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JOÃO PORFÍRIO/OBSERVADOR

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Destituição, divórcio, novo hobbie, detenção, liberdade: como a vida de Bruno de Carvalho mudou em seis meses /premium

Queria liderar o Sporting desde os 6 anos, acabou detido seis meses depois do ataque à Academia. Foi destituído, está suspenso de sócio, divorciou-se. O que mudou na vida de BdC desde 15 de maio.

Uns meses antes das eleições de 2017, Bruno de Carvalho foi tentando fazer uma espécie de canto da sereia para ver se alguém tinha coragem de concorrer contra si. Dizia que estava disposto a receber todos de braços abertos, defendia que era um sinal de vitalidade para o próprio clube. Pedro Madeira Rodrigues, então secretário-geral da Câmara de Comércio e Indústria Portuguesa, deu o passo em frente. No entanto, não faltaram manobras para lançar outros candidatos – e algumas com o apoio na sombra de figuras proeminentes do quotidiano verde e branco. Só houve mesmo um adversário e o então líder conseguiu ser reeleito com quase 90% dos votos. Agarrou-se a esse número, radicalizou (ainda mais) o discurso. Não percebeu que todos os méritos que conseguira iam ficando esbatidos com uma série de atitudes contraproducentes com o momento que o Sporting atravessava. A partir de fevereiro de 2018, entrou numa espiral de episódios que o foram fragilizando: nos últimos seis meses, passou de presidente a detido, tendo saído em liberdade com apresentações diárias e uma caução de 70 mil euros.

Ninguém tinha dúvidas sobre o que tinha mudado no clube. Do resgate do associativismo, consubstanciado no aumento do número de sócios, à recuperação desportiva, passando pela aposta nas modalidades, pela construção do novo Pavilhão João Rocha e por algumas das maiores vendas de sempre da SAD (como João Mário e Slimani), quase todos os que hoje apontam o dedo acusador admitiam que existia trabalho feito. No entanto, e ainda dentro do primeiro mandato, Bruno de Carvalho foi mudando. Começou a centralizar ainda mais as decisões, comprou ainda mais guerras com um exército a encurtar, mostrou-se mais preocupado em ir atrás dos 10% que não estavam consigo do que em valorizar os 90% que tinham mostrado o seu apoio. Em fevereiro de 2018, quase por teimosia e contra os conselhos de pessoas mais próximas, aproveitou uma Assembleia Geral para aprovação de alterações estatutárias para fazer um referendo à sua presidência. Pedia no mínimo 75%, saiu de novo com 90%. E disparou contra tudo e contra todos no final, comunicação social incluída.

Seguiram-se todos os episódios conhecidos. A guerra aberta com os jogadores, as intervenções em direto em canais televisivos, a ideia de mover processos disciplinares ao plantel no seguimento da resposta às críticas depois do jogo com o Atl. Madrid, as reuniões tensas em Alvalade, o despedimento (na altura negado) de Jorge Jesus depois da derrota frente ao Marítimo e a queda para a Liga Europa em 2018/19. A 15 de maio, cerca de 40 indivíduos de cara tapada invadiram a Academia e agrediram vários elementos da equipa principal de futebol, incluindo membros do staff. Foi a página mais negra na história do Sporting. “O que se passou aqui foi um ato criminoso. Já ouvi uma série de teorias mirabolantes, que este era o meu modus operandi, que não deixo falar quem quiser falar mal… O meu modus operandi não é ver os meus jogadores e o meu staff agredidos, são a família que escolhi. Isto não é um caso desportivo, é um caso de polícia”, disse nas primeiras declarações, que passaram na Sporting TV perto das 22 horas. “Foi mau, foi chato ver as famílias ligarem preocupadas”, disse pelo meio dessa intervenção gravada em Alcochete, numa frase que viria depois a ser muito criticada na opinião pública.

