Vermelhidão, inchaço, irritação ou uma sensação de calor na pele1. Para muitas pessoas em tratamento oncológico, estes sintomas fazem parte do dia a dia e podem ser sinais de radiodermatite – uma reação cutânea provocada pela radioterapia.
Embora seja frequente, a radiodermatite pode causar desconforto significativo e afetar o bem-estar físico e emocional dos doentes. Por isso, reconhecer os sintomas e adotar cuidados adequados desde cedo é fundamental para minimizar o impacto na qualidade de vida.
O que é a radiodermatite?
A radiodermatite, também chamada ferida radiogénica, é um dos efeitos secundários mais comuns dos tratamentos com radiação ionizante (a radioterapia). Por norma, desenvolve-se de forma progressiva, geralmente entre a segunda e terceira semana de tratamento2.
Durante ou logo após a radioterapia, mais de 95% dos doentes desenvolve esta condição, sendo que a grande maioria dos casos é de intensidade ligeira. Já em 20% das situações, os pacientes apresentam graus mais avançados de radiodermatite1.
95 %
Dos pacientes desenvolve radiodermatite (1)
90 %
Dos casos é de intensidade leve (1)
20 %
Apresentam graus mais avançados de radiodermatite (1)
Uma ferida radiogénica pode ter o aspeto de uma queimadura solar ou apresentar-se sob a forma de manchas vermelhas (em pele clara) ou mais escuras do que o tom de pele circundante (em pele escura)3.
Esta queimadura pode ocorrer em qualquer pessoa que esteja a receber tratamento, mas há alguns fatores de risco que aumentam a probabilidade de desenvolver radiodermatite2:
- Idade, patologias (como a diabetes) e hábitos de tabagismo ou alcoólicos do paciente;
- Dose total de radiação, homogeneidade da dose e volume de tratamento;
- Localização e estadio da doença.
O que é a radioterapia?
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A radioterapia é um tratamento oncológico localizado, realizado através da aplicação de radiações ionizantes de alta energia com o objetivo de destruir as células tumorais, poupando ao máximo os tecidos saudáveis adjacentes (4).
Pode ser utilizada antes ou após a cirurgia, podendo ter finalidade curativa ou paliativa. A radioterapia pode ser aplicada como tratamento único ou complementada com outras opções terapêuticas, como a quimioterapia (4).
A radioterapia, em si, não é dolorosa (3), mas pode causar efeitos colaterais imediatos e a longo prazo, entre os quais a radiodermatite (5).
Quais são os sintomas da radiodermatite?
A radiodermatite começa por manifestar-se sob a forma de eritema, que pode ocorrer logo na primeira semana de tratamento, caracterizando-se por pele seca e sensível, sensação de calor e repuxamento, comichão e uma erupção cutânea de cor uniforme ou em mancha2.
Com a exposição contínua à radiação, o eritema pode tornar-se mais persistente, podendo ocorrer descamação seca, caracterizada por pele seca, prurido e hipersensibilidade que provoca dor e desconforto2.
Em casos mais graves, a radiodermatite pode causar descamação húmida, que causa dor intensa e, se não for tratada, pode infecionar2.
Como se previne a radiodermatite?
Durante os tratamentos de radioterapia, a pele fica mais sensível e sujeita à ocorrência de feridas radiogénicas2. Para mitigar os efeitos, o mais importante é tratar a pele com cuidado. A forma como se limpa a pele, a roupa que se usa e as medidas que se toma para a proteger da luz solar são hábitos diários fundamentais neste processo2.
É recomendado que os pacientes estejam atentos ao estado da sua pele e que informem o seu médico sempre que surja algum sintoma ou alteração3.
