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JOÃO PORFÍRIO/OBSERVADOR

JOÃO PORFÍRIO/OBSERVADOR

A detenção em casa, a ligação a Mustafá, a “chave” Bruno Jacinto e o que vem aí para Bruno de Carvalho /premium

Das primeiras suspeitas dos jogadores sobre a ligação à claque até ao risco de "fuga e perturbação de inquérito”. As razões das detenções de Bruno de Carvalho e Mustafá e o que pode acontecer.

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Na cronologia de acontecimentos que resultaram na detenção este domingo de Bruno de Carvalho, antigo presidente do Sporting, e Nuno Mendes, conhecido pela alcunha “Mustafá” e líder da claque Juventude Leonina, há um episódio poucas vezes recordado que faz agora soar campainhas.

Dia 7 de abril, cerca de cinco semanas antes da invasão de adeptos de rosto tapado ao centro de treinos do Sporting, em Alcochete, a tensão entre o presidente do clube e os jogadores tinha atingido grandes proporções, com um comunicado subscrito pelos atletas a queixarem-se de falta de solidariedade do presidente, na sequência das suas críticas públicas à equipa e a jogadores (nomeadamente Fábio Coentrão, Bas Dost, Gelson Martins e Fredy Montero) depois da derrota contra o Atlético de Madrid, para a Liga Europa.

Nesse dia, Bruno de Carvalho esteve reunido com o treinador Jorge Jesus, com o “team manager” André Geraldes e com os jogadores. A reunião foi tensa, com trocas de acusações entre o então presidente e os atletas. “A dada altura”, como Bruno de Carvalho revelou pouco depois no Facebook, “um atleta confrontou o presidente com o facto — que notoriamente já tinha partilhado com o grupo — de que o presidente teria ligado no dia anterior ao líder da Juventude Leonina, pedindo-lhe que batesse nos jogadores”.

A acusação deixou Bruno de Carvalho “totalmente indignado”. Recusando, como escreveu na altura, “insinuações, intrigas e manipulações do grupo”, Bruno de Carvalho “ligou em frente aos atletas para o líder da referida claque” — Nuno Mendes, ou “Mustafá”. Este, não sabendo — garante o antigo presidente — que estava em voz alta, desmentiu a acusação.

A chamada telefónica foi considerada estranha por alguns jogadores. Por exemplo, Rodrigo Battaglia, que veio a rescindir com o Sporting e que chegou a dizer, nos depoimentos prestados depois das agressões em Alcochete, que a relação entre Bruno de Carvalho e o chefe da claque parecia demasiado próxima.

Nuno Mendes, ou "Mustafá", no interior da sede da Juventude Leonina, onde foi detido este domingo. Fotografia: João Porfírio / Observador

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As suspeitas da proximidade da relação entre presidente do clube e líder da claque adensaram-se quando, mais recentemente, o semanário Sol e o Correio da Manhã avançaram com a notícia da existência de uma reunião entre o então presidente e a claque, em abril, em que Bruno de Carvalho autorizara um “apertão” da Juventude Leonina aos jogadores.

O antigo presidente do Sporting negou sempre ter dado luz verde a quaisquer iniciativas de pressão junto dos jogadores por elementos externos. Mas a existência da reunião, não o seu conteúdo, chegou a ser admitida por duas vezes: primeiro por fonte oficial (não identificada) do clube, que em maio afirmou ao Jornal Económico que Bruno de Carvalho teria colocado um travão nesse “aperto”, dizendo que não o queria e o melhor era “ir lá falar todos”; depois, pelo comentador Paulo Futre, que garantiu em direto que André Geraldes, que desempenhava as funções de “team manager” da equipa de futebol, lhe confirmou a existência desse encontro.

