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Marcelo Rebelo de Sousa, entendeu, este ano, falar da História e dos modos certos e incertos de olhar para ela, de a sentir, de a viver, de a criticar, de a adoptar ou rejeitar, de a assumir. Foi um discurso interessante pelo inabitual, um discurso cuidado na forma, denso na substância, com mensagens abertas e sibilinas.

O Presidente da República deu-se, com certeza, conta da ofensiva de desconstrução da História de Portugal e dos níveis de paranóia litigante que atingiu, em vozes que reflectem uma importação grátis e acrítica de temas, problemas e agendas da Esquerda Radical americana. Pensou nesses excessos e, com a inteligência e o sentido político que se lhe reconhecem, também nos excessos a que a paciência desfeita dos portugueses, normalmente resignados e alheados, pode conduzir. E veio apelar, justamente, para a introdução de realismo e senso comum nas várias “narrativas” em competição.

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