José Alberto Azeredo Lopes é agora o 23.º arguido no caso do roubo de armas dos paióis de Tancos ocorrida a 28 de junho de 2017. O antigo ministro da Defesa foi ouvido pelo juiz de instrução criminal na quinta-feira já na qualidade de arguido como alegado co-autor dos crimes de denegação de justiça e de prevaricação no chamado caso do “achamento” das armas. Uma situação que considerou “absolutamente inexplicável” e “socialmente destruidora”: “Nada fiz de ilegal ou incorreto”.

Na reação à sua constituição de arguido o ex-governante repetiu a ideia que já manifestara há dois anos, a 1 de Julho de 2017, a de que a sua responsabilidade era apenas política, “pelo simples facto de estar em funções”. Mas o que disse Azeredo Lopes ao longo destes 369 dias? Nem sempre o mesmo. O Observador foi recuperar as suas declarações sobre o caso nestes dois anos.

Tudo começou em 2017. Dia 28 de junho, às 16h30

O alarme sobre o roubo das armas de Tancos foi dado no dia 28 de junho, às 16h30, durante uma ronda pelos Paióis Nacionais de Tancos. Os militares que estavam encarregues de fazer a ronda depararam-se com as fechaduras arrombadas. Nesta área militar existem, ao todo, 18 paióis.

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