tweets finais, o utilizador lá revela que não é especialista nenhum, jogou poucas vezes, e até confunde o desporto com damas. Entretanto, apagou a thread e a conta desapareceu do mapa. Mas será que “Gambito de Dama” não tem mesmo erros? O New York Times diz que sim, num extenso artigo assinado por um perito na modalidade. Resolvemos tentar saber mais; perceber que semelhanças e diferenças existem entre a série e a realidade; e tentar responder à pergunta “afinal, o que é que o xadrez tem?”. Falámos com três craques portugueses, Margarida Coimbra, Sérgio Rocha e Sara Monteiro.

[o trailer de “Gambito de Dama”:]

Xadrez no feminino: esta série fazia falta?

“É a primeira série dedicada ao xadrez de competição no feminino. A Beth representa um Bobby Fischer feminino. A parte técnica dos jogos está muito bem feita, com posições reais, partidas famosas, bem como a parte das emoções, aquilo que sentimos quando jogamos, principalmente quando se perde. No caso da personagem principal, isso leva a uma espiral de degradação”. É assim que Margarida Coimbra, de 37 anos, formada em biologia, número dois do ranking português, atleta olímpica,  e uma das treinadoras da Federação Portuguesa de Xadrez (FPX) analisa os sete episódios ao Observador, ainda que não tenha “aprendido nada de novo”, por levar já anos de jogo e por ter consumido muita da literatura disponível.

Mesmo assim, aplaude o facto de a série mostrar, em tom provocador, que existem mais homens do que mulheres neste desporto, principalmente naquela época, não esquecendo, porém, algumas figuras históricas, como Nona Gaprindashvili, jogadora georgiana que aparece na plateia numa das partidas, que “fez história no mundo como a primeira mulher a obter o título de grande mestre, além de ter sido campeã do mundo”.

Hoje, a balança entre géneros já se equilibrou um pouco mais, até porque a Federação Internacional da modalidade tem incentivado a criação de torneios femininos. E por saber que no xadrez “o género não interessa em termos monetários”, mas sim o elo (pontuação que cada jogador tem e que vai variando), Margarida Coimbra acha que se duas mulheres tiverem um elo tão forte como o do campeão do mundo, “vão ser igualmente mediáticas”, afirma a também professora. Talvez até mais do que Beth, quem sabe. Quanto ao que distingue verdadeiramente homens e mulheres, aí já não há dúvidas. “Não jogam da mesma maneira. Os homens normalmente são mais agressivos e as mulheres têm mais resistência”, termina.

“Os jogos correspondem a jogos reais do passado e não se verificam erros, o que é um avanço na produção da Netflix. Já outras séries se tinham debruçado sobre o desporto, mas continham sempre erros e incorreções nas partidas, como a colocação anárquica e sem sentido das peças”, diz Sérgio Rocha.

Para Sara Monteiro, de 37 anos, engenheira informática, atleta olímpica em 2010, 2012 e 2014, esta série tornou-se ainda mais especial. Sara foi sempre a única rapariga a jogar no distrito de Setúbal até ser sénior. Ou seja, consegue rever-se um pouco em Beth e acaba por concordar com Margarida Coimbra em relação ao enfoque feminista dado na série. “Tive de me debater com os da minha idade de igual forma, tentar lutar pelos melhores resultados, mas o xadrez sempre foi visto como um desporto masculino, não sei porquê”, começa por explicar. Daí acreditar que esta série serve de “janela de entrada para um mundo desconhecido de muitos”, mesmo que saibam mexer as peças ou tenham um tabuleiro guardado em casa. “Ninguém que não seja da modalidade se lembra de ir passar uma tarde a assistir a um jogo de xadrez, mesmo que o faça noutros desportos. Aqui, com a série, acabam por fazer isso sem se aperceberem, querendo saber o resultado final”, diz.

“Gambito de Dama”, ou como o xadrez se tornou a coisa mais emocionante deste confinamento

Se Beth escapa aos ensaios de coro para ir jogar com Mr. Shaibel, o funcionário da manutenção do orfanato que a introduz ao mundo do xadrez, Sara Monteiro tinha de faltar às aulas para ir participar em campeonatos europeus ou mundiais. “O xadrez faz parte da minha vida, comecei a jogar aos cinco anos e tive o primeiro título nacional aos 8. Aos 16 anos já estava a dar aulas. Quando comecei a trabalhar, assumi o papel de presidente da Associação de Xadrez Distrital sem deixar de ser jogadora”. Portanto, o desporto tem-lhe corrido nas veias há mais de 20 anos. Tal como na série, Sara Monteiro, à escala portuguesa, mas com muito mais episódios, tem tentado dar mais atenção às atletas femininas: “Dou, em especial, apoio e motivação a essas jogadores para que não desistam ou deixem de jogar, porque já somos poucas”, comenta.

