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Esta é a tarde política da Rádio Observador. Vamos para o jornal das 07h com o Luís Soares. Luís.

E de português para português. António Costa elogia o legado de António Guterres nas Nações Unidas, pede um novo secretário-geral comprometido com a direita internacional. Foi no discurso perante a Assembleia Geral das Nações Unidas, o presidente do Conselho Europeu defendeu o multilateralismo, disse que esta é a única forma realista de abordar os problemas da atualidade. E já com os olhos postos no próximo secretário-geral, António Costa pede um sucessor que dê especial atenção aos conflitos na Ucrânia e no Médio Oriente, mas não esquece o legado de António Guterres.

Muito obrigado, António Guterres.

O próximo secretário-geral deve continuar a mobilizar plenamente todos os instrumentos à disposição para prevenir conflitos, mediar as crises e construir a paz com especial atenção à Ucrânia, Médio Oriente e Sudão. Deste compromisso, vai depender a solidez do sistema multilateral do amanhã.

Deste compromisso, dependerá a solidez do sistema multilateral de amanhã.

O presidente do Conselho Europeu, António Costa, abordou também as últimas ameaças do presidente russo a alguns Estados membros da União. Reitera que é inaceitável que Vladimir Putin continue com ameaças e pede ajuda à comunidade internacional.

Os ataques da Rússia contra a Ucrânia também ameaçam a segurança das populações civis para além das fronteiras da Ucrânia. É inaceitável que, ao longo dos últimos 12 meses, a Rússia tenha, por várias vezes, ameaçado a segurança de vários Estados-membros da União Europeia. A Rússia deve terminar com esta escalada perigosa.

O pedido de António Costa na sessão 81 da Assembleia Geral das Nações Unidas. O presidente do Conselho Europeu considera ainda que as ameaças e os ataques contra o Tribunal Penal Internacional são inaceitáveis. Daqui a pouco, será a vez também do discurso do primeiro-ministro português.

A ministra do Ambiente acusa o líder do PS de causar alarme social. Maria da Graça Carvalho diz que a segurança energética do país está assegurada.

É a resposta da ministra José Luís Carneiro, que esta tarde denunciou uma transferência de parte das reservas estratégicas de petróleo de Portugal para França. Essa transferência foi feita no ano passado, depois da Galp ter comunicado à entidade que gere as reservas estratégicas, que deixou de ter capacidade de armazenamento disponível após o encerramento da refinaria de Matosinhos. Na conferência de imprensa, no final da reunião do Conselho de Ministros, Maria da Graça Carvalho deixou a resposta.

O que o senhor secretário-geral do Partido Socialista fez hoje foi um exercício de irresponsabilidade, tanto pela falsidade dos argumentos, como pela incapacidade de reconhecer as consequências de fatos que ocorreram durante o governo liderado pelo partido a que pertence, o Partido Socialista.

A acusação de Maria da Graça Carvalho a José Luís Carneiro, a ministra do Ambiente, explica que o crude que está armazenado em França só pode ser usado por Portugal.

Portugal tem 132 mil toneladas de crude armazenado em França, mas gostava de salientar que este crude é propriedade do Estado português e pode ser mobilizado a qualquer momento por decisão do governo e só pode ser utilizado pelo nosso país, por decisão do governo.

De resto, o governo quer investir 60 milhões de euros em armazenamento para reservas petrolíferas em Portugal e já pediu um estudo nesse sentido. Por isso, a ministra do Ambiente explica que esta solução não é permanente.

Para nós é temporária. Nós imediatamente pedimos à ENSE que nos elaborasse o estudo de possíveis localizações e quanto custaria aumentar a capacidade de armazenamento em Portugal para ter tudo em território português. Já recebemos esse estudo e vamos avançar.

A garantia deixada pela ministra do Ambiente, que sublinha que a mobilização desse crude em França pode ser feita a qualquer momento, num processo que demora duas a três semanas.

As propostas do Chega e do PS para responder ao aumento do custo de vida acabaram chumbadas no Parlamento.

Tal como era esperado, nenhuma iniciativa, quer o projeto de lei ou apenas recomendação ao governo, teve luz verde. PS e Chega trocaram acusações sobre quem tem estado ao lado do governo, num debate em que Hugo Soares comparou André Ventura a José Sócrates, em que o líder do Chega deixou um desafio a José Luís Carneiro. Miguel Vitor Dias.

Num debate que começou já com as decisões tomadas, André Ventura desafiou o PS.

O Partido Socialista inviabiliza a descida do IVA dos combustíveis para o próximo ano e o Chega viabilizará o projeto de resolução do Partido Socialista.

Troca por troca na aprovação de propostas, enquanto José Luís Carneiro ignorava e olhava para o telemóvel e insistia, ao fim de uma hora e meia, que as medidas são precisas agora.

Agir tarde, agir ao retardador, só contribui para agravar o cenário já de si sombrio para as famílias, para as empresas. Está na hora de agir para já, e não para janeiro.

José Luís Carneiro a lembrar que este ano só o governo pode aplicar mais medidas, numa discussão que descambou desde o início, quando Hugo Soares comparou Ventura a José Sócrates.

Está definitivamente encontrado o novo engenheiro José Sócrates da política portuguesa. Para o senhor deputado André Ventura, não interessa quanto, como, onde, o que importa é o caminho, e o seu caminho é levar o país à bancarrota. Peço imensas desculpas ter que lhe dizer olhos nos olhos, com a coragem que o senhor gosta dizer que a mim ninguém mete medo, eu vou lhe dizer: o senhor é um aldabão.

