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Nos primeiros dias depois do desaparecimento de Valentina Fonseca, os relatos de Sandro e Márcia Bernardo foram praticamente iguais. Tão iguais, em tantos detalhes, que quem os ouvia, à procura de explicações para o que tinha acontecido, desconfiava. Foi preciso ouvir várias vezes, em várias conversas, o pai e a madrasta da criança — e recorrendo a perguntas menos expectáveis ou fáceis de antecipar — para a versão do desaparecimento sem explicação começar a cair.

Em tribunal, porém, já apontados como os principais suspeitos do crime e logo que foram presentes ao juiz de instrução, os dois arguidos afastaram-se. Sandro Bernardo assumiu que bateu na filha, mas recusou ter qualquer responsabilidade na sua morte. Márcia Bernardo culpou o marido, dizendo que, mesmo que quisesse, não podia ter ajudado Valentina.

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