10 medidas para atenuar os efeitos da radiodermatite
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- Preferir duches mornos em vez de banhos quentes e lavar a pele com a mão em vez de uma esponja;
- Utilizar uma toalha suave e limpar a pele com delicadeza;
- Não negligenciar as dobras da pele onde se pode acumular humidade (debaixo dos braços, pescoço e virilhas);
- Evitar o uso de produtos com fragrância ou álcool;
- Utilizar sabonetes suaves, com pH neutro;
- Não friccionar a pele;
- Aplicar um creme emoliente três vezes ao dia, que deve ser recomendado pelo médico ou enfermeiro assistente;
- Utilizar roupa larga e de algodão;
- Proteger a pele da radiação solar;
- Utilizar um detergente suave para lavar a roupa.
Como tratar a radiodermatite?
O tratamento das feridas radiogénicas depende das características e severidade da radiodermatite. Em casos mais ligeiros, passa pela limpeza da área com soro fisiológico e pela aplicação de pensos de baixa aderência para manter a hidratação. Já em casos mais avançados, pode ser necessário fazer gestão e controlo da dor com analgésicos. Também é fundamental que se vigie os sinais e sintomas de infeção2.
É ainda comum a recomendação de aplicação de cremes emolientes, mas a forma de os aplicar e a substância ativa mais indicada varia de acordo com a gravidade do problema. Nas radiodermatites de grau 1, as mais leves, os cremes utilizados devem conter, por exemplo, calêndula, ureia, aloé vera ou ácido hialurónico, e ser aplicados numa camada fina três vezes ao dia. Já nas radiodermatites moderadas (grau 2), o creme deve ser emoliente, cicatrizante e regenerador, com substâncias como calêndula, ácido hialurónico, sucralfato ou corticoides, aplicado cinco vezes por dia2.
Quando a radiodermatite é mais grave (grau 3), e dependendo das características da ferida, está recomendado o uso de trolamina para promover a cicatrização2. Esta substância diminui a inflamação e promove a regeneração da pele. Além disso, aumenta a deposição de colagénio, que é essencial para restaurar a barreira cutânea6.
Formulado com trolamina, HALIBUT® queimaduras é indicado para o tratamento de queimaduras de 1.º e 2.º graus, eritemas solares, vermelhidão da pele associada a radioterapia e terapia a laser e ainda feridas cutâneas superficiais não infetadas7.
Com propriedades calmantes, hidratantes e regeneradoras da pele, esta pomada ajuda a criar um ambiente húmido necessário à cicatrização e protege as feridas de infeções por contaminantes externos, podendo ser utilizado por toda a família, incluindo crianças, bebés e grávidas7.
Fique a conhecer HALIBUT® queimaduras e fale sempre com o seu médico ou enfermeiro assistente para receber aconselhamento na escolha da solução mais adequada ao seu caso.
HALIBUT® queimaduras é um dispositivo médico indicado para uso cutâneo, em queimaduras de primeiro ou segundo grau, queimaduras solares e outras feridas não infetadas. Está também indicado na vermelhidão da pele devido a radioterapia (eritema) ou após terapia laser. É adequado para bebés, crianças, mulheres grávidas e adultos. Aplicação: Queimaduras de primeiro grau e queimaduras solares: aplicar uma camada espessa e deixar penetrar sem esfregar, 2 a 4 vezes ao dia; Queimaduras de segundo grau e outras feriadas não infetadas: após limpar, aplicar uma camada espessa na zona afetada e repetir as aplicações várias vezes ao dia. Na vermelhidão da pele devido a radioterapia e terapia com laser: aplicar 2-3 vezes por dia, de acordo com a recomendação do médico e massajar suavemente até penetrar na pele. Não utilizar se a ferida estiver a sangrar ou infetada e em caso de hipersensibilidade a qualquer um dos seus componentes. Leia cuidadosamente as informações constantes do folheto de instruções do produto. Em caso de dúvida ou persistência dos sintomas consulte o seu médico ou farmacêutico (08/2023). Medinfar Consumer Health – Produtos Farmacêuticos, Lda. Rua Henrique Paiva Couceiro, Nº 27, Venda Nova, 2700-451 Amadora, NIF: 504 939 980. 2606D_921646
Referências bibliográficas: