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NurPhoto via Getty Images

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Portugal é o único país da UE na "zona verde" da matriz do Governo. O Reino Unido chegou lá, mas por pouco /premium

Só Portugal tem incidência inferior a 120 e um R abaixo de 1 na União Europeia. Reino Unido também entra na zona verde do gráfico que orienta o Governo, mas por pouco. Estar confinado não basta.

Portugal é o único país da União Europeia que se encontra na zona verde da matriz com que o Governo ilustrou o plano de desconfinamento apresentado na quinta-feira passada. Ou seja, é o único que tem uma incidência inferior a 120 casos acumulados ao longo de duas semanas por 100 mil habitantes e um número básico de reprodução — o R(t), que indica quantas pessoas pode contagiar alguém infetado com o SARS-CoV-2 — inferior a 1.

Se alargarmos a leitura ao Reino Unido, os britânicos também entram na região mais apetecível do gráfico, mas por pouco: a incidência é de 119,8 novos casos em 14 dias por 100 mil habitantes e o R(t) é de 0,97 neste momento. Mesmo países que também acabaram de sair do confinamento, como o Chipre, ou que vivem um desconfinamento a conta-gotas, como a Dinamarca, estão na zona laranja ou vermelha do gráfico.

É isso que revelam os números de casos confirmados reportados pelas autoridades de saúde ao Our World in Data, a plataforma digital da Universidade de Oxford que reúne dados sobre a pandemia, e a fórmula que o Instituto Robert Koch (Alemanha) utiliza para calcular o R(t). Enquanto Portugal é agora o bom exemplo europeu, a República Checa e a Estónia são os Estados-membros mais preocupantes neste momento.

Portugal

Após dois meses em confinamento, Portugal entrou na segunda-feira na primeira fase da reabertura nacional, que ditou o regresso à escolas de todas as crianças até ao primeiro ciclo, a retoma do comércio ao postigo e um alargamento dos horários de funcionamento das lojas e restaurantes. A segunda fase do desconfinamento deve arrancar a 5 de abril, mas só se a situação epidemiológica o permitir.

Portugal tem a incidência mais baixa da União Europeia e Reino Unido neste momento: contando com os dados atualizados até à última terça-feira, são 89,8 novos casos acumulados ao longo de 14 dias por 100 mil habitantes e um R(t) de 0,76. Os especialistas avisam que o país está a caminhar para um número de reprodução cada vez mais próximo de 1, o que tem contribuído para uma desaceleração na diminuição de novos casos diários de Covid-19.

Reino Unido

Os britânicos estão a sair do confinamento a várias velocidades. A reabertura da sociedade já arrancou na Escócia, País de Gales e Inglaterra, com todos os países a reabrirem as escolas e a aumentarem a permissividade nos convívios, mas só deve terminar no início de junho. Na Irlanda do Norte, o desconfinamento só vai começar a 1 de abril, embora as crianças até aos 14 anos possam voltar à escola na próxima semana.

Neste momento, o Reino Unido também está na zona verde do mapa, mas por pouco: regista 119,8 novos casos acumulados ao longo de 14 dias por 100 mil habitantes e um R(t) de 0,97. No entanto, a transmissibilidade do vírus tem aumentado nos últimos dias, o que contribuiu para uma desaceleração no ritmo de decréscimo nos novos casos. Ainda assim, os britânicos já têm menos 1.000 casos diários do que registavam há duas semanas.

Alemanha

É uma alerta cada vez mais repetido pelas autoridades de saúde alemãs: o número de novos casos de infeção pelo SARS-CoV-2 está a crescer “exponencialmente” e o país está no flanco ascendente da terceira vaga de Covid-19. Após três meses em confinamento, a Alemanha iniciou um relaxamento das medidas a 2 de março, mas as consequências estão à vista: regista agora um R(t) de 1,26 e uma incidência de 169,5 novos casos a 14 dias por 100 mil habitantes.

São os epidemiologistas do Instituto Robert Koch que avisam que o desconfinamento provocou um maior potencial de crescimento para a variante identificada no Reino Unido, que é mais infecciosa. Dirk Brockmann disse mesmo que “foi totalmente irracional relaxar as medidas neste momento”. Os médicos intensivistas também estão a apelar ao governo alemão que dê um passo atrás no desconfinamento, que dura há 15 dias.