Bruno de Carvalho a chegar ao Barreiro depois de mais uma noite no posto da GNR de Alcochete (João Porfírio/Observador)

JOÃO PORFÍRIO/OBSERVADOR

A ausência no Jamor, os atropelos estatutários e a guerra aberta com Marta Soares

Logo nesse dia, Jaime Marta Soares, presidente da Mesa da Assembleia Geral, deslocou-se com mais alguns elementos do órgão à Academia e falou no final aos jornalistas, deixando no ar a ideia de que alguma coisa teria de mudar no Sporting. Ao saber o que se tinha passado, Bruno de Carvalho explodiu. A relação com o também líder da Liga dos Bombeiros Portugueses conheceu altos e baixos em Alvalade desde 2013, esteve no limite um mês antes no seguimento da novela criada depois da derrota da equipa verde e branca em Madrid mas foi de novo serenada com uma conversa entre ambos uma semana depois. Naquele momento, o presidente da Direção sentiu-se traído e percebeu que estava ali a começar uma guerra que não seria resolvida a bem. A partir daí, começou a preparar-se e a comportar-se como tal. Com mais derrotas do que vitórias.

A equipa do Sporting nunca perdoou a Bruno de Carvalho a invasão à Academia. Alguns, mesmo sem provas físicas, achavam que tinha sido o mandante indireto do ato e partilhavam isso com pessoas próximas; quase todos consideravam que tinham sido as palavras do então líder a propiciar tudo o que acontecera depois da derrota com o Marítimo. Os jogadores recusaram voltar à Academia, foram treinando de forma individual após decidirem numa reunião com o Sindicato que estariam presentes na final da Taça de Portugal (o mesmo encontro em que as cartas de rescisão começaram pela primeira vez a ser ponderadas, mesmo que entrando apenas dias ou semanas depois) e alertaram as pessoas que iam fazendo a ligação entre plantel e SAD que não iriam ao Jamor nem treinar nem jogar caso o líder leonino lá estivesse. Em conferência de imprensa, mais uma longa conferência de imprensa, Bruno de Carvalho deixou cair a ideia de estar presente no Jamor. Nesse sábado, 20 de maio, percebeu que teria de virar atenções para a sua continuidade no clube; em relação ao futebol, a relação estava cortada de vez.

Bruno de Carvalho não foi à final da Taça de Portugal no Jamor; se tivesse ido e estado no banco, equipa não entrava

MIGUEL A. LOPES/LUSA

Bruno de Carvalho esteve muito próximo de cair em maio por falta de quórum. A Mesa da Assembleia Geral e o Conselho Fiscal e Disciplinar, que deveriam apresentar a demissão apenas no dia seguinte à Taça de Portugal, anteciparam essa posição e bateram com a porta; em paralelo, houve vices e vogais da Direção a revogar também ao mandato. Bastava mais um sopro e tudo caía. E as pressões fizeram-se sentir, de forma interna e sobretudo externa. No limite, mais ninguém saiu. Não era propriamente por acharem que o caminho que o Sporting estava a levar era o melhor mas porque existiam algumas pastas que teriam mesmo de ficar fechadas, nomeadamente a renegociação da reestruturação financeira; se isso fosse conseguido, os mesmos membros que seguraram então Bruno de Carvalho caíam e não entrariam na sua lista nas eleições seguintes.

Os encontros, neste caso dois, foram diferentes. Na primeira reunião entre Mesa da Assembleia Geral e Conselho Diretivo, ainda houve alguma conversa dentro dos moldes “normais”; na segunda, Bruno de Carvalho, que inicialmente nem queria participar porque dizia não ter sido convocado, endureceu o discurso e criou um clima de tensão verbal confessado por alguns que marcaram presença na sala de reuniões do piso 3, que não passou depois para a ata que viria a enviar por email a todos os sócios, em mais uma medida tomada por si sem ouvir os seus pares. Quando Marta Soares convocou a Assembleia Geral destitutiva para 23 de junho, que o presidente da Direção tentou por todas as formas anular, o então líder do clube era descrito como alguém que só ouvia meia dúzia de pessoas e escolhidas a dedo para que apoiassem a fuga para a frente que iniciara.

