Dicionário do Empreendedor: uma versão irónica para aguentar a Web Summit /premium

03 Novembro 20181.116

Francisco Peres fez um manual do vocabulário que precisa de saber para sobreviver à Web Summit. Sabe o que quer dizer "bootstrap", "burn rate" ou "douchebrag"? Ele explica tudo (com muito humor).

Está a chegar. No fundo, temos cada vez mais carinho por esta altura do ano. É uma relação carinho-ódio, como se espera que compreendam depois de lerem esta xaropada. Enfim, chegou a terceira temporada de Web Summit, um thriller psicológico que define os próximos 10 anos – ou vá, 10 dias – para empreendedores e fazedores, angel s e gurus. Mas para o Professor Marcelo, para os vários diretores de marketing que se querem sentir mais jovens, e todos os outros que se vão atirar de cabeça para um mundo que ainda não conhecem só para poderem partilhar a localização no LinkedIn, deixamos aqui um pequeno glossário para vos ajudar a navegar este universo.

Queremos só dar um aviso aos leitores mais sensíveis a anglicismos e outras modernices: este mundo do Go Big or Go Home, Entrepreneurship e Culture Fits tem muito que se lhe diga. Infelizmente, tem é pouco para dizer em Português.

Angel Investor

Lembram-se quando alguém no liceu vos dizia “orienta lá só uns trocos, mano”? Pois bem, o angel investor é o miúdo que, muito generosamente, dava 50 escudos ao China ou ao Canina, porque a) os tinha de sobra, b) não esperava obter retorno financeiro e c) sabia que podia levar uma bofetada se não obedecesse ao Canina. A alínea C afasta-nos ligeiramente do tema em questão, mas o angel investor é alguém que empresta capital, geralmente em pequenas doses, para materializar uma ideia. Geralmente esse dinheiro não chega para nada, mas todos lemos aquele artigo do Business Insider sobre o bilionário que começou com a mesma quantia.

Burn Rate

Esta métrica muito útil resume-se a: ao ritmo a que estamos a queimar dinheiro, quanto tempo falta para termos de despedir os 50 estagiários? Neste sentido, a diferença entre uma empresa que se mede pelo lucro que consegue gerar e uma startup é como entrar num Airbus em que o piloto anuncia descolagem em Lisboa e aterragem em Frankfurt ou nos amarramos a um drone e nos avisarem que vamos tentar chegar a Shanghai com meio depósito.

Bootstrap

Nenhum conceito empresarial, por muito antigo que seja, sobrevive à sua imersão no universo empreendedor sem ser transformado em neologismo. Assim, uma bootstrapped company é a dita empresa que reúne apenas capital dos seus fundadores ou que, e agora pasmem-se, é viabilizada financeiramente pela sua facturação. Eu sei. Também achámos incrível quando soubemos desta possibilidade.

Co-Founders

É uma coisa curiosa que se comprova em cartões de visita e perfis do LinkedIn de todos os nossos ilustres empreendedores. Ninguém é co-fundador de nada, mesmo que opere essencialmente no mercado português. Co-quê? Isso é pechisbeque. Co-fundador? Daqui a pouco estamos a dizer que temos uma PME em vez de uma startup. A diferença, amigos, é que uma PME é defendida pelo PCP e uma startup é defendida por quem estiver no Governo nesse momento. Um co-fundador paga salários e voa abaixo do radar. Um co-founder recebe do PT2020 e actualiza demasiadas vezes o LinkedIn. Nisso, como em outras coisas, somos um país de co-founders, financiado todo o ano a assoar-se à gravata por engano.

Design Thinking

É tipo pensar, mas com óculos de massa e muitos post-its colados de forma aparentemente organizada numa parede. A montanha irá parir um rato, mas só depois de termos pago.

