“Portugal devia ter vergonha de não ser um país de topo mundial”, diz economista dinamarquês Steen Jakobsen /premium

08 Outubro 201822.958

País teve "conjugação sortuda de fatores" para economia crescer o que cresceu. Mas foi pouco – e o governo "reclama louros" por algo a que é "totalmente alheio". Eis Portugal visto por Steen Jakobsen.

Portugal tirou partido da “conjugação mais sortuda de fatores” para a economia crescer o que cresceu. Ainda assim, cresceu-se pouco e fez-se pouco para reduzir as vulnerabilidades, diz Steen Jakobsen, economista-chefe e chief investment officer do banco dinamarquês Saxo Bank. Dois anos e meio depois de outra entrevista, também ao Observador e também em Lisboa, na qual o economista considerou que Portugal tinha acabado de ter “a pior troca de governo de sempre”, Jakobsen avisa que o contexto externo não vai estar tão famoso no próximo ano.

Diz ser um “enorme fã” de Portugal e é visto por muitos como um libertário (e, por outros, como um pessimista — algo que refuta por completo). Apesar de ser um defensor dos mercados livres, acha boa ideia haver controlo no mercado imobiliário para evitar que Lisboa seja tomada por investidores estrangeiros que não põem cá os pés (e, muitas vezes, têm segundas intenções para comprar casas na capital portuguesa). Mais importante do que tudo o supracitado, porém, Jakobsen avisa que se os países europeus não se unirem, a civilização europeia está em risco.

Na nossa última entrevista, em abril de 2016, adivinhou que Donald Trump iria ganhar as eleições norte-americanas, porque era “impossível eleger” Hillary Clinton. Foi, portanto, um dos que não ficaram surpreendidos com a vitória de Trump.
É verdade, mas o que é curioso é que essa tendência mantém-se, por todo o mundo. Houve eleições na Irlanda e foi derrubado o governo num país onde havia uma taxa de crescimento de 8%. Houve o referendo do Brexit, que também já foi depois de falarmos e que, igualmente, previmos corretamente (no Saxo). Na Suécia acaba de ser substituído o governo num país que tem uma das economias mais robustas da Europa. Ou seja, estamos numa fase do pêndulo político e socioeconómico em que toda a gente quer protestar, mesmo que não saibam muito bem contra o quê.

Falando sobre Portugal, o Steen considerava que tinha havido a “pior troca de governo de sempre” mas que, na realidade, não importaria quem estava no governo porque a sorte do país seria, na verdade, determinada por fatores que não estão nas mãos de qualquer executivo. Além disso, dizia que dificilmente a economia cresceria mais do que 1%, mas acabou por crescer mais de 2%. Foi demasiado pessimista?
Em Portugal, vocês tiveram a conjugação de fatores mais sortuda que podiam ter tido. E, visto de fora, é curioso ver o governo a reclamar os louros de algo a que foram e são totalmente alheios. Como disse na outra entrevista, importa muito pouco aquilo que os políticos fazem — pelo contrário, na maioria das vezes a influência que os políticos podem ter é uma prejudicial. No melhor dos casos, não acrescentam nem tiram nada ao resto da sociedade.

Defende que os políticos e os governos não podem fazer muito, mas por outro lado considera que era preciso reformar a sociedade para dinamizar o potencial. Não é uma contradição?
Quem reforma a sociedade, mais do que os políticos, são as empresas que abrem portas todos os dias, são as pessoas — eu e você. Mas é, de facto, necessária uma interação entre o governo e os agentes económicos, as pessoas, os sindicatos. Mas isso não está a acontecer porque toda a gente está anestesiada pelas taxas de juro baixas — é isso que está a impulsionar a atividade nestes últimos anos. Os Estados não estão a emagrecer porque conseguem poupar nas despesas só pela redução dos juros, as empresas não se tornam mais eficientes porque a dívida é barata, as pessoas poupam menos e gastam mais… por aí fora.

