Não é o cenário habitual. Numa campanha eleitoral, o incumbente do cargo costuma ser o alvo preferencial de todas as críticas, apontado como culpado por tudo o que falta fazer. Mas, no Porto, o ciclo de doze anos do independente Rui Moreira – segundo focus groups consultados pelas campanhas, bem avaliado pela população – virou o cenário do avesso: aqui, os candidatos à sucessão parecem querer proclamar-se os mais “moreiristas” e evitam lançar críticas diretas ao atual presidente de câmara, que decidiu não apoiar oficialmente ninguém.
Ora, essa decisão tem precisamente a ver com o facto, explicou Rui Moreira, de ter vereadores seus espalhados pelas restantes candidaturas. Mas não só. O Observador foi analisar por onde se distribui, doze anos depois de ter surpreendido ao conquistar a Câmara do Porto, o movimento de Rui Moreira, e encontrou antigos candidatos, chefes de gabinete, diretores de campanha ou gestores de empresas municipais espalhados pelas listas dos partidos.
No PS, Manuel Pizarro jura que grande parte do moreirismo está consigo. No PSD, Pedro Duarte também tem consigo uma das vereadoras de Moreira – e cita o presidente como “inspiração”, escolhendo até puxar para si o pelouro da Cultura, para seguir o exemplo do atual autarca. Filipe Araújo, vice de Moreira, proclama-se, naturalmente, como o herdeiro natural. E até Miguel Corte-Real, do Chega, que acusa PS e PSD de representarem a continuidade da governação, foi buscar moreiristas para compor a sua equipa.
Pedro Duarte: moreiristas na primeira fila, sem críticas ao presidente
Nas fileiras de Pedro Duarte, a ideia é clara: nem para apontar defeitos à atual governação da cidade se critica diretamente Rui Moreira; quando quer fazê-lo, o candidato frisa apenas que quer fazer melhor ou que os tempos mudaram – fá-lo quando diz que quer uma “atitude diferente” e mais dura na questão da segurança ou quando argumenta que o Porto deve ter uma “voz nacional”, mas explicando que compreende que os tempos são outros e que os antecessores esbarraram contra “portas” que os impediram de cumprir esse desígnio anti-centralista.
A culpa dos problemas da cidade pode ser apontada aos consulados de Manuel Pizarro e Filipe Araújo como vereadores, mas o nome de Rui Moreira sai ileso e é até apontado como “inspiração” – no vídeo de apresentação da candidatura são até incluídas duas fotografias do atual presidente da câmara ao lado do candidato de PSD, IL e CDS.
A hostilidade não existe, ou não estivessem estas fileiras polvilhadas de figuras-chave do moreirismo. Desde logo, o segundo lugar da lista é ocupado por Catarina Araújo, atual vereadora de Rui Moreira com os pelouros da Saúde e Qualidade de Vida, Juventude e Desporto e dos Recursos Humanos, Serviços Jurídicos e Proteção Civil. Além dessa larga abrangência de áreas de responsabilidade na câmara, Catarina Araújo é ainda presidente do conselho de Administração da Ágora – Cultura e Desporto do Porto e já presidiu a outras empresas municipais (CMPEA, de águas municipais, e a GO Porto, de gestão e obras da cidade).
O papel de Catarina Araújo, que na campanha vai aparecendo ao lado de Pedro Duarte também em representação do CDS (o seu partido de origem), não fica por aqui: quando o movimento de Rui Moreira decidiu confirmar a intenção de apresentar uma candidatura à autarquia, que viria a ser encabeçada por Filipe Araújo, o CDS dividiu-se e rompeu com o movimento (que sempre tinha incluído democratas-cristãos com relevância na política portuense).