Áustria

A 8 de fevereiro, seis semanas após ter iniciado um novo confinamento, a Áustria decidiu que algumas das medidas impostas até ali iriam ser aliviadas: o recolhimento domiciliário só é obrigatório durante a noite, são permitidos encontros entre dois agregados familiares, as escolas reabriram e algumas lojas, assim como cabeleireiros e museus, voltaram ao ativo. Os hotéis, restaurantes, bares e cafés continuam fechados.

O calendário de desconfinamento previa que essas atividades também pudessem reabrir portas a 27 de março, mas o aumento da incidência na Áustria e a diminuição abrupta do número de camas para internamentos Covid-19 após o desconfinamento de fevereiro pode adiar estes planos. O governo vai pronunciar-se esta semana, mas os peritos apostam em relaxamentos regionais antes ainda do levantamento de medidas nacionais.

Bélgica

A Bélgica aliviou ligeiramente as medidas impostas no país, permitindo ajuntamentos de até 10 pessoas (mas só em espaços ao ar livre) desde 8 de março e recomeçando as aulas presenciais uma vez por semana nas universidades desde dia 15. O governo belga quer aguardar até abril e maio para relaxar mais as regras nacionais, mas com o R(t) a subir e a incidência a ir atrás, os especialistas pedem cautela.

Já esta quarta-feira, o país ultrapassou a marca dos 500 doentes internados nos cuidados intensivos pela primeira vez este ano. Os dados levaram Frank Vandenbroucke, ministro da saúde belga, a responder aos políticos que pedem uma aceleração do relaxamento: “Estamos a ter a discussão errada. Pode ser bom falar sobre amenizar, mas isso está a induzir ilusões às pessoas”.

Bulgária

O governo búlgaro deve anunciar esta quinta-feira um novo confinamento obrigatório a arrancar a partir da próxima segunda-feira, com as autoridades de saúde a propor o encerramento de escolas, creches, restaurantes, shoppings, ginásios, cinemas e teatros. O país está a assistir a um aumento no número de casos de infeção pelo coronavírus e o R(t) está acima de 1.

O mais preocupante é a pressão que a terceira vaga está a exercer sobre o sistema nacional de saúde: 75% das camas hospitalares estão ocupadas por doentes com Covid-19 e há mais crianças a necessitar de internamento. “Estamos no limite e precisamos de pensar em medidas restritivas mais sérias”, avisou Asen Baltov, o diretor do maior hospital da Bulgária. Será um passo atrás na estratégia búlgara, que tinha aberto os restaurantes a 1 de março.

Chipre

O Chipre entrou no segundo confinamento a 10 de janeiro e prolongou-o até 1 de março — embora, logo a 1 de fevereiro, algum comércio tenha reaberto, nomeadamente cabeleireiros e barbeiros. No início deste mês, as medidas começaram a ser aliviadas: as escolas e ginásios reabriram, os estádios da terceira liga de futebol também, assim como trilhas ecológicas para a prática de exercício físico.

Já esta terça-feira, o Chipre anunciou mais um passo no desconfinamento do país com a reabertura de restaurantes, mas a medida foi travada já esta quarta-feira porque as regras foram consideradas impraticáveis: os clientes teriam de colocar máscara entre cada dentada na comida e as músicas que fizessem os clientes dançarem, mesmo que apenas na cadeira, estavam proibidas.

Croácia

A Croácia não tem um confinamento tão restrito como o que foi vivido noutros países da Europa. As medidas que estão neste momento em vigor — limite de 10 pessoas de dois agregados em ajuntamentos particulares e 25 pessoas em eventos públicos; dever de teletrabalho quando a profissão o permite; encerramento de discotecas; e a obrigatoriedade de usar máscaras em espaços fechados — mantêm-se pelo menos até dia 31.

