Boa! Já estava farto de comer.
Ah, Europa! Esse paraíso de paz, prosperidade e… desfalques institucionais. Durante décadas, venderam-nos esta coisa como um clube exclusivo onde os países se juntam para dar as mãos e cantar Kumbaya. Agora? É basicamente um cartel em fato e gravata a passar-nos a mão pelo ombro enquanto nos esvazia os bolsos.
A mais recente golpada? 800 mil milhões de euros para armar a Europa até aos dentes. Sim, leste bem. Oito. Centos. Mil. Milhões. Mas relaxa, não é como se esse dinheiro te fizesse falta. O teu salário dá perfeitamente para pagar a renda, a comida, a gasolina e, se fores esperto, até sobra para um jantar romântico… no Lidl.
E claro, esta brilhante ideia não nasceu sozinha. Foi cozinhada pelos nossos amados políticos, essa maravilhosa espécie de inúteis que vivem da nossa miséria enquanto nos dão lições sobre sacrifício. Estes génios da gestão—que não conseguem manter um hospital a funcionar ou uma estrada sem buracos—agora acham que conseguem liderar um esforço militar. Isto é como pôr um incendiário a gerir um quartel de bombeiros.
Mas atenção! Nenhum golpe de Estado silencioso está completo sem os seus fiéis arautos da desinformação: os jornalistas! Ah, a imprensa livre! Esse exército de papagaios bem-pagos que passam os dias a verter os comunicados oficiais do governo como se fossem factos sagrados. A nova moda? Vender-te medo. Antes era o vírus. Agora é a Rússia. Amanhã será outra coisa qualquer. O importante é que nunca penses demasiado, nunca perguntes para onde vai o teu dinheiro e, acima de tudo, nunca duvides da nobreza dos nossos líderes.
E Portugal? Oh, Portugal, sempre pronto para marchar alegremente para o abismo enquanto canta o hino. O mesmo país que não tem dinheiro para reformados, que deixa doentes a morrer em filas de espera, que cobra impostos como um assaltante desesperado—agora descobriu que pode perfeitamente dar a sua contribuição para um rearmamento europeu. Porque, claro, antes de resolvermos os nossos problemas internos, vamos primeiro brincar aos exércitos com os grandes.
Mas calma! Se estiveres a pensar que tudo isto é um esquema absurdo para transferir dinheiro dos teus bolsos para os cofres da indústria militar, pára já. Isso seria teoria da conspiração. Agora, se fores um jornalista a dizer que precisamos de mais sacrifícios porque “o mundo mudou” e “a democracia está em risco”, aí sim, estás autorizado a espalhar propaganda.
E no final, sabes quem ganha? Os mesmos de sempre. Os políticos que assinam os contratos. Os burocratas que nunca passam fome. Os CEOs da indústria militar que já estão a encomendar jatos privados novos. E sabes quem perde? Tu. Tu que vais continuar a pagar tudo isto com impostos, inflação e uma qualidade de vida que se afunda mais depressa que um submarino português.
Portanto, da próxima vez que um político aparecer na televisão a dizer que “temos de fazer sacrifícios pelo futuro da Europa”, lembra-te disto: ele não vai fazer sacrifício nenhum. Tu é que vais.
Nota editorial: Os pontos de vista expressos pelos autores dos artigos publicados nesta coluna poderão não ser subscritos na íntegra pela totalidade dos membros da Oficina da Liberdade e não refletem necessariamente uma posição da Oficina da Liberdade sobre os temas tratados. Apesar de terem uma maneira comum de ver o Estado, que querem pequeno, e o mundo, que querem livre, os membros da Oficina da Liberdade e os seus autores convidados nem sempre concordam, porém, na melhor forma de lá chegar.