Como os ratos, estão calados no diminutivo, nem meia palavra saiu-lhes pela goela. Anunciado cessar-fogo, feito o cessar-fogo, e os doutores do activismo prefeririam que o fogo se mantivesse, porque verdadeiramente, e chamando os bois pelos nomes, não lhes interessa a paz.
A guerra é a gasolina dos pseudos activistas que só são activos contra Israel e contra judeus. O raio que os dividisse em várias partes. Sobre a Ucrânia não arranjaram flotilla nenhuma. Para o Sudão, também. Nigéria, nada. Flotilla para acabar com a perseguição cristã em Gaza, silêncio. Só lhes importa sepultar sionistas. É. Sionistas. Herzl que lhes envie um tabefe.
Reféns regressados a casa, israelitas em caixões a regressar para entrarem na terra, e os grandes democratas benfeitores costuram as beiças. Se alguém ainda tinha dúvida relativamente à ausência de qualidade humana, agora somente certezas do tipo de gente, ou coisa que os valha, é esta. Vestidos de branco, no Aeroporto da Portela, como lenço enrolado, a queixar-se do tratamento recebido na prisão do sul de Israel, queriam ovos estrelados com salsichas. Olhem com os dois olhos para imagens de reféns israelitas e aprendam o que é sofrimento.
Boa cara e muito felizes, os Nobel de fraternidade encardida, por estarem livres como pássaros com asas de plástico, e sem neurónio virado para os seus irmãos palestinianos que ficaram subjugados ao Hamas. Após a retirada de Israel de Gaza, já começou a matança, o Hamas retomou a rotina: fuzila os manos com a maior da facilidade. Acusa-os de colaborar com israelitas, outros capturados para interrogatório, suspeitos de pertencerem a grupos críticos ao Hamas, morrem, isto é, o Hamas mata-os, igualmente.
As senhoras e senhores do Bloco de Esquerda e da antiga passerelle precisam organizar uma flotilla para levar mantimentos e ajuda humanitária a palestinianos que não merecem a simpatia do Hamas e estão a entrar em valas comuns.
Mas isso parece pesar-lhes tanto como um gelado na testa de uma múmia. Ratazanas indigentes de espírito, ao mínimo cheiro a queijo aparecem se o assunto tema conversa convém-lhes. Não é o caso. Não é, não. Estavam tão preocupadas com o genocídio e, acabado esse fictício genocídio, as canas e os foguetes ficaram nos bolsos. Festejos? Onde?
Na sede do Bloco, quebrado em mil cangalhos, faltam razões, é verdade, para abrir espumante, ali só água das pedras; a azia provoca má disposição. Os votos que arrecadaram à pendura da senhora Leitão apresentam-se inferiores aos assinantes da petição que sugeria a Israel não devolver Mariana Mortágua a Portugal. Lindo. O resultado das eleições autárquicas, ao contrário do que profetiza a coordenadora do Bloco de Esquerda, não é modesto. Modéstia é outra coisa, coisa que não é para todos. O resultado é o ponteiro da importância que têm na sociedade portuguesa: zero; 0.
Para se redimirem, é rumar e remar em direcção a Gaza, via Egipto ou Israel, para impedir a continuação do talho. Os patrocinadores não serão os mesmos da última viagem circense. O Hamas e os seus afilhados, desta vez, não pagam sequer um chavo.