O facto de entre os adeptos que participaram na invasão ao centro de treinos do Sporting estarem pelo menos 14 elementos afetos à claque leonina — desde logo, mas não só, o seu antigo e histórico líder, Fernando Mendes — engrossou o novelo que ligava a claque aos episódios violentos de Alcochete. As notícias de que o atual líder “Mustafá” seria suspeito do ataque já circulavam há algum tempo, mas a direção da Juventude Leonina (uma organização com uma hierarquia e estrutura definida, em que até se realizam eleições), contudo, tentou distanciar-se do caso, repudiando os acontecimentos e suspendendo os afiliados que participaram nas agressões.

A detenção, apurou o Observador, só aconteceu porque os investigadores consideram ter provas sólidas de que Bruno de Carvalho e "Mustafá" são responsáveis por esse ataque de 15 de maio, que originou pedidos em massa de rescisão por justa causa de jogadores (foram nove, no total), saída do treinador, convulsão diretiva e um dano patrimonial elevado ao clube.

Mustafá, pouco depois dos acontecimentos, disse mais: “Em nenhum momento houve um pedido, sugestão ou sequer aval do presidente ou de qualquer elemento do Sporting para que a ‘Juve Leo’ desencadeasse qualquer ação contra os nossos jogadores, o nosso ‘mister’ (Jorge Jesus), o ‘staff’ técnico ou qualquer elemento da Academia de Alcochete”.

Hoje, todos estes episódios ganham outros contornos e outra relevância, depois de Bruno Carvalho e “Mustafá” terem sido detidos por suspeitas de terem sido os autores morais — isto é, terem “encomendado” ou viabilizado — o ataque à Academia de Alcochete. A detenção, apurou o Observador, só aconteceu porque os investigadores consideram ter provas sólidas de que Bruno de Carvalho e “Mustafá” são responsáveis por esse ataque de 15 de maio, que originou pedidos em massa de rescisão por justa causa de jogadores (foram nove, no total), saída do treinador, convulsão diretiva e um dano patrimonial elevado ao clube.

Além disso, entendeu o Ministério Público que havia perigo de fuga e perturbação de inquérito quer do antigo presidente dos leões, quer do líder da claque leonina. Foi por isso que a detenção foi pedida.

Uma detenção em casa

O presidente do Sporting foi detido em sua casa, ao final da tarde deste domingo. Bruno de Carvalho foi surpreendido no interior da sua habitação, situada na zona do Lumiar, a curta distância do estádio José Alvalade. A ordem de detenção foi dada assim que chegaram ao local elementos da GNR e procuradores do Ministério Público. Depois, iniciaram-se as buscas com este presente — um direito que Bruno de Carvalho mantém, mesmo estando detido.

Mais ou menos em simultâneo, a GNR deslocava-se à sede da Juventude Leonina, junto ao estádio do Sporting, onde poucas horas depois os leões enfrentariam o Desportivo de Chaves, em partida a contar para o campeonato. O objetivo era um: deter “Mustafá”, o líder da claque, e fazer buscas na sede (também chamada de “casinha”) da Juventude Leonina.

Os agentes presentes nas buscas e detenções, contudo, foram bastante diferentes nos dois casos. Para as buscas na sede da “Juve Leo” e para deter Mustafá, a GNR convocou o Grupo de Intervenção de Operações Especiais (GIOE), uma unidade de elite. Não é habitual ver este grupo realizar buscas e detenções deste tipo. Neste caso, contudo, ter-se-á entendido que seria necessária uma força policial especialmente musculada para assegurar as diligências, dado o risco inerente. Em dia de jogo, a zona da sede da claque atrai muitos militantes e simpatizantes da claque leonina. A missão exigia, assim, músculo especial.

Para a missão de fazer buscas na sede da Juventude Leonina e deter o líder da claque Mustafá, a GNR convocou o Grupo de Operações Especiais (GOE), dada a sensibilidade da tarefa. Fotografia: João Porfírio / Observador

O que também não é habitual é haver buscas ao fim-de-semana, havendo até limitações legais a que elas decorram durante a noite. Em condições normais, as buscas que aconteceram durante a tarde de domingo e prolongaram-se depois até à noite seriam ilegais. No entanto, há uma exceção que permitiu às autoridades agirem assim: quando há convicção de envolvência de suspeitos em atos de terrorismo, o limite horário para as buscas não é válido.