Mas porque diz que foi sorte, ou uma “conjugação sortuda de fatores”?
No caso de Portugal, a exportação beneficiou do euro mais baixo, das compras de dívida pelo Banco Central Europeu (que está há cinco anos a tentar salvar Itália), do crescimento dos principais parceiros, um grande “boom” do turismo pelas razões que são conhecidas, o Estado encaixou dinheiro fresco com os Vistos Gold… Mas, se olharmos para o reverso da medalha, a dívida do país continua em recordes, não se aproveitou para baixar a dívida, os bancos continuam entupidos de crédito malparado, ninguém se atreve a mexer na área das pensões — e era importante mexer aí.

Visto de fora, é curioso ver o governo português a chamar a si os louros de algo a que foram e são totalmente alheios.
Steen Jakobsen, "chief investment officer" do Saxo Bank

E o investimento público, devia ser maior ou menor?
Na área do investimento público, acho particularmente preocupante que se esteja a reduzir o investimento na educação — que é o principal indicador de produtividade futura — e na saúde, onde as dívidas aos fornecedores se acumulam. A educação preocupa-me, acima de tudo, porque, como economista, é fácil constatar que os países mais produtivos do mundo — países como a Austrália, a Dinamarca, Suécia, Suíça, etc. — o que têm em comum é um sistema educativo que prepara bem as pessoas para serem ágeis, produtivas, qualificadas.

A “sorte” de Portugal pode mudar? Pode perder-se, nomeadamente, à medida que o Banco Central Europeu normalizar a política monetária?
Sem as compras de dívida pelo BCE, Portugal ainda estaria a negociar com prémios de risco de 300, 350 pontos-base [acima da dívida alemã, atualmente esse spread é 145]. Agora que o programa vai terminar, embora o BCE vá continuar presente de muitas formas, o problema é que, fundamentalmente, muito pouco parece ter mudado no país desde a última vez que falámos. E isso é um problema porque as taxas de juro mais elevadas nos EUA vão acabar por contagiar o resto do mundo e até Mario Draghi está a falar em normalização da política monetária na zona euro — algo em que eu não acredito, porém, que ele irá fazer no seu mandato, que termina daqui a um ano.

A próxima fase do ciclo será de menor abundância de estímulos nos mercados financeiros. Portugal pode sofrer com isso?
A dívida é como um bolo e a expectativa é que, depois da fermentação que houve nos últimos anos, nos próximos tempos esse bolo tenderá a tornar-se significativamente menor. E países como Portugal e Itália beneficiaram dessa expansão do bolo nos últimos anos, permitindo que não faltasse financiamento para manter estes países à tona, independentemente do que estivesse realmente a ser feito na economia real. Os mercados emergentes já estão a começar a sentir o efeito da subida dos juros nos EUA e é normal que, quando o bolo começar a encolher, a vida deixe de ser tão fácil para os países mais endividados — e na Europa os países mais endividados são a Grécia, Itália e Portugal.

Nada mudou em Portugal? O país continua tão vulnerável quanto dantes?
Eu sou um enorme fã de Portugal mas sinto que existe quase um orgulho em que nada mude. É frustrante, porque este devia ser um dos países mais prósperos da Europa e um dos melhores do mundo. Os portugueses são laboriosos, adaptáveis. Têm este sol, o turismo, têm um bom nível de inglês e o português é uma das línguas mais faladas em todo o mundo. Apetece dizer: deviam ter vergonha de não serem um dos 3 ou 4 países melhores, mais prósperos, do mundo não só em riqueza, mas, também, em dinâmica.

