Crianças transgénero. Como viver a diferença em família e nas escolas /premium

23 Março 20192.054

O universo transgénero não é fácil. Os pais precisam de fazer o luto do filho idealizado e as crianças de liberdade para experimentar. As escolas são fundamentais e o Governo ainda não cumpriu a lei.

Alexandre, hoje com 19 anos, nasceu menina. Passou pela infância e chegou à adolescência a ser visto pelos outros — amigos, professores e pais — como uma maria-rapaz. Em pequeno não gostava de vestir saias, não gostava de cor-de-rosa e tinha uma preferência óbvia por brincadeiras socialmente conotadas com o sexo masculino, como jogar à bola. Isabel Rodrigues, a mãe, não estranhou. Afinal, também ela fora maria-rapaz em tempos. Mas a chegada à adolescência deu a Alexandre outra perceção do próprio corpo e a conclusão definitiva de que algo estava errado.

Estar perante uma criança transgénero é uma realidade mais socialmente aceite nos tempos que correm, mas nunca deixa de ser um processo de aceitação mútua, entre pais e filho/a. O filme “Uma criança como Jake”, que chegou na quinta-feira, dia 21, aos cinemas portugueses, dá tempo de antena a essa dificuldade — a fluidez de género de um filho pequeno pode ser assustadora para quem a vive de perto. Ana Prata, pedopsiquiatra no Hospital da Estefânia desde 2013, vê o sofrimento dos pais das poucas crianças com fluidez de género que recebe em consultório (são sobretudo adolescentes). A pedopsiquiatra fala no “luto do filho idealizado” — afinal, ao mundo chegou uma menina e não um menino (ou vice-versa) — e no desejo que os filhos têm de que a aceitação em contexto familiar seja rápida. “Mas os pais também precisam de tempo”, atesta.

“Na infância não suspeitei. Hoje, avaliando bem, olhando para trás, penso que o meu filho não era uma maria-rapaz, era um rapaz. Na altura ele não sabia dizê-lo, mas sentia-se um rapaz”, conta Isabel Rodrigues ao Observador. Aos 18 anos, o filho mudou legalmente de nome, começou a tomar testosterona e ambiciona agora fazer as operações para concluir a mudança de sexo. Alexandre está a ter o devido acompanhamento, que inclui psiquiatria e endocrinologia. Apesar de toda esta transformação, a mãe de 44 anos admite que ainda se está a despedir da menina de outros tempos. Mas, agora, já não se engana nos pronomes: “Tenho outra filha, mais velha, e muitas vezes dizia ‘Vocês as duas'”. Para Isabel Rodrigues a adaptação não foi dramática — sempre encarou a fluidez de género como uma questão de direitos humanos –, mas da parte do pai de Alexandre houve maior resistência. “Ele deve ter pensado que era uma fase”.

"Na infância não suspeitei. Hoje, avaliando bem, olhando para trás, penso que o meu filho não era uma maria-rapaz, era um rapaz. Na altura ele não sabia dizê-lo, mas sentia-se um rapaz."
Isabel Rodrigues, mãe de rapaz transgénero

A fase da negação é comum, embora dependa dos pais, do contexto social e cultural em que determinada família está inserida. “Se calhar ele/ela está confuso/a”, podem pensar os pais cujo receio mais imediato tende a ser a forma como a sociedade vai tratar o filho que é diferente. “Será que vou ter netos? Será que alguém vai gostar dele?”… É natural os pais terem estas questões, diz a pedopsiquiatra Ana Prata ao Observador. A mãe Isabel Rodrigues, por exemplo, diz ter medo que o filho sofra bullyingbullying transfóbico é um conceito real — e diz ter medo “dos extremismos” e dos “populismos”. 

“É habitual surgirem diferenças na infância. Desde muito cedo — em regra geral antes da puberdade — que as pessoas designadas como transgénero têm uma convicção muito forte de que deveriam pertencer a um género diferente daquele que lhe é atribuído pelos seus cromossomas e que lhe é conferido pelos papéis sociais habitualmente ligados ao género masculino ou feminino”, diz ao Observador o professor de psiquiatria jubilado Daniel Sampaio. As diferenças descritas são difíceis de aceitar pelos pais que, por norma, têm muitas dúvidas quando os filhos saem fora daquilo que foi ambicionado para eles.

