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— Quarta, quinta, sexta, sábado, domingo… quatro noites que a menina passou aqui. Coitadinha!

— Tanto tempo. Ainda se vê ali o sítio onde ficou deitada.

— Vejam lá, até partiram um pinheiro para tapar o corpo. Malvados…

Contam pelos dedos das mãos as noites que o corpo de Valentina Fonseca ficou naquele eucaliptal. Vão pegando e atirando para o chão, gesto contínuo, os ramos partidos usados para tapar o cadáver da criança de nove anos que ainda lá ficaram — como se eles próprios quisessem reconstituir o crime. Num círculo quase perfeito em redor do local onde o corpo foi deixado, a população de Atouguia da Baleia troca teorias e deixa, no ar, perguntas sem resposta. Esqueceram o distanciamento social e alguns deixaram as máscaras para trás que os tempos de pandemia obrigam. Agora, de olhos fixos no chão, nos ramos ainda esmagados, o que lhes importa saber é quem matou Valentina, como e porquê.

As 72 horas de buscas por Valentina: o crime e a investigação, passo a passo

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