Bruno de Carvalho não quis seguir o conselho de pessoas próximas que lhe recomendavam que aceitasse a ideia de Marta Soares e fosse logo para eleições – até por acreditarem que, naquela altura, voltaria a ganhar. Foi à "guerra" e perdeu em toda a linha em termos internos.

Bruno de Carvalho não quis seguir o conselho de pessoas próximas que lhe recomendavam que aceitasse a ideia de Marta Soares e fosse logo para eleições – até por acreditarem que, naquela altura, voltaria a ganhar. Alegava que havia um empréstimo obrigacionista por pagar (o mesmo que vencerá no final deste mês), que as negociações para a reestruturação financeira estavam muito adiantadas e envolviam ainda a recompra dos VMOC, que tinha uma época complicada para preparar no futebol com a ausência da Liga dos Campeões. Na verdade, e como tinha acontecido em fevereiro, aquilo que lhe passava pela cabeça era outra coisa: não admitia que outros órgãos o colocassem entre a espada e a parede, considerava-se legitimado por 90% e defendia que tudo o que se estava a passar era um golpe de Estado planeado por interesses de variados quadrantes, internos e externos. Durante um mês, entre providências cautelares, tentou esvaziar a Mesa com uma Comissão Transitória e quis substituir o Conselho Fiscal e Disciplinar demissionário por uma Comissão de Fiscalização. Perdeu em toda a linha e nem a Assembleia Geral para votação do orçamento, que seria uma última forma de se defender, conseguiu levar em frente por estar ferida de legalidade na sua convocatória, assinada por Elsa Judas. Pela primeira vez, sentiu a contestação dos sócios numa manifestação em Alvalade. Pelo meio, nove jogadores rescindiram. A 23 de junho, tinha a sua última oportunidade.

Manifestação em junho foi o primeiro grande sinal de descontentamento dos sócios (João Porfírio/Observador)

JOÃO PORFÍRIO/OBSERVADOR

Destituição, suspensão e uma última cartada que saiu ao lado

A Assembleia Geral na Altice Arena foi o exemplo paradigmático do beco sem saída a que tinha chegado Bruno de Carvalho. Ao longo do dia, Bruno de Carvalho, que durante 40 dias se tinha afastado do Facebook entre abril e maio, publicou mais de 20 posts com frases, considerações e vídeos sobre o que se estava a passar na reunião magna dos leões. A certa altura, quando faltava cerca de uma hora para o fechar das urnas, contactou funcionários do clube para que lhe fosse facilitada a entrada no recinto. Ali, sabia que iria ser ovacionado; ainda assim, já estava a prever o chumbo dos associados pela forma como as votações estavam a ser feitas, onde os sócios podiam apenas passar pelo local, deixar o seu voto e ir embora – algo que foi feito pela maioria, incomodada com a forma como se tinha montado um clima de perseguição e ameaça na sala. À saída, e depois de uma conversa com apoiantes que ficaram até de madrugada nas imediações, chegou a atirar o cartão de sócio para o chão dizendo que o clube não o merecia. E foi isso que referiu no primeiro texto publicado no Facebook já a altas horas da madrugada – ia afastar-se, nem associado seria. Umas horas depois, corrigiu. Abriu a porta para um regresso. Começou a fazer uma espécie de mea culpa.

Do nada e depois de mais de 20 posts no Facebook, Bruno de Carvalho foi à Assembleia Geral destitutiva

TIAGO PETINGA/LUSA

Numa primeira fase, Bruno de Carvalho proibiu a Comissão de Fiscalização e a nova SAD nomeada pela Comissão de Gestão de entrar nas instalações. A seguir, teve mesmo de sair. E algumas das decisões que tomara poucos dias antes, como a contratação de Sinisa Mihajlovic para treinador, foram revertidas. Mas sabia que ainda tinha dentro do universo verde e branco, daquela franja que tem vida ativa no clube e participa nas votações, apoios que lhe podiam valer o regresso à presidência. Com eleições marcadas para 8 de setembro, tentou jogar em dois tabuleiros: por um lado, recorrer à justiça para poder anular todas as decisões que tinham sido tomadas por Marta Soares, incluindo a marcação (e o resultado) da Assembleia Geral destitutiva; por outro, começar a trabalhar um movimento que aparecesse com força na antecâmara do período eleitoral. Nem o facto de contar apenas com uma pessoa da Direção entre os que não se tinham demitido (Alexandre Godinho) o demovia.

