No artigo “A loucura woke sobre a poluição atmosférica” referi que os socialistas alinham com o movimento woke na poluição atmosférica, influenciando a política europeia a tal ponto que foi definido como prioritário fazer a chamada transição energética verde sem olhar ao que se passa no resto do mundo, levando à enorme perda de competitividade das empresas europeias e à estagnação económica.

Outra matéria onde os socialistas alinham com a loucura woke é a poluição dos oceanos com plásticos. Há vários estudos sobre o assunto, um deles foi divulgado em 2018 no website da revista Scientific American, com o título “Stemming the Plastic Tide: 10 Rivers Contribute Most of the Plastic in the Oceans”, onde se descreve que 93% da poluição mundial dos oceanos com plásticos é provocada por 10 rios, sendo 8 na Ásia e 2 em África.

O rio que mais polui o oceano com plásticos é o Yangtzé. Está integralmente localizado na China e polui 3,5 vezes mais do que o segundo, o Indo, localizado quase totalmente no Paquistão. O terceiro mais poluidor é o Amarelo, também integralmente localizado na China.

No entanto, parece que só a Europa se preocupa com isso. Numa estimativa grosseira, se a Europa conseguisse eliminar totalmente a sua poluição dos oceanos com plásticos, isso teria um impacto de apenas 0,7% na redução da poluição mundial total.

Credit: Amanda Montañez; Source: “Export of Plastic Debris by Rivers into the Sea,” by Christian Schmidt et al., in Environmental Science & Technology, Vol. 51, No. 21; November 7, 2017.

Embalada pela loucura woke, a Europa decidiu reduzir drasticamente os plásticos, usando também o argumento de que são derivados do petróleo, em vez de focar a atenção na alteração dos comportamentos poluidores.

Ignoraram que os maiores responsáveis (93%) pela poluição dos oceanos com plásticos não estão na Europa.

Ignoraram que os plásticos representam apenas cerca de 6% do uso total do petróleo.

Ignoraram que não há substitutos para os plásticos numa quantidade gigantesca de produtos de uso comum.

Também ignoraram que existe no mundo uma dependência estrutural do petróleo que não vai desaparecer por muitos anos, como explica Vaclav Smil no livro “Como o mundo realmente funciona”.

Com toda essa ignorância, impuseram regras para promover a substituição dos plásticos por vidro (que também usa petróleo), papel (que precisa de árvores e de petróleo) ou outros materiais (que precisam de petróleo).

Como resultado, reduziram a competitividade das empresas europeias, contribuindo para o empobrecimento das democracias e para o objectivo último do movimento woke, que é instalar autocracias dominadas por movimentos de esquerda como as já existentes em vários países do mundo, por exemplo China, Coreia do Norte, Cuba, Irão, Rússia, Venezuela.

Para o movimento woke, nenhuma realidade se pode sobrepor a uma narrativa que vise defender os seus interesses. E o PS alinha cada vez mais nisso, porque tem contribuído para a conquista do poder político.

Este absurdo relativo à responsabilidade europeia na poluição dos oceanos com plásticos ilustra que é muito difícil combater as ondas de desinformação difundidas pelos meios de comunicação, que estão profundamente infiltrados pelo movimento woke, abrangendo todas as áreas da nossa sociedade.

Em resultado da loucura woke, temos imensos problemas em Portugal, por exemplo imigração descontrolada que afecta a coesão social e aumenta o crime, penas leves para criminosos violentos, subterfúgios legais para fugir à justiça, suicídios de jovens que se arrependem de ter mudado de sexo, entre muitas outras malfeitorias provocadas pelos governos do PS.

A onda woke de desinformação mais recente, difundida amplamente pelos meios de comunicação, é a da moderação, responsabilidade e boa intencionalidade de um dos candidatos a presidente, enquanto o outro candidato é uma ameaça à democracia e é fascista.

O primeiro candidato faz lembrar um diálogo na série cómica de televisão “Yes, Prime Minister”, entre Sir Humphrey Appleby e Sir Arnold Robinson, quando traçam o perfil do próximo primeiro-ministro: simpático, sem opiniões firmes, sem ideias, flexível, manipulável e sem força de vontade para mudar o que quer que seja.

O segundo candidato está bem acompanhado, também houve ondas de desinformação nos meios de comunicação dizendo à exaustão que Cavaco Silva, Giorgia Meloni, Isabel Ayuso, Javier Milei, Margareth Thatcher, Sá Carneiro, entre outros líderes políticos, eram ameaças à democracia e fascistas.

A onda woke de desinformação pretende demover os eleitores de lembrar o passado dos presidentes de esquerda e as dificuldades que sempre criaram.

Eanes dificultou significativamente a acção do governo da AD, ao ponto de Sá Carneiro dizer que se demitia se o seu candidato não ganhasse as eleições presidenciais contra Eanes. Mais tarde Eanes promoveu a criação de um partido (PRD) para governar o país.

Soares combateu permanentemente os governos do PSD, em especial com as suas presidências abertas, ao ponto de Cavaco Silva o chamar de força de bloqueio.

Sampaio acabou com uma maioria absoluta do PSD e do CDS, abrindo caminho para os governos de José Sócrates, que deixou o país na bancarrota e agora está em tribunal a defender-se dos crimes de que é acusado, enquanto os militantes do PS o apoiaram sempre e o PS nunca assumiu nenhuma responsabilidade pelos danos.

Há aqui um padrão…

Os socialistas, lobos em pele de cordeiro, não têm nada de inocente, nem de inofensivo, nem de moderado. Ter a presidência será ter mais um meio para promover a loucura woke.

Nunca é demais lembrar o que o PS, os seus militantes e os seus simpatizantes fizeram de mal ao país. No entanto, há inúmeras pessoas que acreditam nesta onda woke, tal como outros acreditavam antes na benignidade do regime soviético. São os chamados “idiotas úteis”.

É impossível combater as ondas do mar. No entanto, é possível combater as ondas de desinformação difundidas pelos meios de comunicação.

Como diz o Evangelho de São Mateus 7, 15, “acautelai-vos, porém, dos falsos profetas, que vêm até vós vestidos como ovelhas, mas, interiormente, são lobos devoradores”.

Acreditar que um candidato ameaça a democracia ou que é fascista significa acreditar nos falsos profetas. Votar significa escolher uma visão de futuro para o país.

Um candidato, ex-juventude do PS, é mais previsível. Pode-se esperar recato, calma, continuação da loucura woke e continuação da estagnação económica.

Outro candidato, ex-juventude do PSD, é mais imprevisível. Pode-se esperar intervenção, agitação, mitigação da loucura woke e incerteza sobre o desenvolvimento económico.

Preferia não ter essa escolha.

Os portugueses têm escolhido políticos cuja acção tem levado o país para a cauda da Europa, sempre a pedir ajuda externa, sempre a mendigar subsídios, sempre subserviente. Nada ilustra tão bem essa atitude como a vergonha inimaginável protagonizada pelo primeiro-ministro do PS António Costa quando perguntou a Ursula von der Leyen: “Já posso ir ao banco?”.

Parece que continuaremos no caminho para a pobreza socialista.