O Observador já não suporta o Internet Explorer 11 ou versões inferiores. Por favor atualize o seu browser: Saiba mais.
  • Pesquisar artigos, autores...
  • Rádio

  • Apoio a Cliente
  • Assinar o Observador Assinar
  • Opinião
  • Rádio
  • Podcasts
  • Newsletters
  • Últimas
  • Jogos
  • Secções
      • Opinião
      • Política
      • Economia
      • País
      • Mundo
      • Desporto
      • Cultura
      • Lifestyle
      • Auto
      • Ciência
      • Tecnologia
      • Justiça
      • Ouvir rádio
      • Podcasts
      • Programação
      • Sobre
      • Últimas
      • Newsletters
      • Fact Check
      • Explicadores
      • Especiais
      • Vídeos
      • Dor
      • Mental
      • Mais do que Desporto
      • Rádio ao Vivo
      • Lisbon AI Week
      • Prognósticos
      • Observador Lab
      • Loja
      • Votómetro
      • Publicidade e Branded Content
      • SudoCrime
      • AbraPalavra
      • Sudoku
      • App iOS
      • App Android
    Nas redes sociais

Apoio a Cliente

1243,4kWh poupados 1243,4 kWh poupados com a Logótipo da Xpeng Logótipo da Xpeng
i

A opção Dark Mode permite-lhe poupar até 30% de bateria.

Reduza a sua pegada ecológica.
Saiba mais

Logótipo da XPENG Logótipo da XPENG

Descubra a mobilidade elétrica e inteligente aqui.
Expanda o seu mundo.

  • Newsletters /
  • Dor

Os doentes que se sentem invisíveis e a dor tantas vezes ignorada

19 nov. 2025, 17:40
0:00 -0:00

Partilhar artigo

  • Copiar ligação Copiado
  • Email
  • Facebook
  • X
  • Linkedin
  • WhatsApp

As mais lidas

Observador
Dor

Dor

quarta, 19 nov. 2025
Fotografia de Cláudia Pinto
Cláudia Pinto

Uma das frases que mais tenho lido e ouvido desde que a secção DOR foi lançada, há precisamente um mês, é esta: “A dor é invisível”. Dizem-nos doentes, mas também médicos, enfermeiros, fisioterapeutas. Mais do que um sintoma de alerta e que nos protege do perigo, a dor pode tornar-se crónica, incapacitante, limitadora…

Se é certo que já se fala muito mais em dor atualmente do que há várias décadas, o médico anestesista José Manuel Caseiro contou, na primeira pessoa, à jornalista Sofia Teixeira, o que o levou a escolher esta especialidade. Cedo percebeu que “a dor era desvalorizada”, tanto enquanto aluno de medicina, como depois de licenciado. Entretanto, bastaram quatro meses a trabalhar no serviço de Cirurgia do Hospital Curry Cabral, em Lisboa, para perceber que tinha razão: “Era desvalorizadíssima. Aquilo era penoso de ver. Os médicos eram excelentes — era um ótimo serviço de cirurgia, mas o pós-operatório era sempre conduzido pela premissa de que ‘a dor não mata, o importante é que o doente esteja bem operado’ Aquilo fazia-me imensa impressão”. Na altura de realizar o exame de acesso à especialidade, “e para surpresa de muitos colegas”, escolheu anestesiologia. Não se arrependeu. São mais de 40 anos numa área em que não é possível trabalhar “em part-time”. Confessa que os desafios são os mesmos de há quatro décadas pois o caminho de tratamento da dor crónica não é fácil.

Considerando que “a dor nunca é aceitável” e que “o alívio do sofrimento que causa é um dever ético do médico e um direito do doente”, defende que não é possível fazer consultas de dez minutos, pois o tempo ajuda a conhecer a história dos doentes e a criar relação com o médico. Melhor do que este resumo, o melhor é mesmo ler este texto, com fotos do fotojornalista Francisco Romão Pereira, aqui.

A dor pode condicionar a vida familiar, social e profissional. Quem a sente, sabe avaliar a “sua dor, que é diferente da dor dos outros”, como afirma o médico anestesista da Unidade de Dor da ULS Santo António, no Porto, José Romão, no Explicador dedicado aos vários tipos de dor e que nos diz que esta “não se vê, nem se palpa, só se sente”. Pode ler aqui.