Não há jogadas mal representadas?

“Os jogos correspondem a jogos reais do passado e não se verificam erros, o que é um avanço na produção da Netflix. Já outras séries se tinham debruçado sobre o desporto, mas continham sempre erros e incorreções nas partidas, como a colocação anárquica e sem sentido das peças”. Sérgio Rocha, outro dos treinadores da FPX, que já atingiu um histórico de mil jogos pelo FC Barreirense, sendo mestre desde 1996, antigo campeão nacional e atualmente diretor do Plano de Desenvolvimento da modalidade no Barreiro, não vê grandes falhas técnicas naquilo que foi representado em “Gambito de Dama”. Considera até que algumas críticas menos positivas — que podem ser encontradas em alguns sites dedicados ao tema — “são diminutas na dimensão e na essência da série”.

No entanto, Sara Monteiro acaba por discordar, ainda que considere que isso não mancha a missão desta produção, com boas referências em aberturas, xeque-mates ou jogadores de topo daquela época. “Algumas posições no tabuleiro durante alguns jogos não são o reflexo exato dos diálogos, ou porque mudavam de plano e faltava uma peça, ou porque jogavam rápido e não se via o tabuleiro completo. Pequenos erros, mas que são mínimos comparados com o restante conteúdo”, afirma.

Margarida Coimbra, Sara Monteiro e Sérgio Rocha, três jogadores de xadrez portugueses que já viram a série "Gambito de Dama" e que lhe reconhecem mais méritos do que falhas

Já para Margarida Coimbra, “as posições são perfeitas”, dando até o exemplo representado de um mate na “partida da ópera” jogada em 1858 (e prepare-se, que vem aí uma lição de história). “É um jogo muito famoso porque foi jogado durante a exibição de uma ópera em Paris. O Paul Morphy jogou às cegas contra dois adversários, o duque de Brunswick e o conde Isouard. Nesse jogo, o Morphy desenvolveu rapidamente as peças e fez diversos sacrifícios para dar mate. O jogo acaba com uma pequena combinação em que o Morphy sacrifica a dama em b8 para dar mate com a torre em d8. Na série vê-se claramente o tabuleiro na posição em que a protagonista joga dama b8, o adversário captura a dama com o cavalo e depois ela joga torre d8 e dá mate. A única diferença é que na série ela tem o rei em b1 e no jogo original o Morphy deixou o rei em c1”, explica a também atleta olímpica. Complicado? É ver o episódio novamente.

O ambiente era e é mesmo assim? Perto e longe do tabuleiro?

À medida que, na sua caminhada, Beth vai dizimando adversários — e talvez todo o nosso amor vá para o miúdo russo que quer conhecer os drive-in da América –, vai ganhando cada vez mais atenção: quer do público, fazendo uma roda à volta das partidas, quer mediática, com muita da imprensa, especialmente a soviética, a querer saber mais sobre a jovem prodígio. Só que, durante as partidas, pelo meio de algumas conversas mais provocatórias, estão dois jogadores, muito concentrados, em silêncio, a tentar destruir-se. Muita tensão, noites em claro e vícios.

“Há uma visão abstrata que a maioria dos jogadores tem quando estão envolvidos no jogo, que faz parecer que vivem aluados. É inevitável que qualquer jogador que tenha participado em alta competição não se reveja em alguns aspetos: noites mal dormidas, ansiedade, a pré ou pós visualização das jogadas, a frustração da perda ou a satisfação da vitória”, conta Sérgio Rocha. O também autor de sete livros sobre a modalidade, consegue estabelecer um paralelo com Beth, especialmente na altura em que a personagem se atira para a literatura. “Na minha juventude, era uma festa quando se conseguia um livro de xadrez em Portugal”, garante.

Durante os, jogos na série, “fala-se muito” entre adversários, algo que não acontece no mundo real. “As crianças quando estão a aprender falam, mas em torneio de competição isso não acontece. Durante o jogo, só falamos com o nosso adversário para propor empate, ou para pedir a folha de anotação em caso de necessidade”.

Referindo-se a semelhanças com essa tal festa, que depois se torna frenética, quase doentia, com muitas câmaras e holofotes a apontar para Beth, Sérgio Rocha recorda uma história de um campeonato europeu na Geórgia. “A comitiva portuguesa era uma das que tinha pior rating, teve um tratamento a que não estava habituada. Autocarro privado com a nomenclatura de Portugal, batedores de polícia nas ruas de Batui para passarmos, entrevistas para a televisão pública ou a presença das mais altas figuras de Estado num torneio de xadrez”, conta.