Em julho, o choque de realidades paralelas era mais veemente: Bruno de Carvalho apresentava a sua candidatura às eleições, dava conta dos nomes que integravam as suas listas e multiplicava-se em intervenções públicas com um discurso de ataque aos órgãos provisórios do clube e de defesa pelo trabalho feito durante cinco anos; fora dessa “bolha”, saíam de forma quase diária notícias sobre dúvidas que iam sendo levantadas a propósito desse período, pagamentos injustificados e uma constante ligação, ainda que indireta, ao que se tinha passado na Academia em Alcochete, a 15 de maio. No início de agosto, tudo mudou – meia hora antes de inaugurar a sede de campanha, num espaço nobre dos Restauradores, o antigo presidente do clube foi suspenso de sócio por um ano o que, em condições normais e se nada mudasse, o afastaria das eleições no mês seguinte. Na antecâmara do limite para a entrega das candidaturas, ainda foi ponderada a hipótese de entrar um outro nome como cabeça de lista, algo que acabou por não ser confirmado. Bruno de Carvalho estava de fora das eleições do Sporting. E, em paralelo, já tinham começado as primeiras diligências para a auditoria forense independente às contas e medidas do clube desde 2013.

Em três semanas, Bruno de Carvalho saiu destituído de presidente em Assembleia Geral, foi suspenso de sócio por um ano, viu negada a possibilidade de ser candidato nas eleições de setembro e tentou congelar contas do Sporting, sem sucesso.

A 17 de agosto, o antigo presidente leonino lançou uma espécie de última cartada: apresentou-se em Alvalade, pediu para subir ao piso 3 e alegou ter uma decisão judicial que contrariava tudo o que tinha acontecido. Inicialmente, a primeira informação que algumas pessoas próximas de Bruno de Carvalho passavam era que o tal “papel” dizia que seria ainda presidente do Sporting; pouco depois, afinal era algo que pelo menos levantava a dúvida. Por momentos, alguns responsáveis verde e brancos ainda se assustaram com o cenário levantado; depois, ao lerem o que estava em causa, manifestaram o seu desagrado por aquilo que consideravam ser mais um golpe palaciano e chamaram a polícia para retirar o ex-líder das instalações. Além de não ter mudado nada, ainda se colocou num patamar onde podia ver votada a hipótese de ser expulso de associado, até por ter tentado em paralelo com essa incursão o congelamento das contas da SAD verde e branca. Ainda criou uma linha no Whatsapp para esclarecimento de dúvidas e fez dois longos textos a criticar os candidatos que iriam a sufrágio mas o capítulo em Alvalade estava em definitivo fechado. Tudo mudara, incluindo na parte pessoal da vida de Bruno de Carvalho.

O divórcio, os jantares com amigos e o novo hobbie de DJ

No início de agosto, Bruno de Carvalho e Joana Ornelas separaram-se, pouco mais de um ano após terem casado no Mosteiro dos Jerónimos. No final desse mesmo mês, o antigo presidente avançou com o divórcio. Terá confidenciado então que não tinha uma situação desafogada em termos financeiros mas que era algo necessário, para o bem de todos. “Não vale a pena inventar mais ‘amigas’! Esta é a mulher que amo. E sim, vamos nos divorciar. A vida também é isto. Agora é olhar em frente e seguir sem medo”, escreveu no início deste mês, numa publicação onde surgia com a ex-funcionária do Sporting no dia do casamento. No dia das eleições do clube, a 8 de setembro, foi internado de urgência e passou várias horas no hospital da Cruz Vermelha, por uma alegada indisposição, com enjoos e febre. A CMTV falou numa intoxicação com comprimidos, informação nunca confirmada.

