[este artigo foi originalmente publicado a 28 de abril de 2017 e republicado a 28 de novembro de 2020, a propósito da morte de Vítor Oliveira]

Ah poizeeeeee, continuamos no Algarve. O bar Amuras do Pacheco, em Lagos, já está longe e estamos em Portimão. De lá para cá, a boleia é do Dominguez. Esse mesmo, o da camisa S e o do cabelo XXL. No estádio do Portimonense, acaba mais um treino e há jogadores a cantar no duche. Entre uma desafinação ou outra, entro no relvado e tiro uma fotografia para enviar ao único adepto portimonense da minha lista telefónica (allez allez Adriano). De repente, Vítor Oliveira recebe-me sem mais demoras. O homem está com pressa. Pois claro, tem um jantar marcado e mais um título da 2.ª divisão para conquistar.

Procurem, se quiserem. Mergulhem nos arquivos, nos excels desta vida e da outra, no google. E depois encontrem. Ah poizeeee, desafio-vos a encontrarem um treinador (um só basta) com dez subidas à 1.ª divisão nacional. À exceção de Vítor Oliveira, claro está. Esse é um nome incontornável do nosso contentamento e o seu currículo é mais preenchido que uma folha do IRS. A sua aventura inclui Paços (1991), Académica (1997), União de Leiria (1998), Belenenses (1999), Leixões (2007), Arouca (2013), Moreirense (2014), União da Madeira (2015), Chaves (2016) e Portimonense (2017). Sim senhor, cinco subidas nos últimos cinco anos. É de homem. É Vítor Oliveira, 63 anos de idade e ligado ao futebol desde 1969.

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