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KRAIPIT PHANVUT/AFP/Getty Images

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Foi há 20 anos. Afinal, o que falta saber sobre Diana, a princesa do povo?

Três novos documentários revêem a vida íntima e familiar de Diana, um lado da história narrado pela própria princesa e pelos dois filhos. Esta é a versão dela. Mete bulimia, depressão e amantes.

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“Nunca devia ter brincado com o fogo, mas brinquei e queimei-me a sério.” Diana está sentada num sofá, a responder a uma série de perguntas sobre a vida pessoal. Diante dela está uma câmara. O cabelo curto deixa a descoberto os grandes olhos azuis que, volta e meia, ficam tristes e colados ao chão. Nas gravações, que não eram supostas vir a público, a Princesa de Gales conta na primeira pessoa como se tentou matar quatro vezes, como a bulimia se descontrolou e a família real a abandonou num casamento sem amor.

Vinte anos após a morte da princesa que o povo reclamou como sua, ainda há muito a dizer sobre Diana. Três documentários inéditos, feitos com base em diferentes gravações da princesa a falar, ajudam, agora, a mostrar a sua história, contada pela própria.

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13 encontros e um casamento

Diana cresceu a acreditar que um pedido de casamento era sinónimo de amor, apesar de ter tido uma infância infeliz marcada pelo casamento — também ele infeliz — dos pais. “Lembro-me do meu pai bater na cara da minha mãe e de eu estar atrás de uma porta. Ela estava a chorar”, conta a princesa no documentário “Princesa Diana: Na primeira pessoa”, que passou este domingo em simultâneo nos canais Fox Life e National Geographic. O trabalho baseia-se num conjunto de entrevistas feitas em segredo a Diana em 1991, no Palácio de Kensington, a propósito da biografia do jornalista Andrew Morton.

Em pequena, a mulher que viria a ser princesa já se considerava diferente e, de alguma forma, destinada a algo grandioso. Enquanto as amigas adolescentes namoravam, ela resguardava-se da atenção masculina como se estivesse à espera de algo mais. Para sua surpresa, o caminho cruzar-se-ia com um dos herdeiros mais cobiçados no mundo.

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"E a seguir, ele [o príncipe Carlos] praticamente saltou para cima de mim. Foi muito estranho, porque foi quase como se... Não foi como um íman. Pensei: 'Isto não é muito fixe'. Pensei que os homens não deviam ser tão óbvios. Mas não tinha termo de comparação, porque nunca tinha tido um namorado. Sempre os mantive afastados. Pensava que só me trariam sarilhos."
Princesa Diana

“Lembro-me de ser uma rapariga gorducha, sem maquilhagem, mas fazia muito barulho e ele gostava disso”, recorda. Em novembro de 1977, Carlos marcou presença na residência dos Spencer e, apesar de a irmã de Diana, Sarah Spencer, ter ficado muito entusiasmada e apegada à figura de Carlos, a princesa do povo recorda um momento de exclusividade entre os dois: “Ele pediu-me para lhe mostrar o corredor. Para uma miúda de 16 anos, alguém assim dar-me atenção foi… Fiquei surpreendida”.

Voltaram a estar juntos em julho de 1980, quando Diana foi convidada para passar uns tempos na casa de uma família inglesa. Aí, logo na primeira noite, o jovem casal sentou-se no alto de um fardo de palha para uma conversa íntima, sem terceiros. Sem pudor, Diana confessou-lhe como sentiu pena dele aquando do funeral do seu tio-avô, o Lord Mountbatten. “Tive tanta pena de ti. Achei mal, estavas sozinho. Devias estar com alguém que cuidasse de ti.” As palavras sinceras provacaram uma reação diferente em Carlos que, do nada, “saltou para cima” de Diana. “Foi muito estranho, porque foi quase como se… Não foi como um íman. Pensei: ‘Isto não é muito fixe’. Pensei que os homens não deviam ser tão óbvios. Mas não tinha termo de comparação, porque nunca tinha tido um namorado. Sempre os mantive afastados. Pensava que só me trariam sarilhos.”