Mas Portugal é, de facto, um dos melhores países do mundo — pelo menos a julgar por um estudo que publicámos recentemente, da comunidade de expatriados InterNations. Segundo esse estudo, Portugal é o sexto melhor país para se viver, com uma das melhores qualidades de vida de todo o globo.
Sim, mas isso na perspetiva de quem vem de fora, certo? Não tenho dúvidas de que Portugal está no top 3 dos países, no mundo, para os estrangeiros. Para quem tem dinheiro, esta é uma das melhores sociedades onde se pode viver. Mas esse não é o principal indicador para que temos de olhar. Como é a qualidade de vida para os portugueses? O que vejo é que os portugueses deixaram de poder comprar casas nas próprias cidades, os empresários têm a vida dificultada por incerteza fiscal, regulação e burocracia excessivas, e, portanto, a prioridade é tornar as coisas melhores para os portugueses. É preciso aproveitar melhor os recursos existentes e as infraestruturas que têm — muitas das quais foram cortesia da União Europeia. Vocês têm quantas auto-estradas que vão de Lisboa ao Porto? Três? E não vale a pena culpar os políticos, porque os políticos são o que são e são os cidadãos que os escolhem. O problema é que não há lideranças que queiram colocar a pergunta: que país é que Portugal quer ser daqui a 10 anos?

A crise foi uma oportunidade que devia ter sido mais bem aproveitada para reformar o país?
Qual crise? Eu peço desculpa por pôr as coisas desta forma, porque sei que as pessoas perderam salários, perderam parte das pensões, durante algum tempo. Mas, com todo o respeito, qual crise? Uma crise é tudo parar por completo, deixar de haver economia, as coisas fecharem. Aqui não houve uma crise, houve uma assistência financeira pela Europa. Agora, se pergunta se se devia ter feito mais, acredito que sim, como já disse — mas o problema é que ninguém vai tomar a iniciativa de fazer nada, politicamente, porque é muito mais fácil os políticos se gabarem de terem feito coisas muito positivas quando apenas beneficiaram de taxas de juro ultra-baixas e outros fatores conjunturais.

Um "enfant terrible" da finança europeia

Steen Jakobsen tem quase 30 anos de experiência em mercados financeiros e investimento. O economista-chefe do Saxo Bank — e chief investment officer — terminou os estudos na Universidade de Copenhaga em 1989 e passou por bancos como o Citibank e o Chase Manhattan e, também, o suíço UBS. Considera-se um “economista viajante” e visita com regularidade 35 países, onde o influente Saxo Bank tem clientes. É conhecido por falar sem meias palavras e sem medos, dispensando formalismos. É um crítico feroz dos estímulos monetários lançados pelos bancos centrais — “vai acabar em lágrimas, como sempre” — mas recusa ser visto como um pessimista. Pelo contrário, diz que acredita “no valor e no potencial das pessoas” mais do que ninguém e, na entrevista ao Observador, admite que um dia pode não resistir a entrar na política para dar a sua contribuição para combater os “populismos”.

Falou há pouco da banca, que nesta fase está a conceder mais crédito…
Está? Não sei se está, quando olho para o valor do ‘stock’ do crédito ele continua sem aumentar. Sei que há algum aumento do crédito ao consumo e, em certa medida, à habitação. Mas onde está o crédito às empresas? Os grandes investimentos, onde estão? Qualquer observador externo vai dizer-lhe que se o crédito às empresas não está a aumentar a bom ritmo é porque ainda há problemas.

O que os bancos dizem, ou diziam até recentemente, é que as empresas estão a querer pouco crédito.
Isso é uma grande treta. As empresas não querem crédito porque o preço, provavelmente, está demasiado elevado. Se há regra económica em que eu acredito é que a oferta cria a sua própria procura. Não tenho dúvidas de que em Portugal dezenas ou centenas de pessoas têm boas ideias de negócio e querem ter acesso a financiamento. Se não o têm, é porque alguma coisa não está bem — e o facto de não estar a haver aumento do crédito é o elemento mais preocupante para mim se me pedir para fazer uma análise rápida da economia portuguesa.