O douchebrag - douche + brag, vulgo gabarolas otário - é alguém que deixou de vez a humildade, não sabemos se voluntária ou involuntariamente, para passar a gabar-se de uma forma vagamente imbecil acerca de coisas que não são assim tão interessantes. Estão a ver aquele vosso amigo que elabora uma reflexão no Facebook sobre só poder voltar a falar convosco em Dezembro, depois de todo o networking que fará em Novembro? Esse mesmo. Douchebrag. Há-os em todo o lado, e nenhum ecossistema empreendedor o é verdadeiramente sem eles.

Douchebrag

Talvez alguns leitores já tenham ouvido falar do “humble brag”, outro anglicismo tonto — mas bom — que identifica uma combinação muito especial de humildade e gabarolice. A sua melhor síntese na língua portuguesa é a expressão “eu sou o gajo mais humilde que eu conheço”. A gabarolice humilde, vulgo humble, evoluiu nos últimos anos que nem uma startup em crescimento acelerado para outra nomenclatura que começa a ganhar tracção: senhoras e senhores, o douchebrag. O douchebrag – douche + brag, vulgo gabarolas otário – é alguém que deixou de vez a humildade, não sabemos se voluntária ou involuntariamente, para passar a gabar-se de uma forma vagamente imbecil acerca de coisas que não são assim tão interessantes. Estão a ver aquele vosso amigo que elabora uma reflexão no Facebook sobre só poder voltar a falar convosco em Dezembro, depois de todo o networking que fará em Novembro? Esse mesmo. Douchebrag. Há-os em todo o lado, e nenhum ecossistema empreendedor o é verdadeiramente sem eles.

Elevator Pitch

Um truque inteligente que o primeiro investidor inventou depois de passar uma tarde a ouvir miúdos a encher chouriços com buzzwords. “Ou me descreves a tua ideia em 30 segundos ou eu estou fora.” As ideias não melhoraram, mas a qualidade de vida do dito cujo disparou. Ou melhor: skyrocketed.

Fake it until you break it

É uma variante de os fins justificarem as mentiras que contas pelo meio e é uma das primeiras lições deste mundo. Os resultados partilhados com os investidores e com a imprensa podem ser maquilhados ou até adulterados, quando fores do tamanho do Facebook ninguém quer saber. Na realidade, já vimos algumas empresas (como a americana Theranos ou outras mais nacionais), que insistiram em Fakeit (fingir)até estar tudo broken(partido).

Elizabeth Holmes fundou a Theranos, uma startup que prometia revolucionar o mundo das análises ao sangue. Este ano, o Ministério Público norte-americano acusou-a de 11 crimes de fraude e a empresa foi

Funding

Funding é o dinheiro dos outros, ordenado alfabeticamente. Uma ronda A significa que ainda a procissão vai no adro, mas parece haver ali qualquer coisa capaz de fazer de nós bilionários. Infelizmente para quem investe em quase todas as rondas A, o dinheiro que custa a adquirir um cliente só será recuperado daqui a 10 anos ou quando a polícia nos apanhar. Uma ronda B significa que se cozinhou bem os keynotes desde a ronda A e se está a pôr a cabeça no cepo. Pode ser uma fuga para a frente ou pode simplesmente ser um erro numa fórmula do Excel. Podemos nunca chegar a saber. Se eventualmente chegarmos à ronda C, das duas uma: somos uns neoliberais selvagens com uma ideia genial e capacidade para a levar por diante ou uns aldrabões profissionais. É possível ser-se ambos.

Growth

Se a traduzirmos à letra esta palavra significa crescimento, mas o leitor já terá percebido que nada é exactamente aquilo que parece. Growth é, assim, um determinado tipo de crescimento não precisado a não ser que nos convenha. Imaginem que o leitor tem uma aplicação que em dois dias chegou a 50 mil downloads. Isso é growth, independentemente de ninguém utilizar a aplicação há mais de 3 meses. Se por obra do acaso, da sorte ou de uma combinação de ambos com bots, chegar aos 100 mil utilizadores pouco tempo depois, isso chama-se growth hacking. Ninguém enriquece por isso, mas já dá para aparecer no Dinheiro Vivo e dar uns workshops à NOVA.

