Explicador

Factos, dúvidas e contradições do caso Sócrates

Fevereiro 201509 Fevereiro 2015383
Hugo Tavares da SilvaSónia Simões

Quem são os advogados no processo?

Pergunta 14 de 17

João Araújo. O advogado de 65 anos é natural de Goa e estudou na Faculdade de Direito de Lisboa. Está inscrito na Ordem dos Advogados desde 1977. Ele e Pedro Delille representam José Sócrates. Inicialmente João Araújo, quem mais tem dado a cara, era parco nas palavras sobre o processo mas crítico irónico em relação às questões dos jornalistas. A sua postura mudou quando o Supremo Tribunal de Justiça começou a negar vários pedidos de habeas corpus para libertar José Sócrates e quando o seu cliente foi proibido de dar entrevistas. Desde então já deu várias entrevistas onde tece duras críticas à investigação. Tem a ajudá-lo p advogado Pedro Delille.

Paula Lourenço. Foi a defensora de Manuel Pedro e Charles Smith no julgamento do caso Freeport e representa, agora, os arguidos Carlos Santos Silva e o advogado Gonçalo Trindade. Quando foi notificada do despacho de arquivamento do crime de corrupção, mas de acusação do crime de extorsão no caso Freeport, deu uma entrevista à SIC onde disse que o processo estava cheio de “irregularidades”. E criticou o facto de terem sido feitas escutas, buscas e interrogatórios baseado em “fortes indícios” que não se verificaram. Falou ainda de vários documentos que faziam parte da “vida privada” de Sócrates que foram passados a pente fino, baseando-se o Ministério Público em “informadores” que controlaram “todo o processo”.
A advogada, que trabalha com penalista Germano Marques da Silva, representa a empresa J.P. Sá Couto, a empresa que lançou os computadores Magalhães – uma das bandeiras de José Sócrates que também chegou à América Latina, neste caso à Venezuela.

Ricardo Marques Candeias. Aparece no processo já depois do seu constituinte, o motorista João Perna, ter sido preso preventivamente. Conseguiu que ele fosse ouvido novamente pelo juiz de instrução e que prestasse as declarações que nunca prestou. O que disse valeu-lhe ir preso para casa, sob vigilância eletrónica. Quando foi detido, João Perna telefonou para o escritório do outro advogado de Sócrates (não neste processo), Proença de Carvalho. Na altura, alega o advogado e agora presidente não executivo da Controlinveste, pensaram tratar-se de algo mais simples e enviaram um advogado do escritório, Daniel Bento Alves. O advogado, que já tinha representado o ex-primeiro-ministro em processos interpostos contra a comunicação social, acabou por deixar a defesa de Perna por conta do colega Ricardo Marques Candeias.

*****

Só mais um passo

1
Registo
2
Pagamento
Sucesso

Detalhes da assinatura

Esta assinatura permite o acesso ilimitado a todos os artigos do Observador na Web e nas Apps. Os assinantes podem aceder aos artigos Premium utilizando até 3 dispositivos por utilizador.

Só mais um passo

1
Registo
2
Pagamento
Sucesso

Detalhes da assinatura

Esta assinatura permite o acesso ilimitado a todos os artigos do Observador na Web e nas Apps. Os assinantes podem aceder aos artigos Premium utilizando até 3 dispositivos por utilizador.

Só mais um passo

Confirme a sua conta

Para completar o seu registo, confirme a sua conta clicando no link do email que acabámos de lhe enviar. (Pode fechar esta janela.)