Nesse dia, Catarina Araújo assinava um comunicado enquanto membro da direção do movimento, mas em representação de um grupo de militantes do CDS, garantindo que nunca fora propósito “decidir para já uma candidatura autónoma, ou liderante do movimento, às próximas autárquicas”. Ou seja, os militantes do CDS queriam que existisse um projeto “em conjunto com partidos políticos, tendencialmente o PSD e o CDS, com vista a poder influenciar os destinos autárquicos do Porto”, até porque acreditavam que Rui Moreira era “a essência” do projeto.
A rutura estava consumada: Filipe Araújo acreditava que devia ser candidato oficial à herança do moreirismo com o apoio dos partidos, os partidos defendiam que a lógica fosse ao contrário. Catarina Araújo ficaria, tal como o CDS oficial, ao lado de Pedro Duarte, enquanto Filipe Araújo seguia com uma candidatura própria – confirmando-se assim mais uma divisão do moreirismo.
▲ Catarina Araújo durante uma ação de campanha de Pedro Duarte.
DIOGO VENTURA/OBSERVADOR
No topo da hierarquia da campanha de Pedro Duarte está representado o mais alto ‘moreirismo’: Francisco Ramos, que não só foi presidente do movimento cívico de Rui Moreira (antecessor de Filipe Araújo) como dirigiu campanhas do atual presidente da câmara, é agora diretor de campanha de Pedro Duarte. E quis deixar a ligação o mais clara possível, quando assinou no Jornal de Notícias um texto de apoio a Duarte em que argumentava: “Foi com Rui Moreira que o Porto ganhou ambição. Agora é tempo de continuar – com Pedro Duarte”.
Além disso, Vasco Ribeiro, que liderou o gabinete de Rui Moreira entre 2021 e janeiro deste ano, assumiu o cargo de diretor de comunicação de Pedro Duarte, tornando-se peça-central da campanha do social democrata. Fê-lo, ainda assim, oficialmente durante pouco tempo: no início do verão, Filipe Araújo acusou o professor universitário de o ter agredido na tenda VIP do festival Primavera Sound; Ribeiro falou numa “discussão acalorada” e acusou Araújo de se “vitimizar”, mas ainda assim demitiu-se na sequência do episódio.
Dentro da candidatura de Duarte existem ainda nomes como o de Patrícia Rapazote, atualmente presidente da junta de Ramalde – eleita pelo movimento de Rui Moreira, agora recandidata por PSD/IL/CDS – e uma das presenças mais ativas na rua, ao lado do candidato à câmara. Nas listas à vereação constam atuais responsáveis por empresas municipais, como César Navio (Ágora). Isabel Menéres Campos, deputada de Rui Moreira na Assembleia Municipal, faz agora parte da lista de Pedro Duarte ao mesmo órgão. Cátia Meirinhos, que ajudou a elaborar o programa, esteve 12 anos na GO Porto e integra agora o conselho executivo da STCP.
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Manuel Pizarro com “grande parte do moreirismo”, em busca de “mudança tranquila”
“Grande parte do moreirismo está comigo.” A frase é de Manuel Pizarro, que se candidata pela terceira vez à Câmara Municipal do Porto, e mostra orgulhosamente o legado do moreirismo que conseguiu seduzir para a campanha socialista. Quem o acompanha pelas ruas do Porto não o esconde e faz questão de destacar que, ainda que os moreiristas estejam espalhados, a maioria escolheu Pizarro — conta difícil de fazer. Destes, há quem tenha tido cargos relevantes ao lado de Moreira e volte a consegui-los nas listas do socialista, mas há também quem esteja apenas a dar apoio, sem presença em listas.
Uma coisa é certa: Manuel Pizarro tem procurado fazer campanha como um quase-incumbente, mostrando a obra feita nos tempos em que esteve como vereador da Habitação ao lado de Moreira, mas afastando-se da responsabilidade do que se passou após esse mandato. Uma tarefa árdua para quem tem ao lado a tal “grande parte do moreirismo”, numa campanha que desfila cheia de rostos ligados a Rui Moreira e onde não hostilizar o antecessor é estratégia de campanha.
