Os psicólogos – essa entidade que doravante definirei como salvadores da Pátria – dizem que o final do ano e a euforia do recomeço posicionam os cidadãos na direcção do fervor revolucionário. Queremos mudar de vida. Mesmo que até gostemos do que se está a passar. Sobe-nos a labareda da purga e acabamos – achamos nós – salvos pela beleza de um dia inteiro e limpo. Tudo isso muito discutível, claro. Veja-se em anexo a sua vida.

Ninguém sabe o que mora dentro das passas, mas comemos doze na esperança de um gatilho mágico, não é? Vai ser desta que vamos viajar. Vou encontrar o amor. Vou ser aceite pelo que sou e não vou dar satisfações a ninguém! Quero lá saber! Vou vestir-me só de amarelo! *uck it.

Cristina Ferreira deverá ter comido as suas passas na Malveira de forma voraz, embora, queira o destino comprovar que Cristina é de facto uma humana, e não uma super-heroína com toque de Midas, o nervosismo de uma estreia lhe deva ter dado alguma falta de ar. Sei que a mim até amigdalites provoca, mas já estou melhor, obrigado.

Calma. Isto não é um click-bait absurdo. Não menciono CF em vão. Nem divórcios!

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