As coisas partiram daí, com Carlos a ligar-lhe, volta e meia, para irem dar um passeio. Diana aceitava de todas as vezes, deliciada com a corte que o príncipe lhe fazia. Tiveram apenas 13 encontros antes de se casarem. “Ele ligava-me todos os dias durante uma semana e, depois, não falava comigo durante três semanas. E a emoção com que me ligava era algo imenso e intenso.” Intensidade é, talvez, a palavra certa, uma vez que Diana chega a confessar que no início da relação Carlos estava “sempre em cima” como “uma má comichão”.

Foi nesta fase que a imprensa começou a perseguir a jovem educadora de infância, com as perguntas de um possível noivado a tornarem-se cada vez mais recorrentes. Diana, na expetável imaturidade dos 19 anos, respondia com um sorriso tímido e cabeça baixa. A tão ansiada pergunta — que já gerara muita especulação nos jornais britânicos — haveria de chegar.

"Na minha imaturidade, que era enorme, eu achava que ele estava apaixonado por mim."
Princesa Diana

“Aceitas casar comigo?”, perguntou-lhe Carlos em fevereiro de 1981, em Windsor. Dias antes, o herdeiro ao trono ligara-lhe da Suíça para revelar que, da próxima vez que estivessem frente-a-frente, ele teria uma pergunta para lhe fazer. Diana passou essa noite em branco, rodeada de amigas e com uma questão a assombrar-lhe os pensamentos: “O que é que eu faço agora?”. No dia seguinte, a quando da pergunta de Carlos, fugiu-lhe dos lábios um intenso “Amo-te tanto, amo-te tanto!”. À resposta entusiasmada da jovem de 19 anos, o príncipe atirou um “O que quer que o amor signifique”, uma declaração que voltaria a repetir numa entrevista e que, por isso, ficaria famosa. “Na minha imaturidade, que era enorme, achava que ele estava apaixonado por mim.”

Da noite para o dia, Diana tornou-se numa das personagens mais famosas da história do Reino Unido. “Sempre gostei de história, mas nunca pensei que ia fazer parte dela.”

https://twitter.com/MiddletonWatch/status/876530239332954113

"Fiquei de rastos. Ele ignorou-me. Parecia que tinha decidido que não ia resultar e pronto. Ele tinha encontrado uma virgem, o bode expiatório." 
Princesa Diana

Bulimia e um amor desleal

“Uma vez ouvi-o ao telefone a dizer: ‘Hei de amar-te para sempre'”. A bulimia foi, na versão de Diana, consequência do stress que sentiu estando noiva de Carlos, ao mesmo tempo que descobria que o marido tinha um caso amoroso com Camilla Parker Bowles, atual Duquesa da Cornualha. Em 1995, Diana haveria de dizer, numa polémica entrevista à BBC, que eram “três” pessoas na relação — “Éramos três no casamento, por isso, acho que era uma multidão”.

Aeroporto de Heathrow, 29 de março de 1981. Diana despede-se de Carlos em lágrimas e, para a posteridade, fica uma fotografia da princesa a chorar, vestida de casaco vermelho. Mas a aparente tristeza nada tem que ver com a partida de Carlos. “Não foi por causa de ele se ir embora. Tinha acontecido uma coisa horrível antes. Estava no escritório dele, a falar sobre a viagem. O telefone tocou e era a Camilla. Mesmo antes de ele ir viajar durante cinco semanas. E pensei: ‘Porto-me bem ou fico aqui sentada?’ E decidi portar-me bem e deixei-o a falar com ela. Aquilo deixou-me destroçada.”

Diana confessa-se muito imatura, no auge dos seus 19-20 anos, e revela que alguém no seu gabinete, meses antes do casamento, lhe contou que o marido mandara fazer uma pulseira para Camilla. “Fiquei de rastos. Ele ignorou-me. Parecia que tinha decidido que não ia resultar e pronto. Ele tinha encontrado uma virgem, o bode expiatório. De certa forma, estava obcecado por mim, mas era de extremos. Nunca se sabia como estaria.” A então futura princesa chegou a comentar com as irmãs que talvez não fosse boa ideia ir em frente com o casamento. Um desabafo feito em tom de desespero que mereceu a seguinte resposta: “Azar, Duquesa, a tua cara está nos panos da louça, já não podes voltar atrás”.

