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A responsabilidade de improvisar um palco e de montar um espetáculo de quase duas horas é redobrada. No estúdio, uma espécie de segunda casa para os mais jovens elementos do clã Carreira, na Margem Sul, o esforço de uma equipa de produção fura por entre as limitações de tempo e de espaço, entre outros recursos, ditadas por uma pandemia que, há quase um ano, praticamente interditou a cultura. Sobre isto pesa, é claro, o luto de uma família e dos que lhe são mais próximos, decorridos menos de dois meses desde o acidente que vitimou Sara Carreira, aos 21 anos.

David, oito anos mais velho, é o anfitrião de “Amor em Casa”. Montou com engenho um concerto solidário — e ainda com espaço para uma homenagem à irmã — que será transmitido no próximo sábado, às 18h, no seu canal de YouTube. Sem público, faz-se acompanhar de uma banda, bem como da equipa técnica imprescindível para pôr um espetáculo como este de pé e fazê-lo chegar a milhares de casas. É dia de gravações, o culminar de várias horas de ensaios, de rearranjos musicais e de convites endereçados a outros artistas.

Ao início da tarde, a agenda já vai longa, embora com várias horas de trabalho ainda pela frente. Quantos takes? Dezenas certamente, se pensarmos que cada uma das atuações é gravada três vezes. Diogo Piçarra partilha o palco com David Carreira. “É um privilégio fazer parte de uma noite tão bonita”, admite o primeiro. Mais do que um músico convidado, é um amigo da família que viveu de perto a perda irreparável que esta sofreu no dia 5 de dezembro de 2020.

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