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A palavra escolhida pelo jornal foi “sacrifício“. O diário Handelsblatt noticiou que Angela Merkel não iria insistir na nomeação de Jens Weidmann para a liderança do Banco Central Europeu porque estava preparada para “sacrificar” esse cargo em troca de garantir que será um alemão a tomar o lugar de Jean-Claude Juncker na presidência da Comissão Europeia quando o luxemburguês sair, também no final do próximo ano. Ficou, assim, fora da corrida o maior “falcão” do Conselho do BCE, que passou os últimos sete anos a morder os calcanhares de Mario Draghi a cada passo inédito que o italiano deu para tirar a zona euro do precipício. Com Weidmann fora de cena — para alguns, “o homem mais perigoso da Europa” — Portugal e os países do sul têm razões para respirar de alívio? O que é que pode trazer cada um dos principais candidatos?

Quem se referiu a Jens Weidmann como “o homem mais perigoso da Europa”, em março, foi Simon Tilford, mediático economista-chefe do Tony Blair Institute for Global Change cuja imagem de capa no Twitter é uma fotografia sorridente ao lado de Emmanuel Macron, o Presidente francês. Escrevia Tilford que uma certa “elite alemã” gosta de pensar que a zona euro saiu da crise graças à “gestão” que a maior economia da zona euro fez dos problemas. Esta visão, comentava o economista, “ignora convenientemente que o euro sobreviveu porque o presidente do BCE, Mario Draghi, prometeu fazer tudo o que fosse necessário e comprar quanta dívida pública fosse necessária para evitar que os sistemas bancários de Itália e de outros países colapsassem”.

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