Peço-lhe que releia este artigo que escrevi em 2024. Está lá tudo o que levou à presente crise.
Luís Montenegro optou pelas “linhas vermelhas” e pelo “não é não” ao Chega
E com isso deitou fora uma maioria constitucional não socialista.
Com o Chega não se faziam acordos. Nem sequer para a mesa da Assembleia da República. O então vice presidente do PSD, Paulo Rangel e o líder do CDS, Nuno Melo, fizeram questão de vir às TVs dizer isso.
Na altura teria sido fácil integrar o Chega numa solução de Governo e amarrá-lo a ela. Com doze deputados tudo o que o Chega queria era reconhecimento e um Ministério. Hoje o Chega é o segundo maior partido na Assembleia da República e já ultrapassou a AD nas sondagens.
Quando o PSD podia ter liderado toda a área não socialista, e garantir a governabilidade, como sempre foi a sua matriz, o PSD optou por ficar no extremo centro e negociar pontualmente à esquerda e à direita.
Hoje o resultado está à vista. Montenegro chega ao Congresso com a sua moção já desatualizada. Sem ter com quem fazer acordos, esta sexta-feira o Governo acabou.
P.S. 1: Será que é desta que aprendemos que a Democracia assenta no Governo da maioria e não da maior minoria e que quando os eleitores não dão 50% a um dos partidos estão a dizer que querem uma coligação? E que não é possível governar e fazer reformas com governos minoritários?
P. S. 2: Ventura não é confiável? E Paulo Portas do Independente, da vichyssoise, que destruiu a AD que estava a ser criada e levou à demissão de Marcelo, e do “irrevogável” era? Contudo Durão Barroso, Santana Lopes e Passos Coelho conseguiram governar com ele. …