Uma startup de 5 pessoas a operar de uma garagem tem uma média de 6 Heads of qualquer coisa. Deve haver um gerador de títulos deste género, deixem-nos só ir confirmar … não, ainda não há. Aos leitores mais empreendedores, esta pode ser a vossa oportunidade de brilhar.

Head Of

Este título orçamental é um bibelô de LinkedIn. Uma startup de 5 pessoas a operar de uma garagem tem uma média de 6 Heads of qualquer coisa. Deve haver um gerador de títulos deste género, deixem-nos só ir confirmar … não, ainda não há. Aos leitores mais empreendedores, esta pode ser a vossa oportunidade de brilhar.

Human Capital

Forma ridiculamente pomposa de nos referirmos a pessoas. O objectivo da expressão é, aparentemente, consagrar os seres humanos como activos financeiros ou um produto de investimento e, simultaneamente, permitir aos infelizes que trabalham em recursos humanos actualizar o seu título profissional no LinkedIn para uma coisa mais sonante, mesmo que no final de contas todos nos perguntem onde nos vemos daqui a 5 anos e mandem demasiadas postas de auto-ajuda que parecem esconder os seus próprios falhanços. Humanos como somos, perdoaremos tudo, desde que os funcionários do capital humano processem os salários a tempo e horas e não nos tentem convencer de que trabalhamos numa empresa espectacular porque há sessões de mindfulness às terças.

IPO

Significa Initial Public Offering e, trocado por miúdos, é o el dorado do empreendedor, quando este vê a sua empresa ser cotada em bolsa. Do Zé da esquina ao Zé Neves da Farfetch, todos sonhamos com um IPO. Poderia pensar-se: ok, é olhar para os resultados financeiros de uma startup para perceber se esta reúne condições para um IPO. Calma. Isso seria subestimar o optimismo da espécie humana ou a sua esperteza no que toca a viver com o dinheiro dos outros. Para fazer dinheiro, é preciso mesmo muito dinheiro. Isso e não fazer demasiadas perguntas. Damos todos um salto de fé e o mercado encarregar-se-á de decretar a sentença, excepto quando isso não acontece e os ateus dão por si a rezar. Visto à distância parece o Euromilhões, mas dá uma trabalheira dos diabos e, se quisermos ser francos connosco mesmos, quase nenhum de nós tem o capital, a inteligência ou a resiliência necessárias para lá chegar.

José Neves, fundador e presidente da Farfetch, o unicórnio (empresa que vale mais de mil milhões de dólares) de origem portuguesa que fez um IPO em setembro de 2018

Impact Entrepreneurs

Todos os meios sociais caminham inexoravelmente para a sua estratificação em classes. Um impact entrepreneur é um empreendedor absolutamente convicto de que é superior aos restantes. Ninguém lhe disse isto. Foi ele que chegou a essa conclusão. Preparem-se. Vai tentar convencer-vos disso.

Jargon

Em caso de dúvida, consultar as entradas A-I e K-Z deste glossário. Jargon é jargão. É uma espécie de corrente mística que liga os empreendedores entre si e lhes permite viver numa bolha em que as palavras utilizadas para construir frases parecem ser mais do que uma série de abstrações incongruentes. Exemplo: agora que já percebemos que as tecnologias de realidade virtual não vão chegar a lado nenhum, alguém vai aparecer no Parque das Nações com uma nova palavra para dizer a mesma coisa. Quando dermos por isso, lá para 2022, vamos perceber que alguém rodou um QR code para parecer um losango em vez de um quadrado. Jargão é por isso, em bom inglês, bullshit. A glorificação das balelas. É vida. Em português seria merda de boi, mas este país não está preparado para chamar os bois pelos nomes.

Quando dermos por isso, lá para 2022, vamos perceber que alguém rodou um QR code para parecer um losango em vez de um quadrado. Jargão é por isso, em bom inglês, bullshit. A glorificação das balelas. É vida. Em português seria merda de boi, mas este país não está preparado para chamar os bois pelos nomes.