No entanto, desde 1 de março, os restaurantes, bares e cafés estão em funcionamento, mas só podem servir os clientes em espaços abertos, os casinos estão abertos sem poderem servir comida ou bebidas; e os ginásios estão no ativo. A maior preocupação dos croatas neste momento é a taxa de positividade — a proporção de testes realizados que dão positivo — e que está perto dos 14%, quando o ideal seria estar abaixo de 5%.

Dinamarca

Os dinamarqueses têm estado sob confinamento desde o fim de dezembro e nem a diminuição da incidência tem convencido o governo a aliviar as regras, por receio dos efeitos da variante britânica do vírus. No fim de fevereiro, a Dinamarca confirmou que iria relaxar algumas das medidas do confinamento a partir de 1 de março, mas a maior parte delas deverá continuar de pé pelo menos até 5 de abril.

Por enquanto, os bares e restaurantes continuam fechados (embora o take-away seja permitido) e as escolas secundárias e universitárias permanecem a funcionar à distância. Mette Frederiksen, primeira-ministra da Dinamarca, argumentou que o desconfinamento deve ser um “risco calculado” porque “vem com um preço”: “Quanto mais se reabre, mais pessoas ficarão infetadas e mais vão precisar de ser hospitalizadas”.

Eslováquia

O pico da incidência na Eslováquia já foi ultrapassado e, por isso, o governo já não acredita que seja necessário impor um confinamento pesado no país — algo que foi equacionado no início do mês. A 4 de março foi introduzido um pacote de medidas que inclui uma utilização mais estrita das máscaras e o encerramentos das creches e do ensino primário às crianças cujos pais possam permanecer em teletrabalho.

O número de novos casos na Eslováquia tem estado a decrescer (embora a incidência acumulada a 14 dias por 100 mil habitantes seja superior a 500 neste momento) e o R(t) no país já está abaixo de 1, mas o governo recusa-se a aliviar o confinamento leve imposto no início do mês: “A menos que prolonguemos a emergência nacional, o nosso sistema de proteção contra a pandemia vai entrar em colapso”, avisou Eduard Heger, ministro da saúde eslovaco.

Eslovénia

A Eslovénia começou a aliviar algumas medidas do confinamento obrigatório que já tinha sido imposto em meados de outubro: depois de duras críticas à estratégia para conter a epidemia, que fechou o país por quatro meses e feriu consideravelmente a economia do país, os resorts para a prática de esqui e algumas lojas reabriram no princípio de fevereiro. Mas todos os funcionários têm de ser testados semanalmente para despistar casos de Covid-19.

A 15 de março, o governo esloveno permitiu mais um relaxamento: quem trabalhe na construção civil pode regressar ao trabalho a tempo inteiro sem necessidade de testagem. Mas o desconfinamento fica-se por aí: todas as outras medidas, incluindo o recolhimento obrigatório das 21h às 06h e a proibição de ajuntamentos, continuam de pé. Deve haver uma atualização nas medidas na próxima semana.

Espanha

Os espanhóis não estão em confinamento e as medidas em vigor variam de região para região. No entanto, todas elas impuseram um recolhimento obrigatório que começa às 22h em quase todas as regiões espanholas (em algumas começa uma hora mais tarde) e se estende até às 06h. Os ajuntamentos estão limitados a entre quatro e seis pessoas. Só a Comunidade de Madrid e as Ilhas Baleares não impuseram restrições de entrada e saída.

Os espanhóis estão com uma incidência de 147,6 novos casos a 14 dias por cada 100 mil habitantes e o R(t) calculado com os dados de quarta-feira situa-se pouco acima de 1. No entanto, não só a fronteira com Portugal continua fechada, como também os viajantes com origem do Reino Unido, África do Sul e Brasil permanecem impedidos de entrar no país pelo menos até 30 de março.

Estónia

A Estónia entrou num confinamento total a 11 de março. Pelo menos até 11 de abril, as lojas de roupa, clínicas de saúde e beleza, spas e instalações públicas de natação devem permanecer fechadas, mas supermercados, farmácias, lojas que vendem dispositivos médicos e auxiliares, pontos de venda de empresas de telecomunicações, óticas, lojas de animais e postos de combustível continuam abertos.