Por outro lado, Margarida Coimbra acha que “Gambito de Dama” consegue também captar o espírito de uma época, quando os soviéticos dominavam em toda a linha, mas, na realidade, não tinham assim tanto desportivismo como o número um do mundo na série, Vasily Borgov, demonstra. “No torneio final, os russos aceitaram demasiado bem a derrota. Quando o Fischer derrotou o Taimanov por 6-0, eles só não o enviaram para a prisão na Sibéria porque o Bent Larsen a seguir também perdeu contra ele”, comenta. A professora também considera que, durante os, jogos na série, “fala-se muito” entre adversários, algo que não acontece no mundo real. “As crianças quando estão a aprender falam, mas em torneio de competição isso não acontece. Durante o jogo, só falamos com o nosso adversário para propor empate, ou para pedir a folha de anotação em caso de necessidade”. Por isso, silêncio, que se vai cantar xadrez.

Já agora, da próxima vez que quiser assistir a uma partida ao vivo, quando a Covid-19 deixar, não se esqueça: não vai poder estar tão perto dos jogadores como vê na série. Palavra de Margarida Coimbra.

Relógios, tabuleiros murais, entre outros: ficção ou realidade?

Aqui não há dúvidas: os principais objetos que vemos na série, como o relógio e os tabuleiros murais, além das 32 peças que vão disputar os 64 quadrados, existiram mesmo. “Era uma raridade quem tivesse um relógio de xadrez analógico para levar. Tive o meu primeiro quando fui a um campeonato europeu de jovens na Hungria em 1993. Ainda o tenho”, revela Sara Monteiro. A atleta olímpica também se recorda de uma altura em que na notação antiga “não havia nem letras nem números nos tabuleiros” e quando existiam tabuleiros com “buracos e pinos para segurar as peças”, algo que hoje se resolveu com ímanes magnéticos.

“Ninguém que não seja da modalidade se lembra de ir passar uma tarde a assistir a um jogo de xadrez. Com a série, acabam por fazer isso sem se aperceberem, querendo saber o resultado final"

Mas se compararmos com o que se passa hoje, há diferenças, tanto no material usado como na impossibilidade de se adiar uma partida em torneios oficiais, havendo um limite de tempo para os jogos, por exemplo. “Já não há tabuleiros murais nas salas de jogo, cá fora temos ecrãs que transmitem as partidas e há tabuleiros especiais que transmitem live o que se está a passar. Quando comecei a jogar levávamos malas cheias de livros para os torneios, hoje leva-se um portátil com toda a informação. E os relógios são todos digitais”, afirma Margarida Coimbra.

É que agora a modalidade até pode ser jogada online. Aliás, num ano de pandemia, essa foi até uma obrigação. “O xadrez tem essa vantagem, mas não é a mesma coisa. Por enquanto permite-nos desfrutar dos jogos sem risco”, confessa a treinadora. Uma prática bem contrária a um hábito antigo que a fez apaixonar-se pela modalidade: o de ver gente a jogar em jardins. “Quando era pequena vi uns senhores a jogar. Chateei o meu pai para me ensinar, fiquei fascinada com as possibilidades”, diz.

Os vícios do álcool e da droga afetam mesmo os xadrezistas?

Beth viciar-se em comprimidos (calmantes) para visualizar melhor o jogo é capaz de ser o maior cliché — e não mate o autor deste artigo — de “Gambito de Dama”. No entanto, a história vai comprovando a narrativa, já que temos dezenas de exemplos de autênticos génios que caíram em desgraça por causa de alguns vícios. No caso dos xadrezistas, não é bem assim, ainda que existam casos, como revelaram os três craques entrevistados pelo Observador. “É um exagero, no caso dela vem da sua situação familiar e dos seus problemas. Não quer dizer que não aconteça, mas parece-me que deve ser em todas as modalidades. Não é recorrente, mas já vi jogadores dizerem que jogam melhor sob o efeito de álcool ou drogas. Mas, hoje em dia, o xadrez está sujeito a controlos antidoping”, revela Margarida Coimbra.

"O xadrez sempre gerou curiosidade e sempre alimentou uma ideia de ser algo inatingível. Ainda hoje acredito que boa parte da população tem um tabuleiro em casa, para enfeitar a sala, mas muitos não sabem as regras e, contrariamente à realidade, consideram o jogo difícil."