Membros da associação AMPLOS, incluindo Manuela Ferreira, na segunda posição da direita para a esquerda. (© Nuno Pinto Fernandes / Global Imagens)

É por isso mesmo que existe a AMPLOS – Associação de Mães e Pais pela Liberdade e Orientação Sexual e Identidade de Género, que em boa verdade nasceu com um propósito ligeiramente diferente. Em 2009, já lá vão dez anos, um pai e uma mãe foram confrontados com a homossexualidade da filha. À data não havia associações pensadas em apoiar os pais, mesmo que o “coming out” de um filho fosse o “coming out” de uma família inteira, atesta Manuela Ferreira, vice-presidente daquela que diz ser a única associação no país sobre estes assuntos dedicada aos pais. De 2009 para a frente a sociedade mudou e, atualmente, já não há tanta procura por pais de jovens homossexuais. A realidade é outra e, apesar de não haver números concretos, o mais frequente é prestar apoio a pais de filhos trans. São sobretudo adolescentes, até porque no que toca a crianças Manuela Ferreira prefere falar “em género fluído”. “Não gostamos de rotular crianças. São crianças que não se encaixam no estereótipo de género”, repete.

“Limitar o acesso a determinados brinquedos é limitar as potencialidades da criança”

O palavrão transgénero — que será usado recorrentemente ao longo deste trabalho — funciona como um chapéu. É uma expressão genérica que contém várias identidade de género fora do cisgénero, a modalidade com a qual a maior parte das pessoas se identifica. Pessoas trans são, então, aquelas em que não existe coincidência entre aquilo que é socialmente expetável e aquilo que sentem ou modo como se identificam. A transexualidade, essa, remete para os casos em que há uma migração de género: “Não quer dizer que as pessoas tenham de alterar o seu corpo. Pessoas transexuais são aquelas que se identificam com o outro género”, explica ao Observador a socióloga Sandra Saleiro, investigadora do ISCTE e autora da tese de Doutoramento “Transgéneros: Uma abordagem sociológica da diversidade de género”.

“Há crianças que conseguem verbalizar que são meninas apesar de terem nascido meninos. Que escolhem nomes femininos, que se querem vestir com roupas associadas ao género feminino. Há indícios de que estas crianças possam ter uma identidade transexual. Nas pessoas adultas isso é mais claro”, assegura Sandra Saleiro.

Os primeiros indícios de uma criança transgénero podem assumir a forma de brincadeiras diferentes ou o ter amigos do sexo oposto. Mas ser menino e gostar de brincar com bonecas, por exemplo, não significa que este seja transgénero. A maior parte das crianças que apresenta diferentes expressões de género na infância não se vai identificar, no futuro, como sendo transgénero. Ana Prata conta que não é raro receber rapazes em consultório — sem qualquer suspeita de serem transgénero — que olham intrigados para as bonecas na pilha de brinquedos; até pode haver vontade em brincar com elas mas, quando confrontados, respondem “Isso é para meninas”. “É muito frequente os rapazes inibirem-se de explorar brinquedos à vontade. Também é importante brincar com bonecas e com carrinhos, permite uma maior exploração do mundo. É preciso dar liberdade à criança para explorar e experimentar para ser o melhor na sua potência. Quanto mais uma criança explorar, mais possibilidade há de encontrar aquilo que gosta. Limitar o acesso a determinados brinquedos e experiências é limitar as potencialidades da criança.”