KPIs

Uma métrica valiosa, os Key Performance Indicators podiam permitir-nos medir quão saudável está a nossa startup. Podiam, mas nada neste mundo é tão simples quanto parece: porque como cada startup define os próprios KPIs, e tanto investidores como colaboradores dão menos dores de cabeça se acharem que está tudo a correr bem, os KPIs de qualquer startup tendem a ser os parâmetros em que a empresa fica mais bem pintada. É um bocado como irmos ao médico e podermos escolher que não é termos a billirubina alta que define se nos devíamos preocupar com a dor no fígado que já perdura há duas semanas, é se ainda conseguimos beber dois bagaços antes do pequeno almoço sem vomitar.

LTF

Esta não é acrónimo nenhum, mas uma pessoa fica confusa depois de tanta areia atirada para os próprios ídolos. Learning to fail, ou aprender a falhar, soa a título de uma canção dos Nickelback, mas é pior. É um mantra repetido vezes sem conta, mote de conferências, workshops, festivais e até alguns livros de auto-ajuda camuflados. Mas se enquanto estão a ter sucesso, todos repetem a jornalistas e seguidores que o falhanço não deve ser tabu, que alimenta a alma e é um passo necessário para o sucesso profissional do empreendedor (um pouco como aquela cena de montagens quase a chegar ao final de qualquer Karate Kid), depois quando tropeçam esquecem-se disto tudo muito rapidamente. É um caso claro de “olha para o que eu digo, não olhes para o quanto eu falho.”

Makers

Santa paciência. Um maker é, como já terão percebido, um fazedor. É uma espécie de crítica implícita ao pensador, essa anémona que se limita a produzir observações ponderadas sem as quais o fazedor seria ninguém. Fica um segredo deste mundo: na verdade o mundo não é dos pensadores nem dos fazedores, mas do que dizem que fazem.

MVP

Visto no contexto do empreendedorismo, este acrónimo significa “minimum viable product” AKA (Also Known As = também conhecido por) produto mínimo viável AKA temos um produto mais ou menos bom para começar a fazer umas coisas AKA bora-lá-que-assim-já-dá-para-pôr-o-site-no-ar e mandar o press release para o Dinheiro Vivo.

Personal Branding

Princípio extraordinariamente simplista segundo o qual somos todos uma marca. No fundo, somos todos uma startup com um colaborador: cada um de nós. Confuso? Nós também. Primeiro porque não saberemos como reagir quando a nossa startup de um colaborador for inevitavelmente obrigada a fazer um downsizing. Depois, repare-se na infelicidade do paralelismo: num mundo em que quase todas as marcas cheiram a mofo e quase nenhuma tem algo de interessante para nos dizer, eis senão quando alguém se lembrou de nos tornar a todos marcas. Depressa dirão para vivermos a nossa melhor vida e dançarmos como se ninguém estivesse a ver. Problema: estamos todos a ver e é uma figura vagamente triste.

Num mundo em que quase todas as marcas cheiram a mofo e quase nenhuma tem algo de interessante para nos dizer, eis senão quando alguém se lembrou de nos tornar a todos marcas. Depressa dirão para vivermos a nossa melhor vida e dançarmos como se ninguém estivesse a ver. Problema: estamos todos a ver e é uma figura vagamente triste.

Pivoting

Imaginem que o Infante D. Henrique era subitamente questionado pelo rei quanto ao retorno das suas tropelias pelo mar fora e decidia transformar as embarcações num parque de trampolins ou num daqueles autocarros Hippo, tudo isto na esperança de vir a tornar a sua empresa financeiramente rentável. A isso se chama pivoting. Não podia ser simplesmente uma mudança do modelo de negócio, porque isso implicaria a dupla humilhação de admitir um falhanço a quem nos emprestou o dinheiro e, muito pior, ter de explicar a ocorrência em português. Empreendedor não muda de direcção nem de ideias. Faz um pivoting.