Neste caso, recorde-se, os 23 adeptos que se encontram detidos pela invasão a Alcochete e pelas agressões estão indiciados precisamente pelo crime de terrorismo, além dos crimes de sequestro, ameaça agravada, ofensa à integridade física agravada e incêndio florestal.

O advogado de Bruno de Carvalho, José Preto, fez duras críticas à detenção em declarações à RTP: “A lei hoje permite as detenções à noite, o que não era sequer possível no salazarismo. Permite, portanto, estes abusos extraordinários de pretensas diligências que são obviamente atuações infamantes, aviltantes e vexatórias”, apontou.

Bruno de Carvalho recusou sempre qualquer envolvimento ou conhecimento prévio do ataque à Academia de Alcochete. Chegou mesmo a pedir uma audiência à Procuradoria-Geral da República por entender que estava a ser injustamente relacionado com o caso. Recentemente, disse: “Só soube quando me avisaram do que tinha acontecido e fui para a Academia, só soube depois de ter acontecido e ninguém me disse nada”.

A reação do antigo presidente do Sporting logo após o episódio da invasão dos adeptos à Academia também foi polémica e alvo de muitas críticas. Em particular, uma frase, em que Bruno de Carvalho dizia ser “mau” e “chato” ver “as famílias [dos envolvidos] ligarem preocupadas”. “O que se passou aí foi um ato criminoso”, afirmou então o (à época) líder da SAD, aproveitando para deixar críticas à ausência de ação dos responsáveis políticos sobre a violência no futebol e sobre a existência “claques ilegais”. Recorde-se que a Juventude Leonina é uma claque oficial e legalizada, ao contrário, por exemplo, dos No Name Boys, o grupo organizado de adeptos do Benfica.

“É o que se ouve, é o que se diz, que há um mandado”

Em relação a Bruno de Carvalho, os rumores sobre uma eventual detenção já se ouviam há algum tempo. Primeiro, circularam nos “corredores” em surdina; depois, foram reforçados pelo próprio Bruno de Carvalho, que no mês passado deslocou-se por sua iniciativa ao Departamento de Investigação e Ação Penal de Lisboa (DIAP).

Quando o fez, a 11 de outubro, o antigo presidente do Sporting suspeitava de que estaria em marcha um processo que resultaria na sua detenção. Aos jornalistas, disse o seguinte: “É o que se ouve nos corredores, que há um mandado para ser ouvido, é o que se diz, de qualquer forma apresentei-me aqui. Vim aqui não por estratégia mas por caráter, personalidade e educação. Diz-se que havia esse mandado de detenção, mas há muitos géneros, este seria para ser ouvido. A justiça faz o seu trabalho e o meu é estar disponível. Não quero prevenir nada, quero é fazer o que sempre fiz: colaborar nos processos. Com tudo o que sei sobre os assuntos, com todas as dúvidas que tenho sobre os assuntos. Foi isso que fiz”.

A vontade de ser ouvido no DIAP não foi correspondida. Bruno de Carvalho não chegou a prestar declarações nesse dia, tendo no entanto proporcionado um pequeno “circo mediático” que parecia ter duas intenções: reafirmar a sua inocência quanto a qualquer conhecimento ou envolvência direta na ida de adeptos à Academia de Alcochete, a 15 de maio; e mostrar-se disponível para colaborar com a justiça, o que, à partida, também reduziria o “risco de fuga” que é habitualmente invocado como motivo para proceder a uma detenção antes do suspeito ser constituído arguida. O perigo de fuga foi, curiosamente, um dos motivos que o Ministério Público invocará para ter pedido as duas detenções deste domingo.

Bruno de Carvalhou chegou a pedir para se constituir assistente do processo de investigações das agressões em Alcochete, que resultou agora na sua detenção. Porém, o pedido foi negado, tendo sido entendido que a constituição deste como assistente colidia com a investigação em curso. O argumento parecia já legitimar a ideia de que Bruno de Carvalho poderia ser suspeito.