"É muito frequente os rapazes inibirem-se de explorar brinquedos à vontade. Também é importante brincar com bonecas e com carrinhos, permite uma maior exploração do mundo. É preciso dar liberdade à criança para explorar e experimentar para ser o melhor na sua potência. Quanto mais uma criança explorar, mais possibilidade há de encontrar aquilo que gosta. Limitar o acesso a determinados brinquedos e experiências é limitar as potencialidades da criança."
Ana Prata, pedopsiquiatra no Hospital da Estefânia desde 2013

Na infância, o mais frequente é a preocupação dos pais em relação aos rapazes. Isto é, os comportamentos masculinos em raparigas tendem a ser mais valorizados em detrimento do “rapaz que é mais feminino”. A transsexualidade feminina (pessoa que nasce homem e sente-se mulher) é mais dolorosa, diz Isabel Rodrigues. É ainda “mais difícil e violenta do que o contrário”, continua, acusando a sociedade de ser patriarcal. “Os rapazes têm sempre de mostrar que são rapazes.” No artigo científico “Diversidade de género na infância e educação: Contributos para uma escola sensível ao (trans)género”, datado de 2017, Sandra Saleiro escreve que a “o masculino é o referente universal” e que a “masculinidade é mais valorizada socialmente e por isso pode, até certa medida, e pelo menos até certa idade, estender-se às raparigas e às mulheres. Daí que, sobretudo até à adolescência, onde são lidos como ‘maria-rapaz’, os rapazes trans não se ressintam tanto quanto as raparigas trans da sua expressão de género”.

Sandra Saleiro prefere usar o termo “diversidade de género na infância” e defende que as crianças tenham liberdade para ir construindo a sua identidade. À preocupação em não rotular, acrescenta-se o respeito pela criança que se expressa de maneira não expetável. “O direito fundamental à identidade de género é um conceito bastante recente, de 2007. Anteriormente, a identidade de género ainda estava muito na esfera da medicina e da patologia. Agora, a criança tem direito à livre expressão da sua identidade de género e o que tem de ser trabalhado é a comunidade, isto é, a família, a escola, a saúde”, continua.

A socióloga faz ainda um reparo importante: estamos, pela primeira vez, a assistir ao surgimento da primeira geração de crianças trans, as quais podem crescer com a possibilidade de expressar a sua identidade de género. “Sempre houve crianças trans. As pessoas adultas trans estão aí para o demonstrar. O que não havia antes era o reconhecimento.” Os adultos de hoje foram as crianças condicionadas de ontem.

"O direito fundamental à identidade de género é um conceito bastante recente, de 2007. Anteriormente, a identidade de género ainda estava muito na esfera da medicina e da patologia. Agora, a criança tem direito à livre expressão da sua identidade de género e o que tem de ser trabalhado é a comunidade, isto é, a família, a escola, a saúde."
Sandra Saleiro, socióloga e investigadora no ISCTE

É o caso de Sacha, uma pessoa não-binária que prefere ser tratada no masculino — finda a entrevista ao Observador, reitera o pedido: “Não me importo que uses o meu nome. Sou ativista e costumo dar a cara. Mas não te esqueças de me tratar sempre no masculino, por favor”. Em caso de dúvidas, o tradutor de 33 anos explica que, basicamente, há homens e mulheres, o que corresponde aos dois géneros aceites na sociedade. “Depois, há todas as pessoas que não se encaixam bem nesses dois géneros, às quais chamamos de pessoas não-binárias. Aquelas que caem mais para o lado feminino são transfemininas e aquelas que caem mais para o lado masculino, como é o meu caso, são transmasculinas.”

Sacha, 33 anos, descreve-se como uma pessoa não-binária que prefere ser tratada no masculino. (© Valérie Alborghetti Photographe)

Sacha não se sente rapaz, mas prefere ser percecionado como tal ao invés de mulher — a título de curiosidade, o cantor britânico Sam Smith é a celebridade mais recente a afirmar-se não-binária. Desde cedo recusou-se a vestir saias e a usar vestidos. A mãe bem tentou mas acabou por aceitar que diante de si não estava, efetivamente, uma menina. O processo não foi fácil para nenhum dos dois. “Não há espaço para crescer enquanto pessoa não-binária ou trans quando os teus pais têm uma visão restrita do género. Isso é tão simplista e errado. Uma criança tem de crescer e lidar com isso sozinha até ter maturidade suficiente para explicar o que se passa consigo ao pais”, conta, alegando que os pais, regra geral, não estão preparados para lidar com os filhos trans, o que faz com que estes se possam sentir “invisíveis, sozinhos e abandonados muito facilmente”.