No entanto, continua a haver alguma abertura para ajuntamentos: as regras autorizam que duas pessoas de famílias diferentes possam reunir-se. A 2 de março, o governo da Estónia já tinha apertado as medidas para conter a epidemia de Covid-19 e todas as pessoas com mais de 12 anos foram obrigadas a usar máscara em espaços públicos (exteriores e interiores).

Finlândia

Partes da Finlândia, incluindo Helsínquia, entraram em confinamento a 8 de março: os restaurantes fecharam portas, todas as crianças com menos de 16 anos começaram a ter aulas à distância e todos os equipamentos para a prática desportiva não-profissional foram interditos. Será assim pelo menos até ao fim deste mês, mas as autoridades de saúde regionais têm liberdade para impor novas medidas.

De acordo com os dados da última terça-feira, a Finlândia regista 166,6 casos acumulados ao longo de 14 dias por 100 mil habitantes e um R(t) de 1,07. O maior aumento na incidência está a verificar-se nos militares das Forças Armadas e, já desde fevereiro, entre as crianças com menos de 10 anos. Sanna Marin, a primeira-ministra finlandesa, confirmou que “a situação do vírus é má e está a deteriorar-se”.

França

Após terem completado um processo de desconfinamento no início do mês, os franceses temem agora a necessidade de um novo encerramento nacional por causa da crescente pressão da terceira vaga no serviço nacional de saúde. Emmanuel Macron admite que o cenário não é “impossível” e que tudo vai depender da evolução epidemiológica do país, onde o número de novos casos está a aumentar.

França decidiu impor um confinamento obrigatório ao fim de semana nas regiões onde a incidência está a disparar, como Nice, Dunkirk e Pas-de-Calais. A cidade de Paris está a ponderar um confinamento total de três semanas, mas com o compromisso de abrir todo o comércio depois disso e levantar o recolhimento obrigatório entre as 18h e as 06h que vigora desde 15 de dezembro.

Grécia

Após o confinamento em novembro, que impôs medidas pesadas até meados de janeiro com alguns avanços e recuos pelo caminho, a Grécia alcançou das incidências mais baixas da Europa. Mas a chegada da terceira vaga motivou o governo a colocar o município de Ática (que engloba Atenas) novamente em confinamento. Até mesmo as escolas foram novamente encerradas, embora as secundárias estivessem fechadas desde novembro.

Mas a situação voltou a agravar-se em quase todas as regiões gregas. A 4 de março, o governo impôs medidas mais restritivas a toda a Grécia e, oito dias mais tarde, dia 12, também todas as escolas foram encerradas. Neste momento, mais de metade do país está no nível máximo de alerta e submetido às regras mais pesadas, que incluem o fecho do comércio e a passagem ao ensino à distância

Hungria

Os húngaros entraram em confinamento a 8 de março, na iminência de atingir um número de novos casos diários que ascendeu a perto de 10 mil e quando o R(t) no país já tinha alcançado os 1,25. O comércio vai permanecer encerrado  — com exceção dos serviços essenciais — pelo menos até dia 22, mas as creches, jardins de infância e escolas vão permanecer encerradas até dia 7 de abril.

Neste momento, a Hungria regista 956,4 novos casos acumulados ao longo de 14 dias por 100 mil habitantes e um R(t) que já baixou para 1,18. O recolhimento obrigatório entre as 20h e as 05h continua em vigor, assim como as regras referentes a viagens internacionais. Mesmo com o confinamento, a Hungria continua a permitir ajuntamentos familiares com até 10 pessoas.

Irlanda

Cada vez mais próxima de um R(t) estabilizado em 1 e com uma incidência de 141,7 casos a 14 dias por 100 mil habitantes, a Irlanda estava próxima de entrar em desconfinamento. A data calendarizada para a reabertura do país tinha sido apontada para 5 de abril, mas o governo avisou que a suspensão da vacina da AstraZeneca pode adiar os planos. A medida preventiva das autoridades de saúde ditou o cancelamento da vacinação de 30 mil pessoas.

Por enquanto, os irlandeses devem cumprir o dever de recolhimento e só podem dar passeios higiénicos num raio de cinco quilómetros a partir de casa. Os restaurantes e todos os serviços considerados não essenciais continuam encerrados; e a capacidade dos transportes públicos foi reduzida para 25%. As escolas, no entanto, começaram a ser reabertas gradualmente desde o início deste mês.