À RTP, o advogado do antigo presidente do Sporting recordou a essa ida voluntária ao DIAP para criticar a detenção: “A detenção fora de flagrante faz-se para garantir a presença das pessoas em diligência. Ora, há duas semanas, apareci eu próprio com o dr. Bruno de Carvalho no DIAP, dizendo: se querem alguma coisa de mim, aqui estou eu, se precisarem de mim estou à disposição. Portanto, não vejo onde estejam os indícios de não comparência voluntária a qualquer diligência”.

José Preto acrescentou: “Vamos ver o que faz o sr. juiz, logo veremos. Mas o que quer que faça, não altera o que já ocorreu. (…) Parece-me enquadrável no tratamento degradante proibido no artigo 3º da Convenção Europeia dos Direitos do Homem e pelo que me diz respeito estou pronto para desencadear os mecanismos correspondentes”.

Esta segunda-feira, ao Público, o jurista reiterou o que havia afirmado este domingo, e criticou a atuação da GNR: “Imagine o que é uma família que está pacatamente reunida, entraram em casa dele com um cão rastreador e levam os computadores das raparigas, não sei com que propósito”.

Bruno Jacinto, uma “chave” para perceber as detenções

Ao Observador, uma fonte envolvida no processo que culminou nas detenções de Bruno de Carvalho e “Mustafá” este domingo lembrou a detenção do antigo Oficial de Ligação aos Adeptos (OLA) do Sporting, Bruno Jacinto, recordando-a como “um indício” do que se viria passar este domingo.

Quem é Bruno Jacinto? Antigo membro da Juventude Leonina e membro fundador da segunda maior claque leonina, o Directivo Ultras XXI, Jacinto trabalhou como elo de ligação entre as claques e o clube, com Bruno de Carvalho como presidente. Acabou por deixar as funções após a eleição de Frederico Varandas como novo presidente. Poucos dias depois, foi detido.

O nome de Bruno Jacinto esteve presente desde cedo nos autos policiais, devido a um episódio considerado suspeito: às 16h55 do dia do ataque à Academia, 14 minutos antes dele acontecer, Bruno Jacinto — que não estava na Academia na altura — terá ligado ao responsável de Operações da Academia, Ricardo Gonçalves, com a informação de que a claque Juventude Leonina estaria a caminho de Alcochete para falar com a equipa de futebol. Gonçalves terá então ligado para o comandante do Posto da GNR de Alcochete, mas não a tempo de evitar a invasão ao centro de treinos.

Em julho, o Correio da Manhã avançou com a informação de que Bruno Jacinto ter-se-ia deslocado à Academia de Alcochete pouco depois do ataque ao centro de treinos e era suspeito de ter, já no local, dado autorização e ajudado um BMW azul (conduzido por Nuno Torres) a sair das instalações com pelo menos três adeptos que se deslocaram à Academia nessa tarde das agressões. No carro ia Fernando Mendes, histórico ex-líder da Juve Leo, que posteriormente também veio a ser detido.

Segundo apurou o Observador, a investigação tem a forte convicção de que se o antigo Oficial de Ligação aos Adeptos (OLA) Bruno Jacinto sabia da ida dos adeptos à Academia de Alcochete, também Bruno de Carvalho estaria a par. O próprio antigo presidente dos leões sublinhava regularmente estar a par de “tudo” o que acontecia no Sporting.

Outra questão pendente passa pela alteração do horário do treino da equipa de futebol, decidida na véspera. Recorde-se que o ataque aconteceu precisamente durante o horário de treino da equipa de futebol, o que levou a que os adeptos que invadiram as instalações se cruzassem no seu interior com treinador e jogadores. O antigo “team manager” (diretor de futebol) do Sporting, André Geraldes, chegou a dizer que foi o antigo presidente que mudou o horário do treino. Nem Geraldes nem Bruno de Carvalho estavam na Academia quando o ataque aconteceu.

O que aí vem, para os detidos e para o Sporting?