A jovem mulher não voltou atrás e, nos anos seguintes, fez de tudo para evitar manchar o nome Spencer. Afinal, era uma grande honra ter uma futura rainha na família. Mas a pressão apoderou-se dela e começou a ganhar formas físicas. “Tive um episódio grave de bulimia na véspera do casamento. Comi tudo o que encontrei. Fartei-me de vomitar naquela noite.” No dia do casamento, ao acordar, Diana sentia uma calma tremenda, quase assustadora. Sentia-se também como o “cordeiro” prestes a ser recebido no “matadouro”. “Acho que foi o pior dia da minha vida.”

A bulimia, que começou na semana em que foi pedida em casamento, foi deixando-a cada vez mais magra. “Lembro-me da primeira vez que provoquei o vómito. Fiquei tão entusiasmada porque pensei que isto era uma forma de libertar tensão. (…) A primeira vez que me mediram para o vestido de casamento, eu tinha 73 centímetros de cintura. No dia em que me casei, tinha 60 centímetros. Parecia que tinha desaparecido.”A certa altura, conta a princesa, Carlos colocou a mão sobre a sua cintura e disse “Oh, estamos gordinhos aqui, não estamos? Isso despertou alguma coisa em mim”.

https://twitter.com/jytaqybowo/status/894664105830862850

Os vómitos começaram a ser cada vez mais frequentes e a magreza cada vez mais evidente. Diana já não conseguia dormir ou comer. Foi vista por diversos psicólogos e psiquiatras que insistiram em medicar-lhe com elevadas doses de Valium.”Toda a gente na família sabia da bulimia e todos culpavam a bulimia pelo casamento falhado”, diz. “Podia ter escolhido o álcool, que teria sido mais evidente. Podia ter ficado anorética, o que era ainda mais evidente. Decidi ser mais discreta. Em última análise não o fui, mas optei por me magoar em vez de magoar-vos a todos.” As declarações ajudam a compreender como ela se sentia “rejeitada”, convicta de que não era “boa suficiente” para a família real britânica.

"Fui para casa e tive uma depressão pós-parto grave. E não foi tanto por causa do bebé. O bebé trouxe ao de cima tudo o que eu tinha na cabeça."
Princesa Diana

A depressão pós-parto e o distanciamento da família real

Foi uma gravidez difícil, a de Diana. Ao contrário de todas as mulheres da família real britânica, ela estava constantemente a vomitar por causa da bulimia e sofria horrores com os enjoos matinais.

No dia em que o primeiro bebé finalmente nasceu, ainda sem nome definido, o Reino Unido acordou eufórico. Uma multidão reuniu-se junto aos portões do Palácio de Buckingham a entoar “É um rapaz, é um rapaz!”. Mas enquanto os britânicos rejubilavam com o nascimento de um herdeiro ao trono, Diana sofria em silêncio. “Fui para casa e tive uma depressão pós-parto grave. E não foi tanto por causa do bebé. O bebé trouxe ao de cima tudo o que tinha na cabeça.” Boy, was I troubled, diz ela em inglês, num desabafo marcante.

William nasceu a 21 de junho de 1982. A 4 de agosto, numa sessão fotográfica com a família, Diana sentiu-se mais uma vez posta de parte. Diz ela que foi tudo decidido à sua revelia. “Daí as fotos horríveis de alguém que estava tão… Mais a bulimia. Estava tudo descontrolado. Fui completamente ignorada. Ninguém perguntou a que horas seria melhor para o William. Tiraram um sem-fim de fotografias com a Rainha e a Rainha-Mãe, o Carlos e o William. Fui completamente posta de parte naquele dia.”