Itália

As autoridades de saúde italianas continuam a impor medidas de acordo com a realidade epidemiológica nacional, mas são cada vez mais as zonas em nível máximo de alerta. No início desta semana, Itália apertou ao máximo as regras em Bolzano, Trento, Emília-Romanha, Friul-Veneza Júlia, Lácio, Piemonte, Vêneto e Marcas; mantendo Basilicata, Campânia e Molise no vermelho. Só a Sardenha está no nível branco, o mais baixo do semáforo.

Em todas as regiões no nível mais alto de alerta, as medidas são de um confinamento total: impõe-se o dever de recolhimento, o comércio não-essencial é encerrado e o serviço de take-away só pode funcionar entre as 05h e as 22h. Neste momento, a incidência italiana está nos 508,6 novos casos a 14 dias por 100 mil habitantes e o R(t) está apenas ligeiramente acima de 1.

Letónia

A Letónia entrou em confinamento esta terça-feira, numa altura em que regista um R(t) que já ultrapassou o 1 e deve continuar a subir; e a incidência está a crescer, chegando a 393,1 novos casos a 14 dias por 100 mil habitantes esta quarta-feira. O governo impôs a obrigatoriedade de trabalhar a partir de casa sempre que a profissão o permita e o encerramento do comércio não-essencial.

As medidas relativas às viagens com destino à Letónia também mudaram. A partir desta quarta-feira, todas as pessoas que retornem à Letónia de viagens não essenciais a um país não pertencente à União Europeia ou ao espaço Schengen devem fazer um teste à chegada, pago pelo próprio. Quem testar positivo, fica isolado numa instalação governamental por 10 dias. Quem testar negativo pode isolar-se por 10 dias em casa.

Lituânia

Pelo menos até 31 de março, a Lituânia também está sob confinamento leve: embora o governo tenha imposto um dever de recolhimento, algum do comércio não-essencial continua em funcionamento. Na terça-feira também foram atualizadas as regras referentes à circulação dentro do país: estão impedidas as viagens para dentro e fora de municípios com taxas de incidência a 14 dias superiores a 200 por 100 mil habitantes.

A Lituânia regista neste momento um R(t) de 1,12 com tendência crescente e uma incidência nacional de 231,4 casos acumulados ao longo de duas semanas por 100 mil habitantes. O número de novos casos estão a aumentar, tendo alcançado as 646 notificações na última terça-feira — isto já depois de o país ter conseguido controlar um novo aumento de casos em fevereiro.

Luxemburgo

A 4 de março, o comércio não-essencial reabriu no Luxemburgo e o governo permitiu convívios com mais duas pessoas de outro agregado familiar. No entanto, os restaurantes e cafés continuam fechados para jantares e o recolhimento obrigatório mantém-se entre 23h e as 06h. As restrições irão vigorar pelo menos até dia 2 de abril e, para todos os efeitos, o governo continua a sinalizar o pacote de medidas em vigor como um confinamento.

Esse confinamento deveria ter terminado a 21 de fevereiro, mas foi alargado até 14 de março. O relaxamento chegou mais cedo, mas as medidas impostas neste momento vão manter-se até abril. O Luxemburgo tem assistido a um aumento gradual do R(t) — que já se reflete no número de infetados registados diariamente — e a incidência está perto dos 396 novos casos a 14 dias por 100 mil habitantes.

Malta

Desde 5 de março que os malteses vivem regras mais pesadas para conter o aumento do número de novos infetados no país, mas menos de uma semana depois tiveram de as apertar ainda mais por causa de um aumento nas taxas de infeções. Malta tem agora 790,6 novos casos ao longo de 14 dias por 100 mil habitantes e um R(t) calculado em 1,06. As medidas em vigor neste momento devem permanecer até meados de abril.

De acordo com as novas medidas, todo o comércio não-essencial deve fechar, o ensino passou para o regime online e quaisquer ajuntamentos com mais de quatro pessoas estão proibidos — embora estejam permitidas reuniões culturais ou religiosas com até 100 participantes. Além disso, os restaurantes devem permanecer de portas fechadas, como já tinha sido anunciado no início do mês.