Nas fileiras de quem veio diretamente do moreirismo para caminhar ao lado de Manuel Pizarro, não só se destaca o que “une” ambos — desde as preocupações sociais, visão para a cidade e humanismo — com se usa a “continuidade” como uma mais-valia para o Porto, após um “balanço extremamente positivo”. “Uma mudança tranquila, sem ruturas, mas com frescura e adaptada aos novos desafios da cidade”, explica um dos homens que também fez essa transição perante a impossibilidade de recandidatura de Rui Moreira.
Os três primeiros candidatos de Pizarro, todos independentes, têm ligações a Rui Moreira. Uma das peças-chave da candidatura é exatamente um vereador do atual presidente da Câmara do Porto: Fernando Paulo. Escolhido por Manuel Pizarro para número dois da lista, tem atualmente o pelouro da Educação e da Coesão Social, mas um currículo extensíssimo na vida autárquica, primeiro em Gondomar e depois no Porto. Curiosamente, depois da rutura entre Manuel Pizarro e Rui Moreira, foi Fernando Paulo que substituiu o socialista no Conselho de Administração da Domus Social, foi convidado para integrar a lista de Moreira no sétimo lugar e, após as autárquicas, acabou mesmo por ficar com o pelouro que lhe havia pertencido: Habitação e Coesão Social, somando-lhe a Educação. Nas eleições seguintes acabou por ficar com o mesmo lugar nas listas.
▲ Fernando Paulo integra a lista de Manuel Pizarro como número dois
DIOGO VENTURA/OBSERVADOR
Fernando Paulo está também na direção de campanha de Manuel Pizarro, anda constantemente ao lado do socialista nas ações de campanha e é como peixe na água, não fosse esta apenas uma das muitas campanhas que já leva nas pernas. É um dos nomes mais utilizados pelo socialista quando tem de jurar que o legado de Moreira é mais seu do que dos adversários.
Diretamente das listas de Rui Moreira para as de Manuel Pizarro saiu também Nuno Cruz. É o atual presidente da Junta do Centro Histórico do Porto e recandidata-se ao mesmo cargo, agora associado ao símbolo do PS. Conhecido, na carreira desportista, como “guerreiro do boxe”, foi o escolhido há quatro anos depois da cisão entre Rui Moreira e António Fonseca, o presidente de junta do movimento que se recandidatou pelo Chega à Câmara Municipal.
Destaque para a número três de Manuel Pizarro, Francisca Carneiro Fernandes, que é a gestora do Mercado do Bolhão, tendo sido escolhida para a empresa municipal GO Porto. Antes, tinha sido demitida inesperadamente do cargo de presidente do conselho de administração da Fundação Centro Cultural Belém, a entidade que gere o CCB, por decisão da ministra da Cultura da altura, Dalila Rodrigues — o caso gerou polémica e a atual candidata à câmara deu conta de irregularidades “graves” na fundação. Depois de ter sido escolhida por Rui Moreira para gerir o Bolhão, já depois de ter sido diretora na empresa municipal Ágora, é um dos elementos mais ativos da comitiva de Manuel Pizarro, está constantemente ao lado do cabeça de lista, fala com as pessoas na rua, toma iniciativa e não deixa ninguém sem resposta.
Também Jorge Sobrado, número quatro da lista de Manuel Pizarro, também é foi diretor na empresa municipal Ágora, onde liderou o Museu da Cidade e das Bibliotecas Municipais do Porto, e é atualmente vice-presidente Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Norte.
▲ Nuno Cruz, à esquerda de Pizarro, e Jorge Sobrado, à direita, durante uma ação de campanha no centro histórico da Invicta. Francisca Carneiro Fernandes, é a atual gestora do Mercado do Bolhão.