Este mês damos também destaque à dor neuropática no podcast “Conversas sobre Dor”, falei com a médica anestesiologista Dalila Veiga. Este tipo de dor, nem sempre facilmente reconhecido pelos doentes, pode vir associada a formigueiros, sensação de queimadura, de picadas, e acontece quando o sistema nervoso entre em “curto-circuito”. O problema? Podem passar-se anos até ser fechado um diagnóstico, conduzindo a atrasos no tratamento, e à perda de anos com qualidade de vida, para os doentes.

Mónica Rebelo é voluntária na Associação de Doentes com Lúpus, doença com a qual foi diagnosticada aos 30 anos. Apenas cinco anos depois foi reformada por invalidez. “Não por ter pedido. Não por ter deixado de ter capacidades. Mas porque, aos olhos do sistema, deixei de encaixar, deixei de ter “valor”. E dessa forma, vi-me forçada a parar. Parar o ritmo, os projetos pessoais, uma vida profissional que, apesar dos obstáculos, fazia questão de manter”, relata no antigo de opinião que escreveu para o Observador. Apesar de ter falado com a entidade patronal sobre a sua doença e da necessidade pontual de faltar ao trabalho para ir a consultas de rotina, tudo mudou quando precisou de baixa prolongada. “As empresas não querem pessoas doentes”, afirma.

“A minha dor não me define” é o título do artigo de opinião de Susana Fonseca, presidente da MulherEndo, Associação Portuguesa de Apoio a Mulheres com Endometriose, que aponta os oito a dez anos de demora, em média, a diagnosticar a endometriose e a adenomiose, duas doenças ginecológicas. Também ela foi diagnosticada com endometriose e sentiu o peso do silêncio. “Com o passar dos anos, e com essa sintomatologia desvalorizada por profissionais de saúde, a sensação de que era diferente das restantes adolescentes cravou em mim a ideia de que era fraca e piegas. Acrescendo a dores que me deixavam de cama, que me impediam de caminhar, que me faziam chorar e gritar de desespero veio também a dúvida: vale mesmo a pena viver assim?”.

A também autora do livro “A Barriga Estragada da mamã” aborda as conclusões do recente estudo promovido pela associação que preside, em parceria com a Sociedade Portuguesa de Ginecologia e o financiamento da Gedeon Richter, intitulado O que sabem os portugueses sobre endometriose, integrado na campanha que tem o mesmo título da crónica que publicámos. “Foi possível perceber que 30% dos homens inquiridos [de uma amostra de 1446 pessoas] nunca ouviram falar sobre a doença e 30% das mulheres não diagnosticadas, apesar de já terem ouvido falar, não sabem exatamente do que se trata.” Também aqui se nota, com números e dados estatísticos, que a dor se torna, não raras vezes, invisível. Mas também descredibilizada, ignorada, avaliada como algo menor, como preguiça, como coisa de pessoas fracas.

São testemunhos como lhe trazemos na nova secção DOR, dedicada a temas relacionados com a dor, respetivo acompanhamento clínico e impacto na sociedade. Acreditamos que esta linguagem partilhada entre especialistas e doentes tem um objetivo comum: ajudar a minimizar o sintoma que todos tememos. Se se identifica, não se esqueça de ativar os alertas do DOR e desta newsletter para receber os conteúdos em primeira-mão.

E como o tempo frio já começa a surgir, agora que aquela tempestade [com o mesmo nome que esta jornalista que vos escreve] já parece ter passado, proteja-se, agasalhe-se, e tente prevenir crises de dor que pioram com no outono e no inverno. Mas não perca os conteúdos do Observador. Gostamos de o ter por perto.

REPORTAGENS E ENTREVISTAS

Fotografia
Dor

"Às vezes, o problema não é doer muito. É doer sempre"

Médico há cinquenta anos, a trabalhar em dor quase há quarenta, o anestesista José Manuel Caseiro acredita que os doentes têm uma resiliência notável — e que o têm ensinado a tê-la também.

Fotografia
Dor

Quando o sistema nervoso entra em curto-circuito

Formigueiros, sensação de queimadura, picadas. São várias as manifestações clínicas da dor neuropática. "Pode demorar anos a ser identificada", diz a médica anestesiologista Dalila Veiga.

Fotografia
Dor

Existem vários tipos de dor?

A dor não é sentida da mesma forma de pessoa para pessoa e existem vários tipos de dor. Um bom diagnóstico é o segredo para o tratamento mais correto. Cada pessoa deve ter uma abordagem única.

OPINIÃO

Fotografia do Colunista
Susana Fonseca

A minha dor não me define

Oito a doze anos é o tempo de atraso, em média, no diagnóstico de endometriose e adenomiose, duas doenças ginecológicas. E não, não é normal ter dores na mestruação e nas relações sexuais.

