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A oportunidade é óbvia: (i) os clubes precisam de dinheiro para prepararem o ataque à nova época desportiva, (ii) o futebol português apresenta-se como uma plataforma extremamente rentável para a transferência de jogadores entre América do sul e Europa central, e (iii) existem investidores com know-how e/ou capital de risco dispostos a embarcar nesta aventura. Porém, os casos de compra-venda de sociedades desportivas por parte dos seus clubes a investidores externos umas vezes são de sucesso, como os do Famalicão e Casa Pia, e outras vezes originam profundas batalhas juridico-comunicacionais, como os do Belenenses e Cova da Piedade. Poderá parecer sorte ou azar, ou produto do acaso, mas uma análise mais cuidada parece sugerir que o segredo de uma parceria de sucesso entre clube e investidor reside algures entre a preparação da venda por parte do primeiro, e inserção na comunidade por parte do último.

O primeiro, e talvez o mais determinante, principio de atuação por parte de um clube de futebol é que a venda do capital social da sua sociedade desportiva deve ser sempre produto de uma opção estratégica decorrente de um planeamento sistemático, e nunca resultado de uma inevitabilidade com a urgência de ontem, pressionada pela ausência de liquidez financeira e pela inexistente capacidade de contratar jogadores ou pagar ordenados no fim do mês. Os clubes devem proactivamente preparar a venda do capital social e evitar aguardar passivamente pela sua hora de agonia, em que o desespero e necessidade de capital externo obrigue a olvidar o processo de due diligence, e ignorar a origem e intenção do investidor.

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