O próximo ano será de eleições legislativas, e estamos a negociar o último Orçamento do Estado. Em que contexto económico é que este próximo ano vai decorrer, para que cenário é que o governo se deve preparar?
Parece-me óbvio que, daqui a um ano, as coisas vão estar piores. Como não há aumento do crédito internamente, todas as contribuições para a aceleração da economia teriam de vir de fora, e isso não é aquilo que a maioria dos economistas antecipam. As taxas de juro vão estar mais altas, o tal bolo de crédito nos mercados financeiros vai ser menor. É muito improvável que, do ponto de vista económico, daqui a um ano as coisas estejam melhores — ou seja, para este governo seria melhor ter as eleições agora do que daqui a um ano. À medida que as coisas se deteriorarem, as pessoas vão perceber cada vez melhor que este governo, na realidade, não fez nada. E, aí, algumas pessoas vão continuar satisfeitas mas seria desejável que, fosse com o governo que fosse, houvesse maior pressão para modernizar o país. É importante que haja, aqui, algum sentimento de urgência.

Não tem havido esse sentimento de urgência?
Não me parece. Portugal continua a ser um país de adaptação demasiado lenta para o grau de vulnerabilidade ao que de bom e mau vem de fora. Seria importante ter um orçamento muito comedido, que criasse alguma margem de manobra para lidar com abrandamentos que possam ocorrer no futuro.

Tocou no tema do imobiliário, quando disse que as pessoas não conseguem comprar casas nas próprias cidades, pelo menos no centro. Não é um pouco assim em todas as capitais? Não é assim em Londres, em Paris?
Não necessariamente. Em Singapura existe habitação a preços controlados no centro da cidade. Sou contra rendas congeladas — que causaram boa parte da escassez que hoje existe em Lisboa — mas é preciso haver algum tipo de moderação, algum tipo de políticas públicas de planeamento urbano. Não tenho dúvidas de que este é um problema complexo, capaz de alimentar ainda mais o populismo nas próximas gerações.

O facto de não haver habitação disponível nos centros da cidade?
Sim — e repare, não tenho nada contra os estrangeiros. Lisboa foi sempre uma cidade aberta e multicultural, isso é saudável. O problema é que se pode chegar a um patamar em que, se não houver controlo, as casas vão acabar por ir para as mãos de quem não passa cá muito tempo — ou, mesmo, nem sequer cá põe os pés. Deu o exemplo de Londres, mas já experimentou caminhar em algumas zonas do bairro, caríssimo, de Mayfair? Não se vê ninguém, as casas têm dono mas são donos chineses, russos, sul-africanos, que compraram as casas com motivos ulteriores. Hoje em dia, Portugal e Itália estão entre os países que mais facilmente atraem estes investidores, que tiram partido dos benefícios fiscais que são dados aos estrangeiros. Isto não é criar riqueza, é criar “bolsas de riqueza” sem benefício para a comunidade e para a economia.

O problema no imobiliário em Lisboa é que se pode chegar a um patamar em que, se não houver controlo, as casas vão acabar por ir para as mãos de quem nem sequer cá põe os pés. Deu o exemplo de Londres, mas já caminhou em algumas zonas do bairro, caríssimo, de Mayfair? Não se vê ninguém, as casas têm dono mas são donos chineses, russos, sul-africanos, que compraram as casas com motivos ulteriores.
Steen Jakobsen, "chief investment officer" do Saxo Bank

Voltando aos temas económicos que podem marcar o próximo ciclo: acha que o risco de uma “guerra comercial” estão a ser suficientemente levados a sério?
Se não estão, deviam estar. E para Portugal o impacto pode ser péssimo: se houver perturbações nas cadeias de fornecimento, a atividade pode cair e os preços podem subir. Se os preços subirem, cria-se mais pressão para subir as taxas de juro, e por aí fora.

