O piloto de Fórmula 1 Max Verstappen ou a estrela do ténis Novak Djokovic são apenas duas das celebridades que, nas últimas semanas, têm sido o foco de publicações nas redes sociais por, alegadamente, se terem manifestado contra as celebrações do mês do Orgulho LGBTQI+, escolhido para marcar as revoltas de Stonewall, em junho de 1969, considerado o momento fundador do movimento LGBT (lésbicas, gays, bissexuais, trans) nos Estados Unidos.

“Max Verstappen anuncia a sua recusa em celebrar o Mês do Orgulho em junho — diz que ‘WOKE’ não vale a pena ser lembrado”, afirma um post de 8 de junho de 2025 no Facebook. Mas há outras publicações em tudo semelhantes relativas a outras figuras públicas como o cantor Paul McCartney ou o tenista Novak Djokovic. “Novak Djokovic boicota o Mês do Orgulho: ‘O orgulho não se trata de comemorar, mas de ser vigilante e rejeitar a cultura imposta aos nossos filhos'”, lê-se numa publicação relativa a este último na mesma rede social.

Só que nenhum dos artigos cita fontes oficiais ou a origem da alegadas declarações das figuras públicas. Também não há qualquer registo das afirmações em órgãos de comunicação social. Ora, dada a relevância das figuras, caso tivessem proferido estas frases, teriam sido amplificadas em jornais e sites noticiosos. Nas redes sociais de cada um dos intervenientes também não há qualquer vestígio de ditas afirmações.

Ou seja, a ligação entre os alegados autores das frases e as ditas só consta em publicações nas redes sociais e sites que não são noticiosos e que se dedicam a disseminar notícias falsas.

Ainda assim, Paul Smith, diretor de comunicação da Red Bull Racing, a equipa de F1 de Verstappen, garantiu à AFP, a 2 de julho, que as afirmações que eram imputadas a Verstappen eram “absolutamente absurdas”. “Max nunca disse tais coisas”, disse ele.

Conclusão

Não há nenhuma informação fidedigna que confirme que Max Verstappen, Novak Djokovic ou Paul McCartney proferiram qualquer mensagem de boicote ao mês do orgulho LGBTQI+.

Assim, de acordo com o sistema de classificação do Observador, este conteúdo é:

ERRADO

No sistema de classificação do Facebook, este conteúdo é:

FALSO: As principais alegações do conteúdo são factualmente imprecisas. Geralmente, esta opção corresponde às classificações “falso” ou “maioritariamente falso” nos sites de verificadores de factos.

NOTA: este conteúdo foi selecionado pelo Observador no âmbito de uma parceria de fact checking com o Facebook.

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