A vida de Bruno de Carvalho mudou a partir desse momento. Deixou o Facebook por quase dois meses (colocou apenas mais três posts já em novembro) mas começou a usar de forma mais recorrente o Instagram para mostrar parte da sua vida social, com fotografias de jantares entre amigos em sua casa ou em restaurantes, bem como momentos de convívio com as três filhas. Em termos de exposição pública, e depois da entrevista a Júlia Pinheiro, esteve no programa 5 para a Meia-Noite com Filomena Cautela num registo mais descontraído onde aproveitou também para falar do novo hobbie: ser DJ. Chegou a ser sondado de forma indireta para a possibilidade de se tornar comentador num canal televisivo mas a ideia nunca avançou.

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DJ In the House!!!

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Agora, tudo mudou. Na semana em que Bruno Jacinto, antigo Oficial de Ligação aos Adeptos do Sporting, foi detido e ficou em prisão preventiva, Bruno de Carvalho deslocou-se ao DCIAP (neste caso, por engano) e ao DIAP para prestar os esclarecimentos necessários, isto já depois de ter visto negada a possibilidade de se constituir assistente no processo. “Preventivamente foram detidas muitas pessoas no mundo inteiro. Chegou ao meu conhecimento que haveria um mandado para esta sexta-feira, para ser inquirido. Vim aqui não por estratégia mas por caráter, personalidade e educação. A justiça faz o seu trabalho e o meu é estar disponível. Não quero prevenir nada, quero é fazer o que sempre fiz: colaborar nos processos. Com tudo o que sei sobre os assuntos, com todas as dúvidas que tenho sobre os assuntos. Foi isso que fiz”, esclareceu à tarde no Campus da Justiça, depois de ter sido informado de que não seria ouvido nesse dia, 11 de outubro, como pretendia.

“Hoje acordo e leio ‘Varandas recua contra Bruno’. Pensei que tinha chegado o dia do bom senso e do fim da ‘golpada’ no clube mas… Afinal, depois de ler o corpo da notícia, o que descreve é um estratagema para me manter a mim e aos meus restantes companheiros a ‘queimar’ numa fogueira de palha de fraca qualidade, o clube a amolecer em lume brando, e os adeptos a fugirem de Portugal por não se reverem em golpadas. Quero acreditar que estas noticias são mais daquelas ‘fake news’ servidas à comunicação social com falta de rigor. Que raio de justiça e de eficiência e eficácia de gestão haveria em suspender todo este processo por tempo indeterminado, criando-se, nos sócios de um clube como o Sporting, a certeza de que a sua voz pode ser brutalmente silenciada ao arrepio de petições e requerimentos já entregues; para não falar de, a ser verdade, estarem à mercê de uma direção que daria o dito por não dito conforme dorme e acorda. Verdade é que os Sportinguistas querem, e formalmente solicitaram, que na próxima Assembleia Geral, prometida para dezembro de 2018, se discutam os processos de suspensão e a continuidade ou arquivamento destes, e de novos processos que, carinhosamente, começaram a ser chamados ‘processos de expulsão'”, escreveu no passado sábado, véspera da detenção, a propósito de uma notícia do Correio da Manhã.

Este domingo, quando estava em casa, na zona do Lumiar (onde veria o jogo do Sporting com o Desp. Chaves – desde que foi destituído deixou de ir ao estádio e ao pavilhão), Bruno de Carvalho foi detido e levado para o posto da GNR de Alcochete, onde passou as noites de domingo, segunda e terça-feira. O antigo presidente está indiciado de 56 crimes e aguarda ainda a medida de coação que será decretada pelo juiz de instrução Carlos Delca. Há seis meses, a história do Sporting mudou; seis meses depois, tudo continua a mudar na vida do ex-líder do clube. E essas mudanças podem não ficar por aqui, apesar de ter evitado a medida de coação máxima de prisão preventiva, aguardando assim o julgamento em liberdade.

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