Q (Quarter)

Esta é das mais desnecessárias. Já alguma vez ouviram falar em T1, T2, T3 ou T4? Provavelmente não, porque isso implicaria chamar a um período de 3 meses aquilo que é: um trimestre. Bem vindo ao mundo dos quarters, importado via multinacionais de primeira apanha, e entretanto distribuído que nem brindes pelo tecido empreendedor nacional. Diz-se como se soletra: em inglês, é qiu e não Quê, a pergunta que todos gostaríamos de fazer.

ROI

O Return of Investment, ou quanto dinheiro é que uma determinada ação poderá trazer versus quanto custou, é uma obsessão que vai e vem nos departamentos de marketing das startups maiores. Normalmente vai e desaparece quando entra uma nova ronda, e depois vem e volta com uma precisão assustadora quando o dinheiro começa a escassear outra vez. Tende a culminar em momentos ironicamente bonitos, em que uma startup que está há doze meses a queimar dinheiro em aulas de yoga, Whiskey Wednesdays e breakfasts with the CEO de repente dá por si a exigir que cada post no Instagram tenha um impacto positivo no bottomline. É como estar a bordo do Titanic, à procura de rolhas de champanhe pelo chão do salão de jantar com que ir tapar o buraco que o Iceberg deixou.

Mark Zuckerberg fundou a maior rede social do mundo aos 20 anos. Hoje, o Facebook tem mais de 2,5 mil milhões de utilizadores

Working With a Purpose

Maslow defende que uma pessoa para se sentir feliz precisa de cumprir uma sequência de critérios em cadeia (os básicos que asseguram a vida, segurança, estar enquadrado, ser apreciado, sentir-se realizado). Mas o Maslow morreu década e meia antes do Zuckerberg nascer, e as pirâmides já não estão na moda. Um Co-founder quer-se rodear de makers que só precisem de Lattes e Wi-Fi para trabalhar. Gente que não precisa ou não pede os básicos porque quer mesmo trabalhar este projeto. Não é o Game of Thrones, mas podia ser: o que se quer é gente disposta a provar que sacrifica tudo sem ganhar nada de volta. Estão a trabalhar sem receber? Há quatro noites que não dormem e estão a trocar mensagens no Slack com o patrão às 4h30 da manhã? Pode parecer loucura, mas em inglês é profundo e chama-se working with a purpose. Não julguem antes de experimentar, se faz favor, conhecemos pessoas que escrevem pequenos artigos nas legendas do Instagram que dizem que descobrir isto mudou a vida delas.

Y

Letra do alfabeto que os designers, em conjunto com aqueles insuportáveis pensadores de PowerPoint sentados ao seu lado, teimam em soletrar por forma a transformar um nada num why, num porquê. É também a primeira letra do mais conhecido programa de aceleração de startups do mundo – YCombinator – onde 1 em cada 5 fundadoras, de um total de 88 respondentes, afirma ter sido alvo de assédio sexual. Em Portugal o problema não se manifesta com a mesma gravidade porque não existem grandes programas de aceleração de startups. Talvez seja melhor assim.

Z

A Gen Z é considerada com alguma condescendência como uma geração de idiotas, pelos mesmos empreendedores presentes na Web Summit que lhes pretendem impingir novas modas. Se calhar leram demasiados manifestos de demasiadas startups, mas consideram-se capazes de mudar o mundo com um filtro de Snapchat. Graças ao seu famoso défice de atenção, desconfio que não vão chegar a este ponto do artigo para se poderem sentir insultados. Porque se não, eu que já estou a ver que vou ter de fechar o meu Linkedin à custa deste artigo, ia claramente ter de abandonar também o Twitter.

*Francisco Peres escreve artigos a fazer pouco de anglicismos mas tem como títulos profissionais as palavras freelancer, copywriter e content strategist. Até à data de publicação deste artigo trabalhava com várias startups, mas suspeita que isso está prestes a mudar.

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