Há pelo menos meio século que a massificação da escolarização fez da sala de aula o espaço, por excelência, onde se decide o destino das sociedades, o mesmo ciclo histórico em que a esquerda a tomou de assalto. Pior só mesmo o arrastar da incapacidade cívica de resgatar a sala de aula, o que mantém as sociedades do mundo ocidental subjugadas à miséria moral e material dos ideais socialistas. A incapacidade ficou espelhada, em 2019, nos mais de oitenta autores que colaboraram em “Linhas Direitas – Cultura e Política à Direita”.

Do livro fica o consolo de um pensamento intelectual, cultural, político ou estratégico que se revitaliza pela valorização da autonomia da sociedade na sua relação com o Estado. Manifesta-se na defesa de valores e princípios sociais e políticos não-socialistas, da liberdade de criação cultural que inclua as tradições identitárias e cristãs do mundo ocidental, da dignificação do mercado e reforma do Estado social, da regulação da imigração, da NATO ou do combate ao politicamente correto ou à ideologia de género, entre diversos temas.

Porém, sem uma reforma do ensino condizente tais ambições assentarão em pés de barro, a estafada tentação suicida da direita. Nada se sustenta sem um suporte social sólido e renovável.

Estando presente no livro e nos variados discursos, propostas ou programas do campo político em causa para a educação, todavia esgotam-se no acessório, no contexto de funcionamento da escola, e passam ao largo do essencial, dos bloqueios quotidianos da intimidade da sala de aula e da sensibilidade dos profissionais que aí trabalham.

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