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Os resultados das eleições legislativas do passado domingo, 6 de outubro, trouxeram poucas surpresas a quem tem estado atento às sondagens divulgadas pela comunicação social. Confirmaram-se a incapacidade do PS em obter a desejada maioria absoluta, um resultado magro para o PSD, a diminuição do apelo eleitoral de CDS-PP e CDU, uma relativa estabilidade do BE, o crescimento do PAN e a abertura do parlamento a novas forças partidárias (de esquerda e de direita). De facto, as incertezas que dominaram a noite eleitoral eram sobretudo relativas à magnitude de alguns destes padrões: quão distantes ficariam os socialistas da maioria absoluta e quão pesada seria a derrota dos sociais-democratas? Quantos deputados perderiam a CDU e, acima de tudo, um CDS-PP assombrado pelas memórias do período “partido do táxi” (1987-1995)? Quanto seria capaz de crescer o PAN? E, de entre a panóplia de novos e/ou pequenos que se apresentaram às eleições, quais conseguiriam de facto eleger deputados?

Apesar de os resultados dos círculos eleitorais fora do território nacional, em que estão em jogo quatro assentos parlamentares, ainda estarem por apurar, de uma forma geral as perguntas acima estão respondidas. Até porque, independentemente do contexto político doméstico, na maioria das legislativas passadas – com a notável exceção de 1999 – os residentes no estrangeiro elegeram um deputado socialista e três deputados de partidos de direita – PSD, ou PSD e CDS-PP, sozinhos ou coligados.

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