Nos documentários, Diana confessa ter-se tentando matar pelo menos quatro vezes. Uma delas quando estava grávida de William. Certo dia, os jornais davam conta que a princesa havia caído das escadas abaixo, num susto sem precedentes. Mas a protagonista da notícia conta uma história bem diferente, que dá conta do seu desespero e solidão. “Atirei-me escadas abaixo. O Carlos disse que eu me queixava por nada. Fartei-me de chorar. Ele disse: ‘Não quero ouvir. Estás sempre a fazer-me isto. Vou andar de cavalo.’ E atirei-me escadas abaixo. Tendo presente que estava grávida. Magoei-me bastante na barriga. A rainha apareceu, completamente estarrecida. Tremia, de tão assustada que estava. O Carlos saiu, foi andar de cavalo. E, quando voltou, ignorou.”

A este relato somam-se outros, como daquela vez que a princesa se cortou com a navalha do marido no peito e nas costas. A intenção não era magoar-se ou mutilar o próprio corpo, antes chamar a atenção de quem passava a vida matrimonial a ignorá-la.

Na imprensa internacional circula também a história de que a Princesa de Gales ainda tentou pedir ajuda à top lady. Mas perante um desabafo arriscado, a Rainha de Inglaterra terá dito apenas “Não há esperança para o Carlos”. E para Diana, havia?

"Atirei-me escadas abaixo. Tendo presente que estava grávida. Magoei-me bastante na barriga. A rainha apareceu, completamente estarrecida. Tremia, de tão assustada que estava. O Carlos saiu, foi andar de cavalo. E, quando voltou, ignorou."
Princesa Diana

O confronto com a amante

Num segundo documentário com o mesmo nome que o anterior — emitido este domingo no Channel 4 –, a princesa confessa que o marido a procurava sexualmente apenas de três em três semanas, uma linha temporal que estaria diretamente relacionada com os encontros de Carlos com Camilla. A vida sexual, ainda que “estranha, muito estranha”, desapareceu depois de Harry nascer, em 1984, confessa na polémica longa-metragem que resulta de gravações da princesa feitas pelo professor de voz em 1992 e 1993. Não obstante, foi imediatamente antes do nascimento do segundo filho que Diana diz ter vivido semanas de uma intensa paixão com o marido. Foi sol de pouca dura.

No meio das tentativas de tirar a própria vida e de ataques de choro, Diana sente uma ténue recuperação da autoestima quando se cruza com um psicólogo que, no fim da consulta, dá-lhe a entender que, talvez o problema não seja ela. Depois, vive aquele que diz ter sido um “dos momentos de maior coragem” em dez anos de vida em comum com Carlos, quando optou por ir à festa de aniversário da irmã de Camilla. “Decidi que ia deixar de cumprimentar a Camilla com um beijo, ia passar a apertar-lhe a mão. Foi o meu grande passo.”

No caminho para a zona de Ham Common, onde seria a festa, Carlos provocou-a. “Porque é que vieste hoje?”, perguntou-lhe mais do que uma vez. A mulher não mordeu o isco. Nervosa, entrou em casa e estendeu, pela primeira vez na vida, a mão a Camilla. Visto de fora, o derradeiro momento ainda estava por chegar. “Estávamos todos lá em cima, a conversar e de repente percebi que a Camilla e o Carlos não estavam ali. Isso incomodou-me. Levantei-me para ir lá abaixo à procura dele. Sabia o que ia encontrar. Tentaram impedir-me de descer. Desço as escadas e vejo um trio muito feliz, à conversa. A Camilla, o Carlos e outro homem que eu não conhecia, a falarem. E pensei ‘Este é o meu momento’. Juntei-me à conversa como se fossemos muito amigos”.

"Tens tudo o que sempre quiseste. Todos os homens do mundo se apaixonam por ti. Tens dois filhos lindos. O que mais podes querer?", questiona Camilla. "Quero o meu marido", responde Diana, a Princesa de Gales.

