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Dúvidas houvesse do compromisso da Índia com a democracia, bastaria olhar para o que custa levar aquelas eleições a cabo.

Não é do custo financeiro de que falamos. Até porque esse, fixado este ano num recorde de 2,62 mil milhões de rupias, equivalente a mais de 33 milhões de euros, não é extraordinariamente mais alto do que os 17,3 milhões de euros que custaram as legislativas portuguesas de 2015 e fica até aquém dos 45,9 milhões de euros gastos para organizar as autárquicas de 2017.

Aquilo de que falamos é mesmo do esforço para organizar, a cada cinco anos, as eleições gerais na maior democracia do mundo. Ao todo, entre os 1,3 mil milhões de pessoas que vivem na Índia, praticamente 900 milhões estão habilitadas para votar. Entre estas, sabe-se agora, enquanto se espera pela contagem dos resultados, houve uma participação eleitoral de 67,1% — um recorde na História da Índia democrática. E, em termos logísticos, um enorme empreendimento que quase roça o milagre.

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