“No início, a minha mãe disse que me aceitava e que me amava como sou. Era fácil dizê-lo. Mas quando teve de começar a usar um nome e pronomes diferentes para mim, foi muito mais difícil. Houve tensões. Houve tensões quando decidi começar a tomar testosterona. Ela pensava que era dona do meu corpo, mas não é. (…) Eu sempre existi, mas a minha mãe não me via. Ela amava uma filha que nunca existiu e quando me descobriu percebeu que, afinal, preferia a fantasia da rapariga normal”, conta ainda Sacha. Atualmente, a mãe lida melhor com a diferença do filho e é, inclusive, considerada uma aliada dentro da família, ajudando-o a ser respeitado pelos membros mais próximos.

Estamos, pela primeira vez, a assistir ao surgimento da primeira geração de crianças trans, as quais podem crescer com a possibilidade de expressar a sua identidade de género.

Depois dos pais, as escolas. Como lidam elas com a diferença?

Há cada vez mais consciência do universo trans e, apesar dos muitos problemas que estas crianças ainda enfrentam, o que agora acontece de diferente é que elas têm aliados na família. Esta é uma novidade que Sandra Saleiro faz questão de salientar. Mas o apoio não se deve esgotar no seio familiar. “As pessoas trans, enquanto detentoras de identidades de género socialmente minoritárias, e transgredindo um dos principais pilares em que assentam e se estruturam as sociedades  — o da existência de dois sexos/géneros únicos, fixos e dicotómicos –, são dos grupos mais discriminados da população, como revelam dados apurados a nível europeu“, escreve a investigadora Sandra Saleiro no artigo científico já citado. A título de exemplo, o Brasil é o país no mundo onde há mais violência contra pessoas trans e onde há, também, mais assassinatos de pessoas transexuais.

O papel das escolas é, por isso, importante, senão fundamental. Em agosto do ano passado foi publicada em Diário da República a lei n.º 38/2018, a mesma que permite a adolescentes acima dos 16 anos alterarem o género e o nome na identificação civil — desde que a lei foi alterada e entrou em vigor a 8 de agosto, 12 menores já mudaram de género. Na mesma lei, no artigo 12.º, o Estado compromete-se a “garantir a adoção de medidas no sistema educativo, em todos os níveis de ensino e ciclos de estudo, que promovam o exercício do direito à autodeterminação da identidade de género e expressão de género e do direito à proteção das características sexuais das pessoas”, através de, entre outras coisas, “medidas de prevenção e de combate contra a discriminação em função da identidade de género”.

O Governo — isto é, os membros responsáveis pelas áreas da igualdade de género e da educação — comprometeu-se a adotar, “no prazo máximo de 180 dias”, as medidas administrativas necessárias para esta implementação. Passados os 180 dias, continua por cumprir a lei. Quando questionado, o Ministério da Educação limitou-se a responder ao Observador que “está a ser preparado um despacho clarificador das medidas administrativas a tomar, no que diz respeito à identificação dos alunos e aos seus direitos específicos”.

O debate está longe do fim, ao contrário do prazo estipulado pelo Governo. Um estudo de setembro de 2018, desenvolvido por sociólogos da Higher School of Economics, em Moscovo, mostrou que na educação pré-escolar há educadores de infância que transmitem normas sociais às crianças, “incluindo ideias conservadoras sobre feminilidade e masculinidade”. A isso junta-se a notícia da CNN, de novembro do ano passado, sobre duas escolas suecas sem género onde não há, por exemplo, áreas designadas para se brincar com bonecas ou construir blocos.

A segregação de género acontece na escola porque, diz a socióloga Sandra Saleiro, esta não é um setor à parte da sociedade. “As escolas acabam por atuar como atua a empresa de comunicação quando faz o catálogo de brinquedos para o Natal — há a parte do menino e a parte da menina. A escola é uma extensão da sociedade, embora haja cada vez mais instrumentos de combate à discriminação.” A investigadora assegura ainda que continua a acontecer mães e pais serem chamados às escolas quando uma criança escolhe brinquedos associados ao sexo oposto. “Já não é sempre assim, mas há educadores que continuam a considerar isto um problema.”