É nesse momento que Diana chama Camilla para uma conversa à parte, ignorando o frenesim que cria entre os convidados e assumindo controlo da situação. “Tinha imenso medo dela. Disse-lhe que sabia o que se estava a passar. Ela disse: ‘Não sei do que estás a falar’. Respondi: ‘Sei o que se passa entre ti e o Carlos. Só quero que saibas isso'”. “Tens tudo o que sempre quiseste. Todos os homens do mundo se apaixonam por ti. Tens dois filhos lindos. O que mais podes querer?”, questiona Camilla. “Quero o meu marido”, responde Diana.

O guarda-costas, a alegada paixão de Diana

“Aos 24 anos apaixonei-me perdidamente por alguém que fazia parte disto tudo. Isso foi descoberto e ele foi afastado e, mais tarde, morto”, diz Diana sobre um homem que a imprensa britânica acredita tratar-se de Barry Mannakee, um guarda-costas real. Apaixonada como estava, facilmente deixaria a vida que tinha para trás, uma ideia partilhada também pelo próprio guarda-costas que, após ter sido dispensado, morreu pouco tempo depois num acidente de mota. Pelas declarações, Diana parecia convicta de que Mannakee foi assassinado. “Foi o grande amor da minha vida e isso matou-me. Não é fácil falar sobre isto… Ficaria feliz por deixar tudo… e ir viver com ele.”

"Estou constantemente a falar da avó Diana. Quando deito o George e a Charlotte, falo dela e tento lembrar-lhes que há... houve duas avós na vida deles. É importante que eles saibam quem ela era e que ela existiu."
Príncipe William

O último telefonema entre mãe e filhos

Além dos dois documentários onde Diana fala na primeira pessoa — e que, talvez por isso, têm o mesmo nome, em inglês “Diana: in her own words” –, há um outro que vai ser transmitido esta quinta-feira, dia 10 de agosto, na SIC. O filme de cárater informativo não tem quaisquer precedentes, uma vez que é composto por entrevistas aos príncipes William e Harry. Com a câmara ligada, falam abertamente sobre a vida em comum com a mãe, uma visão pessoal sobre a sua pessoa e o legado monárquico e humanitário que deixou.

https://www.youtube.com/watch?v=ZXz9NBbgSm4

No documentário, William, que à data do falecimento da mãe tinha apenas 15 anos, recorda que se apressou a terminar a última conversa telefónica com a mãe. Ele estava de férias no Castelo de Balmoral, uma das residências da família, e queria ir brincar. “O Harry e eu só nos queríamos despedir. Se eu soubesse o que iria acontecer, não teria sido tão blasé. Aquele telefonema ainda está bem gravado na minha memória.”

Também o irmão, Harry, se recorda da última vez que falou com a mãe. “Ela ligou de Paris. Não me lembro propriamente do que eu disse, mas aquilo de que me lembro e do que me vou arrepender, provavelmente para o resto da vida, foi do quão curta foi a chamada”, afirma o príncipe, que assegura existir “muita mágoa que ainda precisa de ser libertada”.

A mãe que deixa saudades é também a avó que os netos nunca conheceram, pelo menos pessoalmente. Talvez por isso, William faz questão de explicar aos dois filhos — George e Charlotte, de quatro e dois anos — quem era a avó de cabelos dourados e com uns grandes olhos azuis. “Estou constantemente a falar da avó Diana. Temos fotografias dela pela casa. Quando deito o George e a Charlotte, falo dela e tento lembrar-lhes que há… houve duas avós na vida deles. É importante que eles saibam quem ela era e que ela existiu”, garante o príncipe.

Os dois filhos de Diana descrevem-na como “a melhor mãe de sempre”, uma “verdadeira criança” que trazia “uma lufada de ar fresco a tudo o que fazia”. Ainda em vida, Diana parece concordar com a descrição póstuma dos filhos. “Eu era rebelde”, disse em tempos a princesa do povo. “Era sempre o oposto de todos. Só queria estar com pessoas e divertir-me.”

Diana, a Princesa de Gales, morreu a 31 de agosto de 1997, em Paris.

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