Os termos utilizados pelo líder da bancada social-democrata mereceram duas reprimendas do presidente Aguiar Branco. André Ventura, que tinha criticado a ausência do governo e comparou a descida do IVA dos combustíveis com a recente operação de entrada na REN.

O Estado gastou na REN, recentemente, 390 milhões de euros Descer o IVA para a taxa intermédia durante os três últimos meses do ano custaria € 300 milhões. Era mais baixo, mais fácil e mais eficaz

Perante a troca de argumentos entre os três maiores partidos, a presidente do Iniciativa Liberal, Mariana Leitão, concluiu:

Há, de facto, os três maiores partidos nesta Assembleia da República. São inúteis.

A líder dos liberais num debate sobre a descida do IVA dos combustíveis e a isenção de IVA no cabaz alimentar, com todas as propostas a serem rejeitadas. Miguel Viterbo Dias, que acompanhou este debate na Assembleia da República. As 14 iniciativas propostas pela oposição acabaram todas rejeitadas. E há outras notícias a marcar a tarde desta quinta-feira, 24 de setembro. Desde logo, a participação de Portugal na Liga das Nações, que arranca hoje à tarde. Jorge Jesus escolheu homens de confiança para a estreia. Seis dos 11 titulares já foram treinados pelo atual selecionador e perante o pouco tempo de preparação, o selecionador tinha prometido continuidade, assumiu que ia escolher jogadores com quem já tinha trabalhado e isso confirma-se. Portugal joga daqui a pouco frente ao País de Gales. E seguimos até ao Estádio de Alvalade, onde está o Miguel Cordeiro, para ficarmos a conhecer então os escolhidos de Jorge Jesus.

Vamos a isso. Diogo Costa é o guarda-redes, defesa a quatro homens com Nuno Mendes e João Cancelo nas laterais. Renato Veiga e Rúben Dias são os centrais escolhidos por Jorge Jesus. Meio-campo entrega Rúben Neves e Vitinha. Jogam nas alas Bruno Fernandes e Pedro Neto. Centro no ataque é uma dupla, João Félix e Cristiano Ronaldo. Como dizias, Luís, seis destes 11 já foram treinados por Jorge Jesus: Rúben Neves, João Cancelo, Rúben Dias, Bruno Fernandes, João Félix e Cristiano Ronaldo. Homens de confiança para o novo selecionador, que vai fazer a estreia aqui no Estádio de Alvalade. Espera-se casa cheia para este encontro. Rapidamente, as escolhas de Craig Bellamy, o selecionador do País de Gales. Ward é o guarda-redes, defesa a quatro homens também. Jayda Silva à esquerda, Neco Williams à direita. Os centrais são dois Bens, Ben Davies e Ben Cabango. Joga no meio-campo, Joe Sheehan, também apoiado por Ampadu e Jordan James. Lá à frente são três homens, é um 4-3-3. Luuk Koumas à esquerda, David Brooks à direita. Brennan Johnson é o homem mais adiantado desta equipa do País de Gales, que chega a esta Liga A depois de conseguir o apuramento proveniente da Liga B na anterior Liga das Nações. Portugal, já se sabe, é vencedor em título. Arranca mais uma Liga das Nações já daqui a pouco, às 17h45, no Estádio de Alvalade. Jogo que marca a estreia de Jorge Jesus como selecionador nacional.

E que vai ter relato e comentário aqui na Rádio Observador. A emissão especial de esporte começa já daqui a pouco. Notícia ainda de que várias delegações abandonaram, em protesto, a sala onde decorrem os discursos da Assembleia Geral das Nações Unidas, em protesto contra Benjamin Netanyahu. O primeiro-ministro israelita fala neste momento, foi já recebido com vaias e gritos de várias delegações que acabaram por sair da sala. É um discurso que decorre nesta altura. Depois, também o discurso do primeiro-ministro português, Luís Montenegro. Entretanto, acabou também a visita do presidente chinês à Casa Branca, uma visita em que foram discutidos temas como a inteligência artificial e a cooperação entre China e os Estados Unidos. No final da visita, Donald Trump disse apenas que foi um grande encontro. Já Xi Jinping afirma às agências de notícias chinesas que apoia um diálogo entre Teerão e Washington e espera que os Estados Unidos rejeitem a independência de Taiwan. Ricardo, estamos exatamente a três meses do Natal.

Olha, pois é.

Exatamente hoje, época em que vai começar a surgir de forma incessante uma música nos nossos ouvidos.

Já?

Não, mais ou menos.

Já descongelaram?

É só para dar conta de que ela foi destronada, Mariah Carey, claro, por esta música. É a música "Choosing Texas", de Ella Langley. Tornou-se o single que passou mais semanas consecutivas no primeiro lugar da tabela norte-americana.

Ok.

Ultrapassou aquele clássico.

Talvez queira uma nova música de Natal.

Não, não é. Ultrapassou aquele clássico, "All I Want for Christmas is You", e soma agora 23 semanas consecutivas no topo da Billboard Hot 100. A música estreou em novembro do ano passado, chegou pela primeira vez ao topo em fevereiro e desde então tem permanecido por lá. A "Choosing Texas" é uma das duas únicas músicas a ultrapassar as 20 semanas neste lugar. A outra é precisamente "All I Want for Christmas is You", de Mariah Carey.

Deve estar quase a descongelar.

Exatamente. Deve estar por aí.

Não sei se ela não descongelou já. Esta bateu esse recorde.

É verdade.

Esta "Choosing Texas."

Ella Langley. Não conhecia, confesso.

Não. Mas parece-me uma cançãozinha um bocadinho banal.

É isso.

Vamos ficar mais um bocadinho, pelo menos até ao fim do jornal das 19h.