Um post do Facebook, com data de 27 de fevereiro de 2021 e desde então amplamente partilhado, alega que o preço do petróleo está a descer há seis meses, período em que o preço dos combustíveis terá aumentado 50%. Será verdade?

Se olharmos para o preço do petróleo nos últimos seis meses, a primeira parte da referida publicação no Facebook cai logo por terra. O valor do barril de petróleo Brent, o “benchmark” para as importações nacionais, não só não desceu nos últimos seis meses como subiu quase 50%.

Há sensivelmente meio ano, no dia 28 de setembro de 2020, o barril de Brent valia 42,87 dólares (35,94 euros). Seis meses depois, a 1 de março de 2021, o valor do barril de Brent já estava nos 63,69 dólares (53,40 euros), um aumento de 48,5%. A variação é bem visível se consultarmos, por exemplo, as cotações no Wall Street Journal.

O valor mais baixo nos últimos meses registou-se a 30 de outubro, quando o barril de Brent foi cotado a 37,94 dólares (31,81 euros). Desde então, não tem parado de subir.

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No que diz respeito ao preço dos combustíveis em Portugal, os preços têm vindo a aumentar nos últimos meses, mas muito longe dos 50% alegados na publicação na rede social, como se pode constatar ao consultar a página da Direção-Geral de Energia e Geologia.

A 26 de setembro de 2020, por exemplo, o preço do litro de gasolina 95 era de 1,441 euros. Seis meses depois, no dia 26 de fevereiro de 2021, o preço estava nos 1,553 euros, um aumento de 7,7%.

Conclusão:

Falso. Ao contrário do que alega a publicação de Facebook, o preço do petróleo tem vindo a subir nos últimos seis meses, um aumento que, aliás, ronda os 50%. Quanto ao preço dos combustíveis, é verdade que têm vindo a subir, mas muito longe dos 50% referidos no post. Entre o final de setembro de 2020 e o final de fevereiro de 2021, o preço do litro de gasolina 95 subiu pouco mais de 7%.

Segundo a classificação do Observador, este conteúdo é:

ERRADO

No sistema de classificação do Facebook, este conteúdo é:

FALSO: As principais alegações do conteúdo são factualmente imprecisas. Geralmente, esta opção corresponde às classificações “falso” ou “maioritariamente falso” nos sites de verificadores de factos.

Nota: este conteúdo foi selecionado pelo Observador no âmbito de uma parceria de fact checking com o Facebook.

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