DIOGO VENTURA/OBSERVADOR
Há ainda três presidentes de junta eleitos pelo movimento Rui Moreira há quatro anos que estão ao lado de Manuel Pizarro: Sofia Maia, de Lordelo, que poderá ir para uma empresa municipal; António Gouveia, que liderava Ramalde e segue como mandatário da candidatura do socialista na mesma freguesia e João Ricardo Aguiar, que preside à junta do Bonfim. Aos apoios mais conhecidos juntam-se José Alberto Azeredo Lopes, que foi chefe de gabinete de Rui Moreira, e está na lista à junta de freguesia da Foz; Mário Santos Pinto, que esteve desde 2013 com o atual presidente da câmara, fez parte da equipa da campanha, foi nomeado assessor e foi para administrador das Águas do Porto, mas também Isabel Ponce de Leão, que também está desde o início com Moreira e esteve na Assembleia Municipal, e Luís Artur Ribeiro, que liderou a bancada municipal do PSD, integrou as listas de Rui Moreira e agora apoia Pizarro.
Há ainda Jorge Morgado, que até levou Manuel Pizarro a indignar-se com Pedro Duarte no primeiro debate televisivo, quando o candidato do PSD referiu que era diretor de comunicação da Metro do Porto. Agora, Morgado está na equipa de comunicação de Pizarro, embora tenha entrado em rutura como incumbente, já pertenceu à equipa de Moreira. Em 2013, foi o relator dos manifestos eleitorais do movimento independente de Moreira e assessor de imprensa do autarca, tendo-se afastado progressivamente.
Miguel Corte-Real conta com antigo “suprassumo” da comunicação de Moreira
O candidato do Chega à Câmara Municipal do Porto, que fez parte do PSD e chegou mesmo a ser presidente da bancada municipal dos sociais-democratas, tem as fileiras menos preenchidas com moreiristas. Ainda assim, conta com uma das peça-chave da comunicação com que Rui Moreira chegou à maioria absoluta: Nuno Santos. De tal forma que, nas candidaturas adversárias, há quem o tenha apelidado de “suprassumo da comunicação” e antecipe um “resultado melhor do que o esperado à custa” daquele que, agora, é o diretor de campanha de Corte-Real.
Nuno Santos, que não tem vínculo ao Chega, foi o escolhido de Miguel Corte-Real, mas tem um currículo extenso ao lado de Rui Moreira, ainda que tenha saído abandonado a Câmara do Porto por considerar que o seu “trabalho se esgotou”. É um dos fundadores da associação Porto, o Nosso Movimento, fez parte da direção durante vários anos e demitiu-se em rutura com o caminho que estava a ser seguido. Meses depois, saiu também da autarquia, onde assumia funções de chefe de gabinete de Rui Moreira.
Antes disso, em 2013, Nuno Santos foi diretor de comunicação na primeira campanha de Rui Moreira e ficou como adjunto do presidente da autarquia durante o primeiro mandato. Quatro anos depois, foi diretor de campanha que valeu a maioria absoluta a Rui Moreira, até à demissão em 2020, antes do último desafio eleitoral. Na carta de demissão da associação, a que o Observador teve acesso, Nuno Santos não só considerava que Moreira não devia ir a um terceiro mandato, como acreditava que o movimento deveria “ter um candidato” — algo que, com a saída obrigatória de Moreira da autarquia, acabou por não acontecer.
▲ Nuno Santos, à esquerda de Corte-Real, e Luís Santos Proença, à direita, dentro da carrinha da campanha do Chega.
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Além disso, nessa altura, Nuno Santos mostrou ser “frontalmente contra qualquer associação do movimento a partidos, em qualquer esquema que se possa assemelhar a uma coligação, formal ou informal, o que seria mais grave se esse partido fosse um partido de poder (PS ou PSD)”. Caso isso acontecesse, cenarizava, “esse partido cairia seguramente na tentação de aniquilar e absorver o movimento, como tentou o PS” — a solução esteve em cima da mesa, mas ruiu e houve acusações de parte a parte sobre a responsabilidade. Cinco anos depois do rompimento entre Nuno Santos e Rui Moreira, é diretor de comunicação em novas autárquicas do Porto. Com outra cor política.
