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▲Os adversários da Bélgica no grupo G são o Egito, o Irão e a Nova Zelândia

UEFA via Getty Images

▲Os adversários da Bélgica no grupo G são o Egito, o Irão e a Nova Zelândia

UEFA via Getty Images

Bélgica (grupo G). O futuro encontra o passado, mais prometedor do que o presente

Nomes diretamente ligados ao futebol português, velhos conhecidos e pilares entre estreantes em Mundiais. A Bélgica já não parte com as mesmas expetativas, mas é precisamente isso que Rudi quer.

A seleção belga chega a território americano num enquadramento distinto daquele que marcou grande parte da sua última década. Depois de vários anos a figurar entre as principais seleções do futebol internacional, o momento é agora de redefinição e reajuste de expetativas. O afastamento precoce no Mundial do Qatar-2022 representou mais do que um resultado negativo: assinalou o encerramento simbólico de um ciclo que colocou a Bélgica no centro das atenções, mas que ficou aquém de um título que muitos antecipavam.

Durante esse período, a Bélgica habituou-se a lidar com o estatuto de candidata e com a pressão externa associada a uma geração considerada de exceção. Hoje, o contexto é diferente. A seleção entra numa fase em que o foco passa menos pela ambição imediata e mais pela construção de uma nova identidade, num processo que envolve mudança de protagonistas, de liderança e de discurso. As saídas de Kompany, Alderweireld, Verthongen, Moussa Dembélé, Mertens, Carrasco e Eden Hazard, de 2018 até esta parte, obrigaram a Bélgica a adaptar-se à mudança e o Qatar terá sido uma dor de crescimento, antes do que os belgas esperam que seja uma seleção calejada para o Mundial-2026.

Apesar da renovação, permanecem referências importantes no grupo. Kevin De Bruyne, Romelu Lukaku e Thibaut Courtois continuam a ser pilares numa seleção em mudança, que não parece incomodar Rudi Garcia. O selecionador da Bélgica até prefere essa circunstância. “Durante seis anos, ou até um pouco mais, a Bélgica foi a principal seleção da FIFA. Mesmo sem ter conquistado nenhum título com o que se convencionou chamar de geração de ouro, tanto na Rússia em 2018 quanto no Catar em 2022, a seleção belga era favorita a vencer o Campeonato do Mundo. Hoje, isso já não acontece. Seremos apenas underdogs, mas não me importo, prefiro essa posição“, afirmou em entrevista à FIFA.

Fora do espaço europeu, onde conseguiu um dos seus melhores resultados (meias-finais no Mundial-1986, no México), a Bélgica surge agora num contexto de menor pressão mediática, mas também de maior escrutínio quanto ao futuro. O objetivo passa por saber se o ciclo anterior foi ultrapassado, consolidar o novo – com atenções voltadas para Jérémy Doku – e perceber até que ponto os Diabos Vermelhos conseguem manter-se competitivos enquanto redefinem o seu lugar entre as principais potências do futebol mundial.

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▲ Bélgica alternou entre o melhor e o pior nos últimos dois Mundiais, ficando em terceiro em 2018 e caindo na fase de grupos em 2022

BELGA MAG/AFP via Getty Images

BI

  • Ranking FIFA atual: 9.º (a 1 de abril de 2026)
  • Melhor ranking FIFA: 1.º (outubro de 2018)
  • Patrocinador: Adidas (desde 2015)
  • Alcunha: Les Diables Rouges/De Rode Duivels (Os Diabos Vermelhos)
  • Presenças em fases finais: 14
  • Última participação: 2022 (eliminada na fase de grupos, com Marrocos, Croácia e Canadá)
  • Melhor resultado: 3.º lugar em 2018 (França)
  • Qualificação: 1.º lugar do grupo J da UEFA (18 pontos em 8 jogos com País de Gales, Macedónia do Norte, Cazaquistão e Liechtenstein)
  • O que seria um bom resultado? Chegar aos quartos de final

Jogos desde junho de 2025

  • Jogo de preparação, 6/6: Tunísia (casa)
  • Jogo de preparação, 2/6: Croácia (fora), 2-0 (V)
  • Jogo de preparação, 1/4: México (fora), 1-1 (E)
  • Jogo de preparação, 28/3: EUA (fora), 5-2 (V)
  • Qualificação UEFA, 18/11: Liechtenstein (fora), 0-7 (V)
  • Qualificação UEFA, 15/11: Cazaquistão (fora), 1-1 (E)
  • Qualificação UEFA, 13/10: País de Gales (fora), 2-4 (V)
  • Qualificação UEFA, 10/10: Macedónia do Norte (fora), 0-0 (E)
  • Qualificação UEFA, 7/9: Cazaquistão (casa), 6-0 (V)
  • Qualificação UEFA, 4/9: Liechtenstein (fora), 0-6 (V)
  • Qualificação UEFA, 9/6: País de Gales (casa), 4-3 (V)
  • Qualificação UEFA, 6/6: Macedónia do Norte (fora), 1-1 (E)