Países Baixos

Os holandeses foram às urnas quando o país regista 414,8 novos casos em duas semanas por 100 mil habitantes e um R(t) de 1.14. Apesar desta incidência, os Países Baixos não entraram em confinamento: os ajuntamentos são permitidos (embora com limites) e o comércio continua em funcionamento. No entanto, as aulas estão a ocorrer à distância, vigora o dever de permanecer em casa e o recolhimento obrigatório permanece das 21h às 04h30.

Os Países Baixos estão a viver agora a terceira vaga da pandemia de Covid-19 — uma onda que, segundo o primeiro-ministro Mark Rutte, “é uma realidade”. “As consequências sociais, económicas e psicológicas estão a acumular-se”, admitiu o líder governamental holandês. Ainda assim, “agora estamos a entrar numa fase em que estamos preparados para assumir um pouco mais de risco”.

Polónia

A Polónia estendeu as medidas restritivas que já tinha em vigor — como o encerramento dos ginásios, os limites aos convívios e o encerramento de algum comércio não-essencial — pelo menos até 28 de março. Além disso, foram impostas restrições mais rígidas em algumas regiões do país. Nessas zonas, a maioria do comércio não-essencial que pode permanecer aberto noutras partes de o país tem de fechar.

Até agora, quatro das 16 províncias polacas estão sob o pacote de medidas mais duras contra a propagação do coronavírus e Andrzej Duda, o presidente, assume que as regras nacionais podem ser mais apertadas. Os dados mais recentes apontam para uma incidência de 559,1 novos casos acumulados ao longo de 14 dias por 100 mil habitantes e um R(t) próximo de 1,2.

República Checa

As autoridades checas prorrogaram o estado de emergência e todas as restrições impostas até agora pelo menos até 28 de março. Além disso, endureceram as restrições nacionais desde 1 de março como estratégia para fazer frente ao crescente número de casos. Neste momento, a República Checa é o país com a incidência mais alta da União Europeia — 1502,9 casos a 14 dias por 100 mil habitantes —, mas o R(t) está a decrescer e já chegou a menos de 1.

As deslocações não-essenciais entre os distritos checos estão proibidas e algum comércio, como papelaria e lojas de roupas infantis, que antes eram classificadas como essenciais, devem agora permanecer fechadas. Os restaurantes também estão encerrados e as aulas têm ocorrido em regime online.

Roménia

As autoridades na Roménia também alargaram o estado de alerta no país pelo menos até 12 de abril. O período de recolhimento obrigatório foi prolongado em 60 minutos, começando agora às 22h e terminando às 05h. Ao longo desse intervalo de tempo, o romenos só podem sair de casa para realizar tarefas essenciais. Mas não estão em confinamento: o comércio não-essencial está aberto e os ajuntamentos com até seis pessoas são permitidos.

Os dados reportados às instituições internacionais dizem que a Roménia tem uma incidência de 314,3 novos casos acumulados ao longo de duas semanas por cada 100 mil habitantes e um R(t) de 1,13 — métrica que tem estado a crescer, como já testemunha o número de novos casos registados diariamente. Aliás, a Roménia registou na última terça-feira o maior número de novos casos dos últimos três meses.

Suécia

Os números suecos apontam para uma incidência de 543,9 novos casos acumulados ao longo de duas semanas por 100 mil habitantes e um R(t) em crescendo, que, neste momento, ronda os 1,06. Em resposta ao aumento da incidência, desde 1 de março que as medidas foram apertadas na Suécia: os restaurantes e bares têm de fechar às 20h30, o número de clientes no interior das lojas foi diminuído e a prática desportiva amadora foi suspensa.

O país também mantém políticas apertadas no que toca às fronteiras. Todos os viajantes com mais de 18 anos que não tenham nacionalidade sueca devem apresentar um teste negativo à infeção pelo SARS-CoV-2 realizado não mais do que 48 horas antes da chegada ao país. Todas as viagens não essenciais vindas de fora do Espaço Económico Europeu (EEE) e Suíça estão proibidas até pelo menos 31 de março.

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