Mais do que o diretor de comunicação, Miguel Corte-Real tem na sua equipa Luís Santos Proença, candidato à vereação na Câmara Municipal do Porto, e que chegou a ser candidato, ainda que num lugar não elegível, na lista à junta de Paranhos pela lista do movimento Rui Moreira. É um dos elementos da comitiva que acompanha Corte-Real para todo o lado. Dos moreiristas conta também com Carlos Graça, que foi candidato nas listas de Rui Moreira à junta de freguesia de Campanhã e é agora candidato do Chega à Presidência da Assembleia Municipal.
▲ Carlos Graça foi candidato nas listas de Rui Moreira à junta de freguesia de Campanhã e é candidato do Chega à Presidência da Assembleia Municipal.
DIOGO VENTURA/OBSERVADOR
Filipe Araújo. O vice que quer ser herdeiro
No caso de Filipe Araújo, não é preciso muito para fazer a óbvia ligação a Rui Moreira: não só o candidato fez sempre parte da vereação e do movimento independente do atual presidente como é seu número dois há oito anos, tendo acumulado responsabilidades significativas – tem agora na sua alçada os pelouros das Finanças, Emprego e Empreendedorismo; Ambiente e Transição Climática; e Inovação e Transição Digital.
O passo que falta, e que muito ajudaria uma candidatura que segundo as sondagens luta para eleger um vereador, é óbvio: Rui Moreira não declarou apoio ao vice (nem a ninguém) e chegou a avisar publicamente Araújo de que sem apoio de partidos o seu desafio seria particularmente inglório. Além disso, enviou uma carta a Araújo em que exigia que não se misturassem as marcas do movimento cívico a que ambos pertencem e da candidatura atual do vice. Isso foi então visto como uma preferência envergonhada de Moreira por Pedro Duarte. Ainda assim, Araújo tem garantido que sente “intimamente” o apoio de Moreira e lembrado sempre que pode que por alguma razão o autarca confiou no seu trabalho durante doze anos, proclamando-se como herdeiro genuíno do moreirismo.
▲ Filipe Araújo, aqui numa ação de campanha na Rua da Cedofeita, é o atual vice-presidente de Rui Moreira.
DIOGO VENTURA/OBSERVADOR
As marcas do moreirismo não ficam por aqui, apesar de muitos dos elementos das listas serem independentes que surgem como novidade nesta corrida autárquica. O candidato à presidência municipal dos independentes é Agostinho Guedes, “prestigiado” professor universitário e advogado, que foi também presidente da Assembleia Geral do movimento de Rui Moreira.
Nas listas para a vereação encontra-se Isabel Branco Martins, fundadora e membro da direção do movimento cívico; e Helena Tavares, administradora executiva da empresa municipal Porto Ambiente que chegou a ser adjunta e chefe de gabinete de Rui Moreira – fez também parte da direção do movimento do atual presidente.
Também nas listas à Assembleia Municipal encontra-se Raul Almeida, candidato a número dois, que foi até agora líder da bancada de Rui Moreira no mesmo órgão e é vice do movimento cívico. Era militante do CDS há quarenta anos mas, como o Observador noticiou, desfiliou-se em conflito com o que classificou como “traições” dos deputados municipais do CDS a Rui Moreira mas sobretudo pelo “branqueamento do horror” que acusou o partido, que não reconheceu o estado da Palestina, de perpetrar em relação a Gaza.
Mais abaixo nas listas da Assembleia Municipal estão Miguel Barbosa, antigo vice do CDS nos tempos de Francisco Rodrigues dos Santos e anteriormente eleito a este órgão nas listas de Rui Moreira, e Ana Furtado, atual presidente da junta de Aldoar, Foz do Douro e Nevogilde.