O Global Tech Innovator (GTI), iniciativa internacional da KPMG, está de regresso para identificar e apoiar startups com potencial para transformar o futuro através da inovação e da tecnologia. O programa, que reúne candidaturas de vários países, funciona como uma plataforma de aceleração e visibilidade para empresas emergentes, ligando-as a investidores, líderes de indústria e oportunidades de crescimento à escala global.
Em Portugal, as candidaturas decorrem até 3 de julho e a startup vencedora representará o país na final internacional, que acontece durante o Web Summit. O Observador esteve à conversa com Vasco Mendes, Partner de Advisory da KPMG Portugal para perceber como funciona esta iniciativa e as oportunidades que pode trazer às startups nacionais.
O que é o Global Tech Innovator?
O Global Tech Innovator é uma iniciativa da KPMG Internacional que tem como objetivo dar a conhecer e premiar as startups que vão redefinir o futuro. Criado em 2020, o projeto – que conta com a participação ativa das delegações da KPMG por todo o mundo, incluindo a KPMG Portugal -, “tem sido a plataforma de lançamento internacional de startups que, hoje, estão a redefinir os setores em que atuam. Mais do que um prémio, o GTI proporciona uma porta aperta para investidores, líderes de indústria e media”, conta Vasco Mendes.
Para se candidatem, as startups têm de cumprir alguns critérios, como esclarece o Partner de Advisory da KPMG Portugal:
- Estar legalmente registadas no país;
- Ter até sete anos de operação;
- Ter receitas entre um e 15 milhões de euros, ou, no mínimo, 500 mil euros de capital levantado, ou crescimento consistente com pipeline comercial qualificado;
- Não pode haver controlo maioritário de um grande grupo corporativo.
As startups candidatas têm de ser pure tech?
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Não é necessário. Além das startups de tecnologia pura, são aceites candidaturas de negócios tech-enabled, tech-driven ou tech-led, desde que a tecnologia seja um fator diferenciador.
Pure tech: o produto é a tecnologia e a proposta de valor assenta no IP e na inovação tecnológica.
Tech-enabled: a tecnologia apoia o produto, serviço ou processo, mas não é o centro. Por exemplo, um serviço de consultoria que usa ferramentas digitais para ser mais eficiente.
Tech-driven: a tecnologia impulsiona a oferta ou o modelo de negócio. Por exemplo, ferramentas de verificação digital.
Tech-led: a tecnologia é o ponto de partida estratégico. Decide o rumo do negócio e define o que é possível criar. Por exemplo, plataformas de realidade aumentada.
Os quatro passos para ser a próxima startup vencedora
Todas as empresas que se queiram candidatar ao Global Tech Innovator devem começar por preencher o formulário de candidatura, “onde são pedidos detalhes sobre a tecnologia, o modelo de negócio e a visão de crescimento”, refere Vasco Mendes. Este processo, que arrancou no final de abril, decorre até 3 de julho.
Depois, as candidaturas são analisadas por um painel de especialistas KPMG e é selecionado um grupo para a final nacional, que irá apresentar o seu pitch nos escritórios da KPMG em setembro. A startup que vencer esta final nacional, irá representar o país na final global, no Web Summit.
Quanto àquilo que é avaliado, Vasco Mendes diz que a inovação tecnológica é fundamental, mas sozinha não é suficiente. “O júri valoriza especialmente o potencial do modelo de negócio, a clareza da visão estratégica, a capacidade de executar, crescer e competir internacionalmente, e o facto de a tecnologia ser aplicada a problemas relevantes, com impacto mensurável”.
Em resumo…
- Candidaturas: até 3 de julho;
- Avaliação pelo júri;
- Final nacional: setembro;
- Final global: novembro.
Vantagens e benefícios imperdíveis
O Global Tech Innovator é uma rampa de lançamento para as startups que querem dar o próximo passo.
“Este programa é particularmente relevante para startups em fase inicial, quando a visibilidade, a credibilidade e a aceleração são determinantes para dar o salto para o próximo nível. Em Portugal, a startup vencedora beneficia de 12 meses de consultoria gratuita com especialistas da KPMG e representa o país num palco global, competindo com algumas das tech startups mais promissoras do mundo. Ao longo do processo, as startups têm ainda contacto direto com líderes de indústria e profissionais com forte experiência no ecossistema empreendedor, capazes de avaliar um pitch com rigor, identificar pontos críticos de melhoria e reforçar aspetos que podem ser decisivos para atrair os investidores e clientes certos”, explica o Partner de Advisory da KPMG Portugal.
“Mais do que exposição, esta competição cria uma oportunidade concreta de crescimento e pode ser um verdadeiro ponto de viragem para as startups.” – Vasco Mendes, Partner de Advisory da KPMG Portugal
Mas não é só o vencedor que beneficia de todas as vantagens que a KPMG tem para oferecer. “A vencedora nacional terá acompanhamento da KPMG durante um ano, com acesso a consultoria especializada em áreas críticas para o crescimento e aceleração do negócio. As restantes startups passam igualmente a integrar o ecossistema da KPMG, beneficiando da partilha contínua de insights, conhecimento e oportunidades relevantes para o seu desenvolvimento”.
As tendências tecnológicas que se têm destacado
Em cinco edições, o Global Tech Innovator já deu palco a dezenas de startups de diferentes áreas, refletindo a diversidade e a evolução do ecossistema tecnológico global. Da cibersegurança à saúde, passando pela energia, educação ou identidade digital, as empresas distinguidas têm em comum a capacidade de aplicar tecnologia a problemas concretos, com modelos de negócio escaláveis e ambição internacional.
Para Vasco Mendes, existe um aspeto que se tem destacado nas últimas edições: “a tendência mais transversal tem sido a Inteligência Artificial como motor principal do produto, muitas vezes para automatizar tarefas complexas e reduzir o erro humano ou o tempo de execução. Temos tido startups dos mais variados setores, todas com uma combinação muito interessante de tecnologia e potencial de negócio”.
Ao longo das várias edições, o programa tem acompanhado a forma como a inovação tecnológica deixou de estar concentrada apenas em startups de software puro, passando também a marcar presença em negócios tech-driven, tech-enabled e tech-led, onde a tecnologia assume um papel estratégico na transformação de setores tradicionais.
Saiba mais sobre o Global Tech Innovator e candidate-se aqui.