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Treze, número do azar. Será? No sorteio para os números das camisolas de Portugal no Mundial-66, sai o 13 a Simões. Ao seu lado, Eusébio é o 11. “Virei-me para ele e disse-lhe ‘olha lá, troca-me isso; já viste o que era seres o melhor marcador do Campeonato do Mundo com a camisola 13, iria dar todo um novo significado ao número 13.’” E o Eusébio? “Ficou a olhar para mim, espantado, e depois pareceu-me convencido, assim aos poucos, sabe como é? Quero dizer, sabia lá que ele ia fazer aquele número dos dois golos ao Brasil, mais quatro à Coreia do Norte e mais uns quantos? Não fazia a mínima ideia, só lhe disse aquilo para me livrar do 13”. Eusébio veste o 13 e assina nove golos em seis jogos. Desses, só não marca no primeiro de todos, com a Hungria. De resto, é um ver-se-te-avias: Bulgária 1, Brasil 2, Coreia do Norte 4, Inglaterra 1 e URSS 1. Dos nove, quatro de penálti, dois dos quais a lendas com Banks e Yashin.

Treze, número do azar. Será? Apresentamos Mário Jorge Lobo Zagallo, o homem à face da terra com mais fé no 13. Mora no 13.º andar de um prédio no Rio, a matrícula do carro é 13, casa com a mulher da sua vida no dia 13. A partir daqui, há uma série de coincidências com 13, umas bem loucas, outras imaginativas. Em que ano é que Zagallo é campeão mundial pela primeira vez, como jogador? 58 (5+8=13). Em que ano é a última, como adjunto de Parreira? 94 (9+4=13). Onde é a última? Estados Unidos (13 letras). Quem é a dupla de avançados? Romário e Bebeto (13 letras). E os avançados com mais golos em 1970, no México, onde Zagallo é campeão mundial como selecionador? Jairzinho e Pelé (13). Já chega, não?

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