Fotografia do Colunista
Mónica Rebelo

Viver com lúpus. Não estou inválida para sentir e contribuir

Fui diagnosticada com lúpus aos 30 anos. Tinha sonhos, objetivos e uma carreira pela frente. Viver com uma doença autoimune é viver num corpo que se volta contra si próprio, todos os dias.

O QUE SE DIZ SOBRE DOR

Dor crónica pode aumentar a pressão arterial nos adultos
News Medical Life Sciences
Investigação sobre as vias do sistema nervoso que intensificam a endometriose
USC Today
As cefaleias afetam um terço da população mundial
Medscape
Desvendar a genética da fibromialgia lança nova luz sobre as suas causas
NewScientist
Estudo demonstra que menstruação na adolescência pode levar a dor crónica
BBC
Um avanço surpreendente de CBD alivia a dor sem efeitos colaterais
ScienceDaily
Recommendation Partner Recommendation Partner

Precisa de ajuda? Contacte-nos

Para deixar de receber esta newsletter clique aqui

ou pode gerir e descobrir as nossas outras Newsletters aqui

Observador - Rua João Saraiva, nº 7, 1700-248 Lisboa

Receba a próxima edição da newsletter Dor diretamente no seu email

Cláudia Pinto escreve todos os meses sobre dor e quem são os profissionais e quais os tratamentos que ajudam a aliviar o sofrimento de doentes e famílias. Uma seleção do projeto do Observador totalmente dedicado ao tema da dor.

  • Dor
  • Saúde
  • Neurologia
  • Medicina
  • Ciência
  • Psicologia
  • Ciências Sociais
  • Centros de Saúde
  • Hospitais
Proponha uma correção, sugira uma pista: leitor@observador.pt

Partilhar artigo

  • Copiar ligação Copiado
  • Email
  • Facebook
  • X
  • Linkedin
  • WhatsApp

Mais newsletters

Dor

Cancro. As dores que ficam depois 

29/9/2026, 11:21
Dor

Quando a dor também vai na bagagem das férias

25/8/2026, 12:35
Dor

A doença que impediu Rahila de ser mãe 

28/7/2026, 16:57
Dor

Crónico. A nova rubrica da secção DOR que dá voz aos doentes

23/6/2026, 11:16

Últimas

Ofereça este artigo a um amigo

Enquanto assinante, tem para partilhar este mês.

Oferecer agora

A enviar artigo...

Artigo oferecido com sucesso

Ainda tem para partilhar este mês.

O seu amigo vai receber, nos próximos minutos, um e-mail com uma ligação para ler este artigo gratuitamente.

Voltar ao artigo

O seu plano não inclui a oferta de artigos

Para poder oferecer artigos aos seus amigos, faça upgrade para um plano de subscrição superior.

Ver planos

Ofereça até artigos por mês ao ser assinante do Observador

Partilhe os seus artigos preferidos com os seus amigos.
Quem recebe só precisa de iniciar a sessão na conta Observador e poderá ler o artigo, mesmo que não seja assinante.

Assinar agora

Este artigo foi-lhe oferecido pelo nosso assinante . Assine o Observador hoje, e tenha acesso ilimitado a todo o nosso conteúdo. Veja aqui as suas opções.

Atingiu o limite de artigos que pode oferecer

Já ofereceu artigos este mês.
A partir de 1 de poderá oferecer mais artigos aos seus amigos.

Voltar ao artigo

Aconteceu um erro

Por favor tente mais tarde.

Fechar

Atenção

Para ler este artigo grátis, registe-se gratuitamente no Observador com o mesmo email com o qual recebeu esta oferta.

Registar-me

Caso já tenha uma conta, faça login aqui.

Obrigado por assinar o jornalismo que faz a diferença.

Sem interesses.
Muito interessante.


Seguir
Seguir
  • Facebook
  • X
  • LinkedIn
  • Instagram
  • Youtube
Sobre
  • Política de Privacidade e Cookies
  • Termos e Condições
  • Termos e Condições da Compra
  • Como anunciar
  • Ficha Técnica
  • Estatuto Editorial
  • Política de correções
  • Regras da Comunidade
  • Contactos
  • Carreiras
Descobrir
  • Programas
  • Podcasts
  • Autores
  • Colunistas
  • Tópicos
  • Newsletters
  • Abrapalavra
  • Sudoku
Instale a nossa App

Disponível gratuitamente para iPhone, iPad, Apple Watch e Android

  • Descarregar na App Store
  • Descarregar na App Store
Recommendation Partner