Respirar polui o ambiente. Cada pessoa emite cerca de 365 kg de CO2 por ano na atmosfera, só por respirar.
Qualquer actividade humana polui a atmosfera. A agricultura polui, a pecuária polui, a pesca polui, a indústria polui, o comércio polui, a tecnologia de informação polui, a inteligência artificial polui, o transporte polui. Por isso, a poluição atmosférica é inevitável.
Mas nem todos os países poluem da mesma maneira. Com base nos dados de 2023 de Our World In Data, os 28 países que mais poluem o ambiente com CO2 representam 85% do total mundial e estão indicados na tabela abaixo, sendo a China de longe o mais poluidor.
Dado que a poluição é inevitável e resulta em grande parte da actividade humana, a única perspectiva construtiva é relacioná-la com o bem-estar gerado. Usando o PIB como medida de bem-estar, a tabela abaixo ilustra os 28 países mais poluidores ordenados face ao bem-estar gerado, sendo o Irão o pior e o Reino Unido o melhor.
Cada dólar de bem-estar gerado pela China é 7,3 vezes mais poluidor do que cada dólar de bem-estar gerado pelo Reino Unido.
Os 6 países europeus da tabela representam apenas 5% das emissões mundiais. Se estes 6 países europeus conseguissem reduzir a poluição atmosférica em 50% (é difícil imaginar a enorme pobreza que isso geraria), o impacto na redução da poluição mundial seria de apenas 2,5%. No entanto, a preocupação com o assunto só existe na Europa, os outros países do mundo continuam a poluir como se não houvesse amanhã.
Daqui se percebe a loucura woke sobre a poluição atmosférica, que influenciou a política europeia a tal ponto que foi definido como prioritário fazer a chamada transição energética verde sem olhar ao que se passa no resto do mundo, levando à enorme perda de competitividade das empresas europeias, em praticamente todos os sectores de actividade.
Basta lembrar o que está a acontecer no sector automóvel na Europa: fábricas a fechar, milhares de postos de trabalho extintos, marcas centenárias a desaparecer, milhões de veículos importados da China e de outros países asiáticos com custos de enquadramento muito mais baixos e elevados subsídios estatais, limites de produção de veículos com motores de combustão revistos por serem irrealistas (e ainda continuam irrealistas), etc.
Os partidos de esquerda sabem destes dados, mas omitem-nos. Porquê?
Como referi no artigo “Portugal está impregnado de paternalismo”, existe um antagonismo colossal entre o grupo das civilizações submissas (as autocracias, por exemplo China, Coreia do Norte, Cuba, Irão, Rússia, Venezuela, todas dominadas por movimentos políticos de esquerda) e o grupo das civilizações livres (as democracias, por exemplo Alemanha, EUA, França, Noruega, Países Baixos, Reino Unido).
A extrema-esquerda omite esta informação porque a sua visão do mundo assenta na autocracia, que não se consegue instituir sem um grande empobrecimento da população, por isso os climastéricos europeus contribuem activamente para impor regras que diminuem a competitividade das empresas europeias, com o intuito de empobrecer as democracias.
Os socialistas, que os meios de comunicação agora chamam de moderados, alinham no discurso woke da extrema-esquerda. Na poluição atmosférica, não têm nada de moderado.
Neste e em muitos outros assuntos, o PS e os seus militantes não são moderados, aliás estão completamente alinhados com os temas woke da moda na última década em Portugal.
Um exemplo é a imigração massiva sem qualquer controlo que ocorreu nos últimos governos do PS, bastando a infame manifestação de interesse para residir no país, sem qualquer exigência de integração na nossa sociedade. Os militantes do PS, incluindo o actual secretário-geral José Luís Carneiro, que foi ministro da administração interna num desses governos, já não ligam ao discurso sobre a imigração que Jorge Sampaio fez em 2002, que apoiava o acolhimento, mas com regras que não pusessem em causa a nossa coesão.
Outro exemplo é a promoção da mudança física de sexo, que é uma violência brutal exercida sobre jovens imaturos e inseguros (neste tema o PSD e a IL também não têm nada de moderado). Não têm nenhum remorso em relação à enorme quantidade de casos de depressão e de suicídio que ocorrem quando esses jovens se arrependem da mudança e percebem que não podem voltar atrás. Nisto, os socialistas são desumanos.
Há muitos outros assuntos em que o PS alinha com o extremismo, por exemplo aborto, eutanásia, penas leves contra crimes violentos, expedientes para atrasar a justiça (como se comprova no caso do ex-primeiro ministro do PS que está a ser julgado por imensos crimes), quase exclusivo do Estado no ensino, primazia do Estado na saúde, legislação laboral que dificulta a acção das empresas e o crescimento económico, condicionamento da utilização dos imóveis pelos seus proprietários, extorsão e instabilidade fiscal.
O PS alinha com o movimento woke, aceitando a repressão cultural e a promoção do ódio contra quem discorda deles.
A realidade demonstra que o PS não é moderado e que os seus militantes não são moderados. Os votantes do PS e dos outros partidos mais à esquerda acreditam nessa pretensa moderação, os restantes que acreditam são idiotas úteis.
Convém lembrar a instabilidade provocada pelo único presidente que acabou com uma maioria absoluta. Esse presidente era do PS.
Convém lembrar a instabilidade que o PS provocou na população residente nos últimos governos, trocando centenas de milhares de jovens que emigraram (na maioria muito qualificados) por milhões de estrangeiros que imigraram (na maioria pouco qualificados).
Convém lembrar a instabilidade que o PS provocou acabando com hospitais PPP que funcionavam melhor do que os restantes.
Convém lembrar a instabilidade que o PS provocou quando acabou com escolas privadas que funcionavam melhor do que as públicas.
Se depender dos socialistas, Portugal vai continuar instável e ainda mais na cauda da Europa.