Sacha, o tradutor de 33 anos, recorda ao Observador que no infantário que em tempos frequentou rapazes e raparigas brincavam juntos. À medida que foi crescendo, a separação de género tornou-se cada vez mais óbvia e começou a sentir-se obrigado a ficar com as raparigas, a fazer uma escolha. “Não percebia porque é que devia escolher um lado. Nenhum me deixava completamente confortável.” Questionado sobre se as escolas, tanto os jardins de infância como o liceu, por exemplo, podem impactar na definição dos papéis de género, o professor de psiquiatria jubilado Daniel Sampaio responde: “Sim, com abertura para a diferença”.

A sociedade gosta de rotular, conclui Manuela Ferreira, vice-presidente da AMPLOS. “A fluidez de género ainda é uma coisa que faz muita confusão às pessoas. Os pais precisam de manter a mente aberta. É fundamental estarem atentos aos sinais e ao caminho que aquela criança vai percorrer.”

Todos queremos saber mais. E escolher bem.

A vida é feita de escolhas. E as escolhas devem ser informadas.

Há uns meses o Observador fez uma escolha: uma parte dos artigos que publicamos deixariam de ser de acesso totalmente livre. Esses artigos Premium, por regra aqueles onde fazemos um maior investimento editorial e que mais diferenciam o nosso projecto, constituem a base do nosso programa de assinaturas.

Este programa Premium não tolheu o nosso crescimento – arrancámos mesmo 2019 com os melhores resultados de sempre.

Este programa tornou-nos mesmo mais exigentes com o jornalismo que fazemos – um jornalismo que informa e explica, um jornalismo que investiga e incomoda, um jornalismo independente e sem medo. E diferente.

Este programa está a permitir que tenhamos uma nova fonte de receitas e não dependamos apenas da publicidade – porque não há futuro para a imprensa livre se isso não acontecer.

O Observador existe para servir os seus leitores e permitir que mais ar fresco circule no espaço público da nossa democracia. Por isso o Observador também é dos seus leitores e necessita deles, tem de contar com eles. Como subscritores do programa de assinaturas Observador Premium.

Se gosta do Observador, esteja com o Observador. É só escolher a modalidade de assinaturas Premium que mais lhe convier.

Partilhe
Comente
Sugira
Proponha uma correção, sugira uma pista: acmarques@observador.pt
Pais e Filhos

O lado feminino dos homens /premium

Eduardo Sá
107

Pergunto-me o que é que aconteceria se nós chamássemos ao "lado de leoa" duma mãe, por exemplo, "o lado masculino" de uma mulher. Tenho medo que, de dedo em riste, alguém achasse sexista…

Pais e Filhos

Facilitar a vida às mães /premium

Maria João Marques
173

No primeiro filho uma proporção semelhante de pais e mães teve um acréscimo de felicidade. Depois do segundo filho os pais tiveram igualmente um acréscimo de felicidade, mas muito menos mães o tiveram

Família

Filhos de cabeceira /premium

Laurinda Alves
2.080

Trazer os pais para casa nunca é fácil, sobretudo para eles, mas muito mais importante do que a perturbação que esta decisão provoca no interior das famílias, é o equilíbrio que lhes devolve a eles.

Só mais um passo

1
Registo
2
Pagamento
Sucesso

Detalhes da assinatura

Esta assinatura permite o acesso ilimitado a todos os artigos do Observador na Web e nas Apps. Os assinantes podem aceder aos artigos Premium utilizando até 3 dispositivos por utilizador.

Só mais um passo

1
Registo
2
Pagamento
Sucesso

Detalhes da assinatura

Esta assinatura permite o acesso ilimitado a todos os artigos do Observador na Web e nas Apps. Os assinantes podem aceder aos artigos Premium utilizando até 3 dispositivos por utilizador.

Só mais um passo

Confirme a sua conta

Para completar o seu registo, confirme a sua conta clicando no link do email que acabámos de lhe enviar. (Pode fechar esta janela.)