Não foram mortos com bombas. Não foram. Dava jeito aos assassinos do Hamas que Israel tivesse incompetentes no Instituto Nacional de Medicina Forense. Dava-lhes jeito que fôssemos todos, todos, feito da sua matéria: estrume e veneno.
A família Bibas foi assassinada em cativeiro e não como resultado de um raide aéreo do exército israelita, como os facínoras do Hamas alegam. As profundezas da maldade e malícia estavam nos seus corpos, sentenciam as descobertas forenses. Não mataram com tiros, balas, metralhadoras. Os jagunços mataram com as próprias mãos. Estrangularam um bebé de nove meses, uma criança de 4 anos e a mãe. Querem lá saber. Depois, cometeram actos horríveis para encobrir essas atrocidades. Os seus corpos foram mutilados com pedras para simular os efeitos de um ataque aéreo. É difícil, muito, ler a avaliação baseada nas descobertas forenses do processo de identificação.
Entenda-se a incompatibilidade que existe entre selvagens, que decepam braços e pernas de menores, adultos e idosos, como se fossem frangos, e a civilização. Os magarefes que constituem o Hamas não são menos talhantes que os seus simpatizantes, onde se incluem antigos elementos da tropa portuguesa , felizmente na reforma, feitos coitados comentadores, com mais ódio a circular no sangue do que decência, e também obtusos escritores de escrita transtornada.
Lê-se em jornais o vómito a representar a voz do mal: os reféns raptados em Israel tinham sido tratados com “responsabilidade” e de acordo com a “moral islâmica”. Emigrem todos para os confins do inferno. Ouve-se também um ex -ministro, a comentar na CNN Portugal, que não acredita que o Hamas se divirta a trocar corpos para testar as capacidades forenses de Israel. Parece ser, então, fácil, para Azeredo Lopes, que haja esse erro trágico. A colecção de cadáveres é grande. Pouco lhe importa.
Longe de Tancos, pergunta como é que se pode viver no meio daquelas ruínas a apanhar com bombas em cima. Eu pergunto como é possível que uma figura que já exerceu o cargo de ministro da Defesa Nacional não tenha uma palavra de consideração pelos mortos israelitas. Que se junte a Agostinho Costa, igualmente a palrar na CNN, que defende o indefensável: em relação à forma como conduziram a devolução dos corpos dos reféns, o major-general diz que não se trata de uma encenação, que é um funeral. O que diz não vem no código penal ou na Bíblia.
Só gente nascida a ferro e com buraco vazio em vez de coração consegue alcunhar de cerimónia à miserável propaganda que o Hamas protagonizou na entrega de Oded Lifshitz, um pro-activista palestiniano, os menores Kfir e Ariel Bibas e de um outro corpo, que o Hamas quis passar por ser o da Shiri. Caixões pretos, um mural antissemita, representando grosseiramente o primeiro-ministro de Israel como um vampiro sugador de sangue, pairava sobre o estrado, a indignidade aguda, na sanguinária hora que o Hamas profanou até mesmo os corpos das suas vítimas mais indefesas.
Milhares de civis palestinianos quiseram testemunhar a macabra cena. Homens empoleirados em cadeiras de plástico a fumar narguilé, muitas dúzias de pais a embalar as suas crias. Caras tapadas, todos os intervenientes do show desprezível, incluindo os pseudo jornalistas, que não mostram, sequer, um poro à mostra.
Havia música. Houve cânticos de alegria. Selvajaria. Atmosfera festiva — a maneira tradicional, que é como uma comunidade se reúne para assistir a um grupo terrorista exibir o que sobra de judeus assassinados. Uma sociedade tão insensível à violência terrorista que nem mesmo a visão dos féretros que contêm dois bebês mortos chocou. Não horrorizou. Pelo contrário. Foi motivo de comemoração. As mães de Gaza trouxeram seus filhos para assistir. Para abrir a boca e engolir rebuçados à vista de judeus assassinados. Não venham vender a ideia que são bonzinhos, o Hamas e malditos afins. Só compra a mentira gentalha da mesma estirpe.
Noutro espectáculo nauseabundo, aquando da libertação dos reféns no passado sábado 22 de Fevereiro, o flash centrou-se no momento em que o refém Omer Shem Tov beijou na cabeça um terrorista do Hamas no palco, após receber ordem para fazê-lo. O autor da fotografia é Ashraf Amra, de Gaza. A foto valeu-lhe dinheiro, vendida para a Getty Images e divulgada por veículos de imprensa, incluindo o The Times of London, e o Daily Express. Falharam, os três, na verificação da fonte da imagem. Amra é um propagandista do Hamas. Pediu aos residentes de Gaza que atravessassem a fronteira para Israel a 7 de outubro, depois de terroristas do Hamas a terem violado.
Sobre beijos sabe o suficiente. Viu-se demitido da Reuters e da Associated Press por se descobrir que mereceu, em 2023, homenagem pelo Ismail Haniyeh: a boca do então líder do Hamas beijou a sua mão. Cavalgaduras do Século XXI.