O onze

  • 4x3x3: Thibaut Courtois, Timothy Castagne, Zeno Debast, Arthur Theate, Maxim De Cuyper, Amadou Onana, Youri Tielemans, Kevin De Bruyne, Leandro Trossard, Jérémy Doku e Romelu Lukaku

O treinador

  • Rudi Garcia (francês, 61 anos, desde 2025)
  • Outras equipas: Corbeil-Essones, Saint-Étienne, Dijon, Le Mans, Lille, Roma, Marselha, Lyon, Al Nassr e Nápoles
  • Títulos (2): 1 Ligue 1 (Lille) e 1 Taça de França
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▲ Rudi Garcia teve uma passagem sem sucesso pela Arábia Saudita, onde treinou Cristiano Ronaldo no Al Nassr

AFP via Getty Images

O craque

  • Kevin De Bruyne (34 anos, médio do Nápoles)
  • Outros clubes: Genk, Werder Bremen, Chelsea, Wolfsburgo e Manchester City

A revelação

  • Jérémy Doku (24 anos, avançado do Manchester City)
  • Outros clubes: Anderlecht e Rennes

O mais internacional e o maior goleador

  • Jan Vertonghen (157 internacionalizações) e Romelu Lukaku (89 golos)

▲ Depois da saída do Manchester City para o Nápoles, Kevin de Bruyne vai fazer o último Mundial da carreira em 2026

Catherine Steenkeste

Os 26 convocados

  • Guarda-redes (3): Thibaut Courtois (Real Madrid, Espanha), Senne Lammens (Manchester United, Inglaterra) e Mike Penders (Estrasburgo, França)
  • Defesas (9): Timothy Castagne (Fulham, Inglaterra), Zeno Debast (Sporting, Portugal), Maxim De Cuyper (Brighton, Inglaterra), Koni De Winter (AC Milan, Itália), Brandon Mechele (Club Brugge, Bélgica), Thomas Meunier (Lille, França), Nathan Ngoy (Luton Town, Inglaterra), Joaquin Seys (Club Brugge, Bélgica) e Arthur Theate (Eintracht Frankfurt, Alemanha)
  • Médios (7): Kevin De Bruyne (Nápoles, Itália), Amadou Onana (Aston Villa, Inglaterra), Nicolas Raskin (Rangers, Escócia), Youri Tielemans (Aston Villa, Inglaterra), Hans Vanaken (Club Brugge, Bélgica), Axel Witsel (Girona, Espanha) e Charles De Ketelaere (Atalanta, Itália)
  • Avançados (7): Jérémy Doku (Manchester City, Inglaterra), Matías Fernández-Pardo (Lille, França), Romelu Lukaku (Nápoles, Itália), Dodi Lukébakio (Benfica, Portugal), Diego Moreira (Estrasburgo, França), Alexis Saelemaekers (AC Milan, Itália) e Leandro Trossard (Arsenal, Inglaterra)

O local do estágio

  • Providence Swedish Performance Center & Clubhouse – Renton, em Washington (treinos: Seattle Sounders FC Performance Center and Clubhouse)

A antevisão

"Não podemos ter medo de ninguém, disso não há dúvida. O treinador já lhes disse: temos de ser capazes de vencer qualquer equipa e encará-las de frente."
Rudi Garcia, selecionador da Bélgica

Ligação a Portugal

  • As ligações da Bélgica a Portugal são claras. Em campo, essa proximidade passa por Dodi Lukebakio e Zeno Debast, os rivais da Segunda Circular, que atuam no Benfica e no Sporting, respetivamente. Além deles, também Diego Moreira, ex-Benfica, surge na convocatória da seleção belga. Há ainda um velho conhecido do futebol português nas escolhas de Rudi Garcia: Axel Witsel, que representou os encarnados e foi, em 2012, a maior venda de sempre do Benfica (40 milhões de euros pagos pelo Zenit). Fora do relvado, destaca-se a ligação a Roberto Martínez. O atual selecionador de Portugal foi o treinador que levou esta mesma seleção belga ao seu melhor resultado de sempre: o terceiro lugar no Mundial de 2018.

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