Bruno de Carvalho e Nuno “Mustafá” Mendes pernoitam na noite deste domingo para segunda-feira em “células” (postos) da Guarda Nacional Republicana (GNR) e não em celas prisionais.

Numa declaração enviada às redações, fonte da Procuradoria-Geral da República confirmava a existência de “duas detenções” no âmbito do processo de investigação ao ataque na Academia de Alcochete e referia que os detidos “serão oportunamente presentes ao Juiz de Instrução Criminal para aplicação de medidas de coação”.

O “oportunamente” aqui referido terá de ser, segundo a lei, até esta terça-feira, 13 de novembro. Os dois detidos vão presentes a um juiz na terça-feira de manhã.

Se Bruno de Carvalho e Mustafá forem primeiro indiciados e posteriormente acusados e condenados de terem sido "autores morais" destes crimes, portanto co-autores dos mesmos, as penas poderão não ser tão grandes quanto para elementos que tenham cometido estes crimes de forma direta. Elas seriam sempre, no entanto, significativas.

Depois, o processo prosseguirá. Se Bruno de Carvalho e Mustafá forem indiciados e posteriormente acusados pelos mesmos crimes de que os 23 adeptos detidos estão indiciados, incorrem em penas pesadas.

A título de exemplo, quer para o crime de terrorismo quer para o crime de sequestro, por exemplo, o Código Penal pressupõe uma pena de dois a dez anos de prisão. O crime de ofensa à integridade física qualificada pressupõe uma pena que pode ir até quatro anos de cadeia. Para atos de ameaça agravada, está estipulada no Código Penal uma penalização até três anos de prisão. Já para o crime de dano qualificado a pena pode ir até cinco anos.

Neste momento, estão detidas 38 pessoas que, além de estarem indiciadas por estes crimes, estão indiciadas ainda por crimes com penas menores como incêndio florestal (utilização de tochas), posse de arma proibida e introdução em espaço vedado ao público.

Se Bruno de Carvalho e Mustafá forem inicialmente indiciados e posteriormente acusados e mais tarde ainda condenados enquanto “autores morais” destes crimes, portanto co-autores dos mesmos, as penas poderão não ser tão grandes quanto para elementos que tenham estado diretamente envolvidos nas agressões. As penas seriam sempre, no entanto, significativas.

Bruno de Carvalho e Mustafá, à sua direita. Fotografia: Filipe Amorim / Global Imagens

Filipe Amorim / Global Imagens

Para o Sporting, as detenções podem ter um impacto financeiro tão prejudicial que é difícil de estimar. O motivo é simples: dos nove jogadores que rescindiram contrato com o Sporting alegando justa causa, face às agressões de 15 de maio, o Sporting tem ainda um diferendo com Gelson Martins (internacional A por Portugal), Daniel Podence, Rafael Leão e Rúben Ribeiro.

Com Gelson Martins, o Sporting tinha a pretensão de ainda chegar a acordo com o clube que assinou com o extremo português depois do processo, o Atlético de Madrid. O presidente do clube da SAD, Frederico Varandas, estaria aliás em negociações com o clube madrileno, depois de chegar a acordo com os ingleses do Wolverhampton para um acordo amigável para a “transferência” do guarda-redes Rui Patrício. Falava-se já numa proposta de 22 milhões de euros dos espanhóis, que poderá agora cair por terra.

No caso de Podence, Rafael Leão e Rúben Ribeiro, o Sporting pretendia ser indemnizado em tribunal, já que não tinha esperanças de chegar a acordo com os seus novos clubes. As queixas-crimes do Sporting contestando as rescisões já foram, aliás, entregues à FIFA, mas os argumentos do Sporting para vencer os processos e a margem para negociar com o Atlético Madrid poderão ficar severamente afetados, se for provado que o então presidente do clube e da SAD foi moralmente responsável pela invasão a Alcochete. Em resumo, os leões queriam receber 273 milhões de euros pelos quatro jogadores; agora, caso seja dada justa causa aos atletas, o conjunto verde e branco arrisca não só a não ter entrada de verbas como também a pagar 6,8 milhões de euros.

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