Mas qual é o risco real de estas guerras comerciais terem um impacto concreto nas economias? Qual é a componente de propaganda política que existe neste tema, para Trump conseguir mais votos designadamente nas eleições intercalares que se avizinham, com o seu mantra America First?
Tenha em atenção que o “America First” [A América em primeiro] não começou com Trump. Desde a administração Nixon que a economia norte-americana se começou a virar cada vez mais para dentro. Até Obama e [Bill] Clinton continuaram essa tendência isolacionista, nacionalista, auto-suficiente, anti-globalização. Só que Trump faz disso gala, falando todos os dias sobre os défices que os EUA têm em relação aos outros países mas esquecendo que o dólar é a moeda de reserva do mundo — portanto, por definição, esse país tem de ter défices externos, senão como é que os dólares podem fluir nas outras economias? A parte boa de ser moeda de reserva é que os custos de financiamento do país se tornam mais baixos, porque há muita procura global por essa moeda — portanto falar em défices, por si, como símbolos de uma suposta desigualdade é uma total ignorância.

O presidente dos EUA não compreende estes fundamentos económicos?
Ele não se rodeia de pessoas que lhe saibam explicar isto. Repare que fala frequentemente no défice comercial com a China, mas a maioria desse défice é em tecnologia e maquinaria — portanto, é propriedade intelectual norte-americana que é produzida na China. Os chineses não tiram daí mais do que os rendimentos do seu trabalho. Se limparmos esse fator, a China tem, na realidade, um défice para com os EUA na ordem dos 30 mil milhões de dólares. Mas isto não impede Trump de dizer que a China, de alguma forma, “deve” 300 mil milhões aos EUA. A verdade é que a China tem um plano de grande ambição tecnológica, que quer lançar o país para ser o mais poderoso do mundo graças à inovação e a tecnologias como a inteligência artificial. E a propaganda chinesa pinta os EUA, por seu turno, como os inimigos que querem evitar que a China ganhe esse poderio.

São duas visões irreconciliáveis?
O mais importante que temos de perceber é que, no fundo de tudo isto, estão visões muito diferentes sobre coisas que você e eu tomamos como garantidas. Pense que o mundo está a caminhar para ter sete mil milhões de pessoas. E seis desses sete mil milhões estão-se a marimbar para os valores ocidentais e para a democracia. Eles não querem saber da forma como pensamos, não querem que os ensinemos a viver. Querem ser ricos e prósperos  mas nos seus próprios termos — à sua maneira, não à maneira americana ou à maneira europeia. Por isso é que é um pouco ingénuo estarmos a discutir problemas insignificantes de aumento da produtividade ou crédito malparado, numa altura em que o resto do mundo está a inovar, a prosperar e a militarizar-se.

O que devíamos estar a discutir, então?
Devíamos estar a falar sobre o que a Europa tem de fazer para se unir e continuar a ser relevante — o que passa também por ter um exército comum, por exemplo. Não sou um fanático militar mas todos sabemos que a melhor forma de não ter guerra é ser militarmente forte. E não há razão para que o ramo militar não possa andar de braço dado com a inovação e a tecnologia, sempre foram áreas conexas. A Europa tem, de alguma forma, de se fazer valer dos seus valores e da sua identidade, da democracia, da liberdade, dos direitos humanos e constitucionais. Samuel Huntington escreveu há 20 anos o livro “Choque de Civilizações” e explicou que as civilizações podem, de facto, morrer — e a nossa civilização está em risco. Mas não está em risco por causa da imigração, como os populistas defendem, mas porque não estamos a fincar o pé e a defender aquilo que acreditamos.

Como é se pode preservar a civilização europeia? Com estratégias como as sugeridas pelo presidente francês Emmanuel Macron?
Mostrando aos outros que se pode ser mais próspero no nosso modelo social de liberdade. Não faço ideia se Macron tem o plano certo, mas esse é o caminho. O caminho não é a porcaria da conversa dos defensores do Brexit, não é os discursos da Comissão Europeia — o caminho é os países europeus unirem-se porque, caso contrário, vamos ser cada vez mais irrelevantes. Portugal, Dinamarca…nós somos totalmente irrelevantes no contexto mundial. Mas a Europa não é irrelevante, tem uma palavra a dizer.

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