Sérgio Rocha também concorda, sendo que, em alta competição, em grande parte dos casos, “essa não é uma realidade no xadrez”. “Pode estar presente, como está noutras atividades desportivas e sociais. Mas há cerca de uma década que, em Portugal e noutros países do mundo, foi posto em prática o regulamento anti-dopagem, onde a modalidade de alta competição está sob alçada da Autoridade Antidopagem de Portugal”, confirma.

Será que a série vai tornar o xadrez grande outra vez?

É uma incógnita, mas sobretudo um desejo. “Espero que traga impacto, nem que seja fazer com que as pessoas que viram a série e que já jogaram em tempos, voltem a ter o bichinho. E se tiverem filhos, que os ponham na modalidade. Tudo na vida é feito de modas e de fases, espero que ‘Gambito de Dama’ permita que o xadrez seja moda para já, até porque é algo que se pode fazer, tendo em conta as condições em que nos encontramos”. Esta é a esperança de Sara Monteiro, que já foi contactada por quem viu a série.

Esta vontade da jogadora liga-se, contudo, ao que Sérgio Rocha defende: parte da curiosidade na série está relacionada com o desconhecimento do público sobre o desporto. “O xadrez tem em uma aura mitológica e isso faz com que as pessoas tenham curiosidade em ver a série.” E foi também isso que o levou, há 36 anos, a iniciar a carreira no Grupo Desportivo Fabril do Barreiro para nunca mais parar, tendo a certeza que essa aura pode ainda despertar interesse. “Atrevo-me a dizer que o xadrez, por ser o jogo mais antigo do mundo, mais a sua história, podia ser jogado por todos, desde o mais honesto e simples povo até à suprema hierarquia real. O xadrez sempre gerou curiosidade e sempre alimentou uma ideia de ser algo inatingível. Ainda hoje acredito que boa parte da população tem um tabuleiro em casa, para enfeitar a sala, mas muitos não sabem as regras e, contrariamente à realidade, consideram o jogo difícil. Toda a história da Beth mais o seu triunfo, faz com que se goste e se veja a série. De um ponto de vista mais fútil, o facto de estar no top, faz com que mais gente a siga”, afirma.

[o trailer de “O Prodígio”, filme de 2014, realizado por Edward Zwick, protagonizado por Tobey Maguire:]

Margarida Coimbra foi trocando impressões com outros colegas estrangeiros, estando de acordo praticamente com todos os aspetos da série, inclusivamente nos olhares que Beth troca com os oponentes. “A forma como olha para os adversários para os intimidar, ou quando sabe que vai ganhar, e também como se põe a fixar o teto a calcular. São pormenores, mas quem está dentro reconhece logo”. Quanto a puxar mais gente a jogar, é uma hipótese. “Tenho vários amigos que não jogam e que, depois de verem os sete episódios, quiseram saber mais, até perguntaram onde podiam aprender. Quanto ao que vi, se mudasse alguma coisa, acrescentava mais umas partidas, mas isso sou eu que adoro o jogo”, finaliza. Isso e uma tradução um pouco melhor.

“Gambito de Dama” porquê? Porque Beth faz muitas vezes esta jogada?

Não. Sérgio Rocha, tal como as duas jogadores, concordam que a utilização do nome da jogada serve para catapultar o potencial feminino e não tanto como homenagem a uma abertura famosa de xadrez. Tanto que até se fala das parecenças entre Beth e outras jogadoras — e não Fischer — como a sueca Pia Cramling ou de Judit Polgar, “que jogou ao mais alto nível com Kasparov (consultor na série, tal como Bruce Pandolfini, treinador nova-iorquino que tem um cameo num dos episódios) e Karpov”, relembra o também treinador oficial da Federação Internacional da modalidade.

“Ao início pensei que essa fosse a assinatura da Beth, mas depois percebi que o nome escolhido era de uma abertura com nome feminino, para representar uma personagem do mesmo género”, diz Sara Monteiro. E para quem não sabe que abertura é esta, o melhor é estar atento a mais uma lição: “é avançar com o peão em frente à dama, duas casas, seguido pela mesma jogada do adversário, e depois peão em frente ao bispo do lado da Dama, também duas casas”. Tirou nota? Agora é só fazer o que Beth fez na última partida, utilizando esta abertura, e está pronto/a para se transformar num craque. Não se deixe é enganar por fake news, via Twitter, sobre a modalidade. Leia os livros, veja a série — ou o filme “Pawn Sacrifice” (“O Prodígio” em Portugal) com Tobey Maguire, por exemplo –, tire o pó ao tabuleiro dos avós e xeque-mate com eles.

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