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[Este artigo foi originalmente publicado em março de 2019, quando Bernard Arnault celebrou 70 anos. O empresário, colecionador e cúmplica dos VIPs, tornou-se a 26 de novembro o segundo homem mais rico do mundo, roubando o lugar até aqui detido por Bill Gates e cada vez mais próximo de Jeff Bezos, da Amazon]

Ainda há quem perca tempo a perguntar ao Google: “Bernard Arnault é rico?”. Não vale a pena estafar o motor de busca. Não, Bernard Arnault não é rico. Bernard Arnault é privilegiado a níveis estratosféricos. Em março tinha uma fortuna avaliada em 67,5 mil milhões de euros, o que o convertia, em termos líquidos, desde logo no homem mais rico de França, e segundo os mesmos barómetros o mais rico da Europa — em abril de 2018 Amancio Ortega, o dono do império Zara, era ultrapassado pelo gaulês, responsável pelo poderoso grupo LVMH, que inclui as marcas Louis Vuitton, Christian Dior, Guerlain e a popular Sephora. Agora, chegados a novembro de 2019, segundo a Forbes, a conta no banco do empresário terá crescido para os 108 mil milhões de dólares (qualquer coisa como 98 mil milhões de euros).

Completados os 70 anos, marca que alcançou a 5 de março, afirma-se como “um dos últimos taste makers”, assim o definiu a mesma Forbes, que no ano passado o posicionava na quarta posição dos mais abastados do mundo, ao leme de um valioso aglomerado de 70 marcas. O rótulo é apropriado, não fosse o acrónimo LVMH (Moët Hennessy-Louis Vuitton) a candeia mais luminosa e relevante no segmento do luxo. Bernard, um “lobo em caxemira” (mais uma alcunha granjeada pelo caminho) que não se cansa de ver expandido o seu gigante, tem lugar mais que garantido no BoF 100, o ranking elaborado pelo Business of Fashion que avalia o impacto neste território, e nem este índice consegue esquecer que o seu universo está muito longe de se esgotar em acessórios para vestir. O grupo Arnault investiu na Netflix e na Blue Capital, tem uma participação de peso no grupo Carrefour, outra na empresa fabricante de iates Princess Yachts, comprou hotéis como o famoso Cipriani e é dono do Expresso do Oriente, só para citar alguns dos inúmeros investimentos. O mais recente investimento chama-se Tiffany&Co, a icónica marca de joalharia eternizada por Audrey Hepburn no filme “Boneca de Luxo”.

O mestre de cerimónias das estrelas, o encantador de millennials

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