O post no Facebook é sintético. Atribui uma única frase ao ator e realizador norte-americano Mel Gibson: “Eliminar toda a cultura muçulmana nos EUA não é racismo… É SOBREVIVÊNCIA.”
A acompanhar a publicação é partilhada uma fotografia do ator de 70 anos, mas mais nenhum contexto é dado.
Através de uma pesquisa, em português e inglês, das supostas declarações de Mel Gibson, é possível concluir que não existem declarações públicas, citações em entrevistas escritas ou filmadas, ou qualquer outra prova de que o ator e realizador natural de Nova Iorque tenha afirmado que considera ser necessário cortar com a cultura muçulmana em território norte-americano.
Várias páginas associadas ao movimento de apoio a Donald Trump — Make America Great Again (MAGA) — partilham não só a frase falsa, mas também supostas consequências que o ator tem estado a enfrentar após a declaração, apresentando-o como um mártir. Mais uma vez, não existem notícias credíveis ou fontes assinaláveis que deem conta destas críticas a Gibson.
Em 2025, Donald Trump nomeou Mel Gibson, em conjunto com Jon Voight e Sylvester Stallone, como “embaixadores especiais” de Hollywood. Na altura, o Presidente dos EUA considerava que a indústria cinematográfica tinha “perdido muito” nos últimos quatro anos. Um ano antes, Gibson tinha declarado apoio político a Trump, insultando a democrata Kamala Harris numa entrevista à TMZ.
As declarações também não poderiam ter sido escritas pelo ator e realizador nas suas redes sociais uma vez que Mel Gibson não tem contas oficiais.
Conclusão
É falso que Mel Gibson tenha afirmado publicamente que não considera racismo eliminar-se a cultura muçulmana. Não há qualquer prova de que o ator e realizador norte-americano tenha dito o que é partilhado nas redes sociais.
Assim, de acordo com o sistema de classificação do Observador, este conteúdo é:
ERRADO
No sistema de classificação do Facebook, este conteúdo é:
FALSO: As principais alegações do conteúdo são factualmente imprecisas. Geralmente, esta opção corresponde às classificações “falso” ou “maioritariamente falso” nos sites de verificadores de factos.
NOTA: este conteúdo foi selecionado pelo Observador no âmbito de uma parceria de fact checking com o Facebook.