“Assim amanheceu Telavive.” É com esta frase que várias publicações nas redes sociais revelam um vídeo em que sê um autêntico cenário de destruição naquela cidade israelita. Após os ataques iranianos, a localidade teria ficado completamente destruída.

O vídeo mostra edifícios colapsados e alguns completamente destruídos. Arranha-céus teriam sofrido danos consideráveis e haveria escombros por toda a cidade.

Nas redes sociais, várias publicações reagem com ironia ao que terá acontecido em Telavive. “A antiga capital mais bem protegida do mundo”, atira-se, uma referência ao sistema de defesa antiaéreo, o Iron Dome (Cúpula de Ferro), um dos mais poderosos no seio da comunidade internacional.

Estas publicações que partilham o vídeo são tendencialmente contra Israel. Um post acusa o Estado judaico de querer uma “terceira guerra mundial”, deixando ainda vários desejos: “Que Telavive seja destruída como fizeram com Gaza e que Haifa volte a ser da Palestina”.

Mas o vídeo partilhado em que se vê um rasto de destruição em Telavive não é verdadeiro. Foi gerado através de inteligência artificial pela conta do TikTok, Instagram e Telegram, 3amelyonn.

Mais: o vídeo em que está a ser associado ao alegado caos em Telavive foi publicado a 26 de maio de 2025, semanas antes de Israel ter começado a operação militar Lion Rising e de o Irão ter retaliado contra os ataques israelitas.

Na descrição do vídeo no Instagram (em árabe), lê-se ainda que o vídeo faria referência ao “Sul do Líbano” — e nem sequer a Telavive.

Conclusão

O vídeo que mostra arranha-ceús destruídos e um rasto de destruição não foi gravado em Telavive. Foi, aliás, gerado através de inteligência artificial pela conta 3amelyonn. O vídeo em questão foi também publicado pela primeira vez a 26 de maio de 2025, semanas antes da operação militar israelita e dos contra-ataques iranianos. A descrição do vídeo contém ainda uma alusão ao “sul do Líbano”.

Assim, de acordo com o sistema de classificação do Observador, este conteúdo é:

ERRADO

No sistema de classificação do Facebook, este conteúdo é:

FALSO: As principais alegações do conteúdo são factualmente imprecisas. Geralmente, esta opção corresponde às classificações “falso” ou “maioritariamente falso” nos sites de verificadores de factos.

NOTA: este conteúdo foi selecionado pelo Observador no âmbito de uma parceria de fact checking com o Facebook.

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