Entrevista originalmente publicada em 2018 e atualizada agora com a sua nomeação para ministra da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior

“Elvira Fortunato é feita de um material tão espetacular que desafia toda a ciência.” A frase é uma de muitas escritas, em tom de congratulação, num poster pendurado no gabinete da professora catedrática da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade Nova. Tem a data de 2017, mas os parabéns continuaram a ser atuais se tivessem a data de 2018, ano tem sido pródigo em boas notícias quer para a cientista, quer para a universidade onde está sediado o seu laboratório de investigação.

No final de maio, o então comissário europeu Carlos Moedas, agora presidente da Câmara de Lisboa, convidou a vice-reitora da Universidade Nova a prolongar o seu mandato no grupo restrito de sete conselheiros científicos da Comissão Europeia, onde Elvira Fortunato era a única portuguesa. Um mês antes, em abril, a cientista que há três anos consecutivos foi eleita como uma das mulheres mais influentes em Portugal, recebeu uma bolsa de 3,5 milhões de euros do Conselho Europeu de Investigação, um valor recorde para Portugal, que lhe lançava mais um desafio: encontrar solução para travar a presença dos microplásticos nos oceanos, um dos maiores problemas ambientais da atualidade. A resposta passa por reduzir o uso do plástico e encontrar materiais alternativos.

As boas notícias continuaram e em 2020 recebeu o Prémio Pessoa. Agora, em 2022, chega ao Governo, como ministra da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior. Motivo pelo qual recuperamos esta entrevista de 2018 à especialista, pioneira mundial na electrónica de papel, nomeadamente em transístores, memórias, baterias, ecrãs, antenas e células solares.

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